Paraná
Em Turvo, professores e agentes de saúde recebem formação em saneamento ambiental
Professores da rede municipal de ensino, agentes de saúde e agentes de combate a endemias de Turvo, no Centro do Estado, participaram no mês de julho de um curso de formação de Facilitadores em Saneamento. Promovido pela Sanepar em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, o curso preparou os profissionais para se tornarem multiplicadores de informações relacionadas ao saneamento básico para a saúde das pessoas e o meio ambiente.
Foram capacitados 27 professores da rede municipal de ensino e 39 profissionais que atuam como agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias.
“A compreensão da comunidade sobre a importância de regularizar os imóveis para cumprir as determinações do Código de Saúde do Paraná é um dos desafios para os municípios e para a própria Sanepar. Por isso contamos com o apoio dos facilitadores, como os agentes de saúde e professores”, explica a gestora de Educação Socioambiental da Sanepar, Luciana Garcia.
Além de aulas teóricas, a programação incluiu visitas técnicas à estação de tratamento de água e à nova estação de tratamento de esgoto de Turvo, guiadas pelos técnicos da Sanepar Clodoaldo José Marques e Jair Maurício dos Santos.
Segundo o agente de combate às endemias em Turvo Jefersson Luis Prado, o curso trouxe mais conhecimento sobre os sistemas de coleta e tratamento do esgoto e de tratamento e distribuição da água e impacto positivo para a saúde da população. “Além do trabalho que já fazemos, agora serão feitas orientações sobre a importância de consumir água tratada e a instalação correta no sistema de esgoto”, afirma Prado.
“O curso da Sanepar é de grande ganho, para nós e a população, porque vamos poder orientar melhor sobre como proceder com o esgoto”, afirma o agente comunitário de saúde do município Emiliano Ferreira Camargo. “Nossa cidade está num momento de transição no saneamento básico. Há pouco tempo quase 100% da população utilizava fossa rudimentar e agora centenas de residências já têm o sistema de coleta do esgoto. Muitas pessoas estão ligando seu imóvel à rede da Sanepar e vão surgindo dúvidas. Nas visitas a esses domicílios, podemos ajudar a esclarecer”.
Professora na rede municipal de ensino, Maria de Lourdes Verhagen diz que o curso a ajudará muito nas abordagens em sala de aula. “Podemos tornar lúdicos e didático-pedagógicos os materiais que os profissionais da Sanepar compartilharam. O curso orienta orienta quanto ao Currículo Escolar que, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), coloca em nosso planejamento muitos assuntos e conteúdos relacionados ao que foi abordado pelos técnicos da Sanepar”, destaca.
A pedagoga, que leciona há 32 anos, diz que é preciso conscientizar a população de seu papel social no processo. “O cuidado com o meu rio, a minha água, me faz ter noção de quão importante é o tratamento da água e o correto descarte dela, de quão importante é o saneamento, de que tanto se fala, e que é uma questão de condições de saúde e de melhoria na qualidade de vida”, acrescenta Maria de Lourdes.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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