Paraná
Paranaguá completa 375 anos e recebe do Estado R$ 6 milhões em obras urbanas
No aniversário de 375 anos, comemorados neste sábado, 29 de julho, Paranaguá foi contemplada com a entrega de uma praça revitalizada no entorno do Santuário de Nossa Senhora do Rocio, um novo espaço esportivo e a primeira parte da nova pavimentação asfáltica na região central, obras do Governo do Estado que, juntas, representam um investimento de mais de R$ 6 milhões para a cidade polo do Litoral.
As estruturas, feitas em parceria com a administração municipal, foram inauguradas nesta sexta-feira (28) pelo governador em exercício Darci Piana, junto com o prefeito Marcelo Roque e o secretário das Cidades, Eduardo Pimentel.
Piana parabenizou a cidade, que é a mais antiga do Paraná, e garantiu que o Governo do Estado continuará a investir fortemente em Paranaguá e em todo o Litoral. “É uma alegria poder fazer estas obras no momento em que Paranaguá completa 375 anos, fazendo com que ela possa acolher ainda melhor a sua população e a todos que visitam a cidade, inclusive com novos turistas estrangeiros que desembarcarão aqui no final do ano com os navios de cruzeiro”, afirmou.
Uma das obras mais emblemáticas foi a revitalização da Praça Padre Thomas Sheehan, que fica em frente ao Santuário Estadual Nossa Senhora do Rocio. A obra foi iniciada em 2022 e envolveu a substituição dos pisos por novos, que são permeáveis e possuem sistema tátil para cegos, meio-fio de concreto, novos bancos, bicicletários, lixeiras, luminárias, comunicação visual e paisagismo.
A revitalização deverá garantir uma estrutura melhor aos milhares de visitantes que passam pelo famoso santuário da padroeira do município. O projeto recebeu um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, repassados pela Secretaria das Cidades, e deverá ampliar o potencial turístico da região, que apenas nos dias da Festa do Rocio, em novembro, atrai cerca de 300 mil romeiros de todo o Brasil.
O governador em exercício também citou outros projetos do Governo do Estado que estão em andamento na cidade, como a construção da nova ponte ligando a região central com o bairro dos Valadares, beneficiando cerca de 30 mil moradores, e o Moegão portuário, que deve ampliar expressivamente a capacidade simultânea de carregamento de cargas dos vagões de trens para os navios.
“Temos muitos outros investimentos que ainda estão sendo elaborados pela Secretaria das Cidades com a prefeitura e que serão anunciados em breve para Paranaguá. São obras que não se restringem ao porto, mas beneficiam toda a cidade”, garantiu.
O nome da praça é uma homenagem ao padre Thomas Sheehan, falecido há 25 anos. Segundo o reitor do Santuário, padre Dirson Gonçalves, trata-se de um reconhecimento por tudo o que o religioso fez enquanto morou e trabalhou na cidade.
“O padre Thomas foi essencial para o desenvolvimento do Santuário Nossa Senhora do Rocio nas últimas décadas”, disse. “Com a revitalização, os milhares de fiéis que nos visitam terão mais espaço e mais conforto, especialmente durante as festividades da padroeira”.
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OUTROS INVESTIMENTOS – Os representantes do Estado e do município entregaram a primeira etapa da obra de recape asfáltico nos bairros Parque Agari e Estradinha, na região central da cidade. A intervenção envolve a instalação de novo pavimento em uma área de quase 30 mil metros quadrados, incluindo os serviços preliminares, terraplanagem, meio-fio e sarjeta, além da urbanização, sinalização de trânsito e drenagem.
Com 33% do cronograma de obras concluídos até o momento, o governador e o prefeito inauguraram um trecho de 866 metros da Alameda Coronel Elysio Pereira, entre a Rua dos Expedicionários e a Avenida Roque Vernalha. No total, o projeto recebe um investimento de R$ 4,2 milhões do Tesouro Estadual, além de contrapartidas da Prefeitura de Paranaguá.
Outro espaço público que passa a ficar à disposição da população parnanguara a partir de agora é a nova unidade do programa estadual Meu Campinho. O local conta com um campo de futebol com grama sintética, pista de caminhada, bancos em concreto e paisagismo e fica localizado na Avenida Roque Vernalha, na Vila Cruzeiro. O investimento do Governo do Estado no projeto, por meio da Secid, foi de R$ 660 mil.
De acordo com o secretário das Cidades, Eduardo Pimentel, a pasta tem liberado investimentos para os 399 municípios paranaenses, o que acaba sendo facilitado pelas contrapartidas municipais. “O Litoral tem recebido uma atenção especial, com uma série de investimentos, porque as prefeituras apresentam bons projetos à Secretaria das Cidades”, comentou. “Nós temos uma linha de crédito de R$ 500 milhões com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) para investimento em infraestrutura urbana e estamos prontos para continuar investindo forte nos municípios”.
O prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, disse que as obras entregues de forma integral ou parcial são um presente do Estado para a cidade. “Só hoje, estamos entregando mais de R$ 6 milhões em obras com o apoio do Governo do Estado, o que demonstra o olhar de carinho para as necessidades da população do Litoral. É um grande presente para o nosso município, que é o berço do Paraná e vive um momento de importante desenvolvimento”, declarou.
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PRESENÇAS – Participaram do evento o diretor da Portos do Paraná, André Pioli; a secretária municipal de Gabinete Institucional, Christiane Yared; o secretário municipal de Obras, Ildeivan da Silva Junior; o secretário municipal de Planejamento, Edmar Pedron; o presidente da Câmara de Vereadores de Paranaguá, Fábio Santos; o bispo da Diocese de Paranaguá, Dom Edmar Perona; e a vice-prefeita de Antonina, Rosane Osaki.
Fonte: Governo PR
Paraná
Pista de concreto: estudo aponta Paraná como referência nacional na contratação de obras
A aposta do Governo do Paraná por construir estradas de concreto tem feito a diferença. Um estudo do Centro de Liderança Pública (CPL), organização que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os gargalos do país, aponta o Paraná como referência do setor público na contratação de obras.
O Estado foi citado como exemplo neste mês em uma nota técnica do CLP que defende que estados e municípios levem em consideração o custo total da obra ao longo de todo sua vida útil e não apenas o custo simples da licitação. Exatamente o motivo pelo qual a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seil) escolheu por aplicar concreto em mais de 800 quilômetros de rodovias.
Na comparação com o pavimento flexível, feito de asfalto, o pavimento rígido, de concreto, tem o dobro da vida útil. Enquanto o pavimento flexível dura, em média, 10 anos, as rodovias de concreto têm durabilidade média de pelo menos 20 anos.
Ao longo deste período, há também uma diferença sensível nos custos de manutenção das estradas. Nas vias de asfalto, por exemplo, é comum que o pavimento apresente deformações ou buracos ao longo do tempo, algo que não acontece nas rodovias de concreto.
“Fomos buscar o que há de mais moderno em termos de pavimentação para as estradas do Paraná. O mesmo pavimento das rodovias dos Estados Unidos e da Alemanha hoje é encontrado aqui no Paraná, o que traz não só melhor trafegabilidade aos usuários no geral, mas também facilita o escoamento da produção agrícola do estado”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
Diante desse quadro, a CLP posicionou o Paraná como primeiro colocado no ranking de Sustentabilidade Ambiental por meio da estruturação de uma política pública focada no incentivo à pavimentação em concreto. A medida adota a isenção de ICMS sobre o cimento destinado à pavimentação de estradas e vias públicas estaduais, estabelecendo um exemplo de orçamento de capital verde aplicado à infraestrutura de transportes. “A política adotada pelo Paraná pode, portanto, ser compreendida como um exemplo de orçamento de capital verde aplicado à infraestrutura de transportes”, afirma o texto da nota técnica do CLP.
A concessão do benefício fiscal nas operações internas com cimento foi autorizada pelo Convênio ICMS 05/26, abrangendo concessionárias de pedágio e construtoras contratadas pela administração pública estadual para a realização de obras de pavimentação. A regulamentação e internalização da medida ocorreram via Decreto Estadual nº 12.956/2026, que fixou o prazo da isenção até 31 de dezembro de 2027, limitando o teto do insumo a 884.990 toneladas de cimento. O processo conta com a certificação da SEIL, e o acompanhamento de indicadores econômicos vinculados ao benefício.
“As contribuições técnicas apresentadas reforçam que a sustentabilidade e a eficiência econômica não são objetivos conflitantes. Ao contrário, apontam para a necessidade de uma transformação na gestão pública, substituindo a lógica da obra mais barata no edital pela escolha do ativo que proporcione o melhor desempenho ambiental, econômico e social ao longo de sua vida útil”, afirma Rodrigo Luiz Freitag, assessor Ambiental do DER/PR.
IMPOSTO INTELIGENTE – O diferencial da abordagem paranaense reside na estrutura do decreto. Em vez de operar apenas como uma redução tributária genérica, a norma utiliza a política fiscal para induzir investimentos públicos de maior durabilidade, sustentabilidade e economicidade. O texto legal determina que, ao encerramento de cada exercício financeiro, sejam checadas a redução efetiva dos custos de manutenção por conta do pavimento rígido e a redução de acidentes.
Por conta do modelo implantado ser um objeto delimitado, prazo definido, limite quantitativo, controle setorial e obrigação de monitoramento, o documento atende aos critérios internacionais de responsabilidade fiscal sustentável, diminuindo os riscos de renúncia fiscal sem contrapartida significativa para a sociedade.
CICLO DE VIDA – A viabilidade técnica e ecológica da estratégia é um estudo sobre a rodovia PRC-280, no Sudoeste do Estado. A análise que é comparativa simulou alternativas de restauração da via ao longo de um horizonte de 20 anos, considerando as etapas de produção de materiais, transporte, execução, manutenção e uso da rodovia.
Nas condições avaliadas nos estudos, os resultados apontaram que a alternativa em pavimento semirrígido demandou um consumo energético 4,4 vezes maior e registrou uma emissão de CO2 cerca de 40% superior quando comparada à restauração em whitetopping de concreto. O trabalho reforça que a metodologia de Análise de Ciclo de Vida (ACV) permite introduzir a eficiência como objetivo da tomada de decisão nas análises de viabilidade técnico-econômica governamentais.
Fonte: Governo PR
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