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Guardas municipais terão assento no Conselho de Segurança e Defesa Social

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As Guardas Municipais dos municípios paranaenses terão a partir de agora uma representação formal no Conselho Estadual de Segurança Pública do Paraná e Defesa Social (Conesp-PR). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24) durante o V Encontro de Gestores Municipais de Segurança Pública e Diretores de Guarda Municipal do Paraná, que aconteceu no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Presente no evento, o governador em exercício Darci Piana exaltou a importância das Guardas Municipais, que estão presentes em 37 cidades do Paraná, e da integração com as polícias Civil e Militar para o combate à criminalidade no Estado. “A junção das Guardas Municipais, com a sua inclusão no Conesp-PR, que será formalizada pela Assembleia Legislativa nos próximos dias, é mais um passo que o Estado dá para aproximar as forças policiais, cuja união significa mais segurança para a população paranaense”, afirmou Piana.

Para o presidente da Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais (Fenaguardas), Luiz Vecchi, as mudanças no colegiado do Conselho Estadual de Segurança Pública coloca o Paraná na vanguarda do processo de integração entre os agentes de segurança dos diferentes níveis de governo.

“Temos muito a agradecer ao governador Ratinho Junior, que atendeu a solicitação de garantir um assento permanente no colegiado do Conesp-PR, o que faz do Paraná pioneiro na aplicação integral do Susp (Sistema Único de Segurança Pública)”, disse Vecchi. “É um dia histórico que conta com a presença de representantes das 37 guardas municipais do Paraná, e que representam juntos a segunda maior força de segurança pública do Estado”, acrescentou o presidente da Fenaguardas.

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No evento, também foram apresentados detalhes sobre a Política Estadual de Apoio aos Orgãos Municipais de Segurança Pública (Peosp), feita a leitura e aprovação do Conselho Estadual de Gestores Municipais de Segurança Pública e Comandantes de Guarda Municipal do Paraná (Congecep) e a eleição da Diretoria Executiva do órgão.

APOIO ESTADUAL – Segundo o presidente em exercício da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Sérgio Onofre, que atuou na organização e apoio ao evento, os policiais militares e os guardas municipais têm a mesma finalidade e, portanto, devem trabalhar de forma integrada.

“A guarda municipal foi criada em uma época em que não havia efetivo suficiente da Polícia Militar do Paraná para suprir essa necessidade dos municípios e atualmente ela cumpre a mesma função da PMPR. Este encontro é para pleitear o apoio do Estado às Guardas Municipais, que precisam caminhar juntas com as forças estaduais de segurança pública na defesa da nossa população”, afirmou Onofre, que é prefeito de Arapongas (Norte do Estado).

CONSELHO – Criado pela Lei Estadual nº 19.935/2019, o Conesp-PR tem como finalidade elaborar novas diretrizes para as políticas públicas de segurança e defesa social no Estado. O colegiado tem como finalidade propor diretrizes para as políticas públicas de segurança e de defesa social, com foco na prevenção e repressão da violência e da criminalidade.

Além das Guardas Municipais, que passam a ter representatividade no órgão, o conselho é formado por representantes das forças de segurança estadual, Poder Judiciário, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e Defensoria Pública, além de um representante de entidades e organizações da sociedade e um de entidades de profissionais de segurança pública.

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GUARDAS MUNICIPAIS – As cidades paranaenses que possuem Guardas Municipais são: Ângulo, Apucarana, Arapongas, Araucária, Cambará, Cambé, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Cianorte, Colombo, Cruzmaltina, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guaíra, Iguaraçu, Iporã, Irati, Jaguapitã, Lobato, Londrina, Mandaguaçu, Mandaguari, Mandirituba, Marialva, Maringá, Matinhos, Mauá da Serra, Munhoz de Melo, Nossa Senhora das Graças, Paranaguá, Paranavaí, Pinhais, Pitangueiras, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, Quatro Barras, São Miguel do Iguaçu, São José dos Pinhais, Sarandi, Toledo, Telêmaco Borba e Umuarama.

A criação do Conselho Estadual visa o cumprimento da lei federal nº 13,675/2018, que criou o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com objetivo de integrar os órgãos de segurança e inteligência, padronizar informações, estatísticas e procedimentos dos diferentes órgãos policiais em nível nacional, estadual e municipal.

PRESENÇAS – Também participaram do evento o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; o secretário de Estado das Cidades, Eduardo Pimentel; os deputados estaduais Tiago Amaral, Kloara Pinheiro, Marcia Huçulak, Paulo Gomes e Tito Barichello; o presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná e prefeito de Toledo, Luis Adalberto Lunitti; o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro; o prefeito de Mandirituba, Luis Antonio Biscaia; o prefeito de Campo Largo, Maurício Rivabem; o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki; o diretor de Políticas Públicas da Secretaria de Segurança Pública, Fernando Klemps; e o superintendente da Casa Civil, Junior Weiller.

Fonte: Governo PR

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Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias

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A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.

O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti. 

O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.

Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.

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HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.

De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.

O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita  por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.

COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.

O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.

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A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.

O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.

A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.

Fonte: Governo PR

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