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Paraná

Tratamento ofertado pelo Estado melhora a vida de pacientes com doenças raras do sangue

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Além de ações de conscientização e ampliação do acesso ao diagnóstico, o governo estadual oferece tratamento especializado para portadores de anemia falciforme e talassemia, doenças raras do sangue. Os pacientes são assistidos no ambulatório do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), local de referência no Estado.

Contando com uma abordagem multidisciplinar, o Hemepar reúne profissionais qualificados e equipamentos de última geração para garantir o cuidado adequado aos pacientes. Atualmente, o ambulatório realiza uma média de 450 consultas por mês, contando com cerca de 90 pacientes transfusionais, o que demanda aproximadamente 140 bolsas de sangue.

“Temos investido no tratamento de doenças raras, e o trabalho realizado pelo Hemepar é mais um exemplo da sensibilidade do Governo do Estado. Estes pacientes necessitam de um acompanhamento próximo, que garanta o atendimento e maximize a qualidade de vida”, diz o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A anemia falciforme é uma doença genética caracterizada pela deformação dos glóbulos vermelhos, que passam a assumir uma forma semelhante a de foice. Isso afeta a circulação sanguínea, podendo causar dor crônica, danos aos órgãos e aumentar o risco de complicações graves. Já a talassemia é uma desordem genética que afeta a produção de globinas, proteínas responsáveis pelo transporte do oxigênio no sangue. Essa condição pode levar a anemia grave e outros problemas de saúde.

ATENDIMENTO – No ambulatório do Hemepar os pacientes têm acesso a consultas médicas regulares, uma vez que, em casos mais severos, o tratamento exige uma reposição sanguínea mensal para ambas as doenças. Eles também recebem gratuitamente medicamentos de alto custo. De acordo com a diretora do Hemepar, Liana Labres de Souza, a transfusão requer um trabalho alinhado entre diversos setores da unidade para garantir o sucesso do atendimento.

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“Os procedimentos do ambulatório demandam um longo processo, que vai desde a capacitação de profissionais até a imunofenotipagem de doadores. Por isso, mantemos sempre um sistema de trabalho organizado e que permita acesso a bolsas de sangue nas datas estipuladas, preservando a qualidade de vida dos pacientes”, explicou a diretora.

MELHORA – Devair Leite Rodrigues, de 57 anos, foi diagnosticado com anemia falciforme aos 3 anos de idade e, desde então, faz transfusão regular mensal, com uso de medicação de alto custo (Hidroxiuréia e Deferasirox). Hoje, recebe em média de três a quatro bolsas de concentrado de hemácias filtrada e fenotipada. Para essa operação, são necessários cinco doadores mensais.

“Desde que comecei o tratamento aqui no Hemepar, tive uma grande melhora em minha saúde. Sem essa transfusão, nossa qualidade de vida se torna muito precária, por isso é muito importante ter o acesso a estes serviços”, avaliou.

O Hemepar também desempenha um papel importante na promoção da pesquisa e do desenvolvimento científico relacionados à anemia falciforme, colaborando com pesquisadores para aprimorar os conhecimentos sobre a doença.

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Vilmar Matos Camargo, pai da paciente Vanessa, de 15 anos, destacou o papel dos doadores. “Agradecemos não somente ao Hemepar, mas também a todas as pessoas que doam o sangue utilizado no tratamento da minha filha, que é portadora de anemia falciforme. Esse atendimento é fundamental para a formação dela”, reforçou.

DIAGNÓSTICO – Além do acompanhamento, o Paraná também investe no diagnóstico precoce da doença falciforme. Sua identificação ocorre durante a triagem neonatal, com o Teste do Pezinho. A Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe) é o centro de referência e a única instituição credenciada junto à Secretaria da Saúde do Paraná para a realização do teste.

Nos últimos dois anos foram realizados mais de 1,9 milhão de testes em 325.341 recém-nascidos, uma média de 13,5 mil exames por mês. Existem 2.552 postos de coleta no Estado e, em 2022, cem por cento dos nascidos vivos passaram pela triagem. As Unidades Básicas de Saúde garantem ainda a cobertura total para os bebês que nascem de parto domiciliar e nas casas de detenção. Neste período foram detectadas 216 crianças com uma das seis doenças que fazem parte do exame, que receberam tratamento no tempo oportuno.

Fonte: Governo PR

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Gangorra nas temperaturas: semana de tempo estável antecede frente fria no Paraná

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As temperaturas da última semana foram as mais baixas já registradas em 2026 em cidades de todas as regiões do Paraná, conforme medições nas estações meteorológicas do Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Gradativamente os valores nos termômetros já voltaram a subir em algumas regiões e, nesta semana, aumentarão também na faixa Leste do Estado. O calor, entretanto, terá dias contados: uma nova frente fria trará mais chuva e uma massa de ar frio, que vai derrubar as temperaturas novamente no próximo fim de semana.

Em alguns dias durante semana passada, as temperaturas subiram pouco ao longo do dia, e quase todas as estações meteorológicas do Simepar registraram máximas mais baixas de 2026, até o momento. No último domingo (3), foi a vez da faixa Leste registrar a tarde mais gelada do ano em Antonina (20°C), Cerro Azul (21,4°C), Curitiba (15,4°C), Fazenda Rio Grande (14,5°C), Guaratuba (22°C), Lapa (15,1°C), Marumbi Base (17,5°C), Pinhais (14,9°C) e Guaraqueçaba (20,2°C).

A segunda-feira (4) teve as temperaturas mínimas mais baixas de 2026 até o momento em Antonina (14,5°C), Cianorte (15,7°C), Cornélio Procópio (13,6°C), Guaratuba (16,8°C), Jaguariaíva (11,1°C), Loanda (16,3°C), Londrina (14,7°C), Paranaguá (17°C) e Santo Antônio da Platina (14,2°C). O dia começou com chuva entre o Sudoeste, Centro-Sul, parte dos Campos Gerais e Leste do Paraná.

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“A tendência é de que durante a manhã e à tarde a chuva continue ocorrendo nestas regiões, mas gradualmente se afastando em direção ao oceano. Dessa forma, é bem provável que já no final da tarde de segunda-feira o sol predomine em praticamente todo o Paraná. Isso porque no Oeste, Noroeste e Norte o céu fica com poucas nuvens durante o dia e com temperaturas mais altas, próximas de 28°C”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.

A partir de terça-feira (5), o tempo fica estável, sem chuva em todo o Estado. Os nevoeiros aparecem no amanhecer, causando restrição de visibilidade entre o Centro-Sul, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba (RMC), mas perdem força rapidamente. O dia terá poucas nuvens na maior parte do Estado e as temperaturas seguem subindo: na RMC, Sul e Centro-Sul, as máximas ficam perto de 25°C; no Oeste, Sudoeste, Campos Gerais, Litoral e algumas cidades do Norte, na faixa dos 27°C e 28°C; já no Noroeste, as máximas ultrapassam os 30°C.

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Na quarta (6) e na quinta-feira (7), o tempo se mantém estável, sem chuva, com pouca nebulosidade e temperaturas subindo à tarde. “Inclusive os índices de umidade também ficam um pouco mais baixos no período de maior aquecimento, especialmente no interior do Estado”, ressalta Samuel.

O tempo muda somente na sexta-feira (8), quando uma frente fria avança pelo Sul do Brasil. “Esse sistema avança de forma bem organizada, por isso a chuva se espalhará para praticamente todas as regiões do Paraná, inclusive não se descartando alguma tempestade na sexta-feira”, afirma Samuel. Novos boletins serão emitidos pelo Simepar ao longo da semana.

Depois da chuva, uma massa de ar frio mais intensa chega ao Estado. As temperaturas mínimas ficam abaixo dos 10°C em praticamente todo o Paraná, no próximo fim de semana.

Fonte: Governo PR

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