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Dia D: Secretaria de Cultura se une a municípios para facilitar adesão à Lei Paulo Gustavo

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Agentes Regionais de Cultura (ARCs) da Secretaria estadual da Cultura (SEEC) e técnicos dos municípios-sede das regiões históricas vão ajudar os municípios que ainda não apresentaram seus planos de ação para receberem recursos da Lei Paulo Gustavo (JPG) a elaborarem e apresentarem suas propostas na plataforma Transferegov do governo federal.

O Dia D será na próxima quarta-feira, 5 de julho, nas cidades de Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Toledo e Foz do Iguaçu. Gestores e técnicos municipais de cultura das prefeituras próximas podem ir até o local indicado pela pasta para obter a mentoria. A intenção é aumentar o número de adesão dos municípios paranaenses à Lei.

Juntos, Estado e municípios têm direito a mais de R$ 203 milhões, recursos que impactam na difusão cultural e na economia do Paraná. A SEEC já apresentou e teve seu plano de ação aprovado pelo Ministério da Cultura (MInC). 

A iniciativa do mutirão de atendimento aos municípios que por alguma dificuldade não apresentaram o plano de ação ao MinC reforça o trabalho conjunto entre o Governo do Estado e os municípios.

“É um movimento de união de extrema importância para todo o Paraná. Agradecemos muito essa parceria e essa disposição dos municípios para que consigamos trazer esse recurso para o Estado”, afirma André Avelino, diretor de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura da SEEC. Nosso desejo é que é que sejam executados 100% dos recursos destinados ao Paraná.  É para isso que estamos fazendo o mutirão, para democratizar e usar os recursos”.

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As prefeituras que ainda têm dúvidas também podem acessar Modelos de Plano de Ação na aba “Lei Paulo Gustavo” do site cultura.pr.gov.br. 

O movimento para a adesão à Lei Paulo Gustavo está nas redes sociais da Cultura Paraná com o mote “Lei Paulo Gustavo – nosso direito, nosso dever”.

SOBRE A LEI – Oficialmente regulamentada no dia 11 de maio, a Lei Paulo Gustavo vai destinar mais de R$ 98 milhões ao Estado do Paraná e outros R$ 105 milhões aos municípios paranaenses. São recursos que, direta ou indiretamente, vão impactar positivamente a economia do Estado. A LPG (Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022) foi pensada com o objetivo de apoiar fazedores e fazedoras de cultura diante dos desafios da pandemia de Covid-19.

Prevê o repasse de R$ 3,86 bilhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e de outras fontes de receita vinculadas ao Fundo Nacional de Cultura (FNC) a estados, municípios e ao Distrito Federal para ações emergenciais voltadas ao setor cultural, por meio de editais, chamamentos públicos, prêmios ou outras formas de seleção pública.

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ENDEREÇOS DE ATENDIMENTO DO DIA D

CASCAVEL – (das 9h às 17h) – Teatro Sefrin Filho – Rua Rio de Janeiro, 905 – Centro

GUARAPUAVA – (das 10h às 17hs) Casa da Cultura – Rua Alcione Bastos, 1821

PONTA GROSSA – (das 13h às 17h) – Centro de Música – Rua Frederico Wagner, 150

LONDRINA – (das 9h às 16h) – Praça Primeiro de Maio, 110, em frente a Concha Acústica, Centro

MARINGÁ – (das 14h às 16h) – Teatro Calil Haddad, Avenida Luiz Teixeira Mendes, 2500

TOLEDO – (das 14h às 17h) – Teatro Municipal – Rua Santos Dumont, 2626

FOZ DO IGUAÇU – (das 9h às 14h) – Fundação Cultural de Foz do Iguaçu – Rua Benjamin Constant, 62, Centro

Fonte: Governo PR

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MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência

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Acontece no MPPR - Bandeirantes

O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.

A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.

Como funciona

De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação. 

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Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.

A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.

Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.

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Articulação da rede

Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.

Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.

O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.

A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.

Fonte: Ministério Público PR

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