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Receita Estadual emitiu 1.705 autos de infração para recuperar R$ 666,2 milhões neste ano

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A Receita Estadual do Paraná, vinculada à Secretaria da Fazenda, emitiu 1.705 autos de infração entre janeiro e maio de 2023. Os autos visam recuperar R$ 666,2 milhões aos cofres do Estado e decorrem de ações de combate à sonegação de Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) e fraudes.

Do valor total emitido, R$ 357,8 milhões são referentes às multas, e o restante inclui o ressarcimento de impostos não recolhidos, além de eventuais juros de mora cobrados nas autuações.

O Fisco Estadual vem intensificando e aprimorando a fiscalização para coibir a sonegação de impostos por meio de mecanismos e práticas irregulares. A modernização tecnológica do Sistema de Lançamento de Ofício e Processo Administrativo Fiscal Eletrônico (e-PAF) proporciona mais agilidade, transparência e segurança aos processos fiscais.

“A atuação mais ativa e mais transparente contra irregularidades e sonegação é importante para garantir a saúde financeira e a justiça fiscal no Estado. Ao combater a sonegação e a fraude, o Governo promove igualdade de condições para as empresas e estimula a concorrência saudável, além de assegurar que os investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura”, afirma o coordenador da Inspetoria Geral de Fiscalização da Receita Estadual, Estêvão Ramalho de Oliveira.

GESTÃO DIGITAL – O e-PAF é responsável pela operacionalização dos valores do crédito tributário (imposto, multa e juros), gestão do processo administrativo fiscal (1ª e 2ª instâncias), gestão eletrônica de documentos, automatização do fluxo de trabalho, além da integração com diversos sistemas corporativos, incluindo pagamentos/parcelamentos realizados e o saldo devedor para quitação da exigência fiscal, procuração eletrônica, histórico de eventos e de documentos inseridos.

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A ferramenta, implantada em maio de 2019, é um investimento no âmbito do Programa de Gestão Fiscal (Profisco I), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que modernizou a gestão dos autos de infração, antes realizada em papel.

Um segundo contrato com o BID formalizou a adesão do Paraná ao Profisco II, que amplia a modernização dos sistemas para incluir autos de ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações) e do Simples Nacional, e integração com o Sistema de Gestão Tributária e com o sistema do contencioso judicial, dentre outras melhorias.

AÇÕES DE FISCALIZAÇÃO – Outro foco importante no combate a fraudes, sonegação e ao crime organizado são as operações de fiscalização realizadas pela Receita Estadual em conjunto com órgãos como o Ministério Público Estadual (MP-PR), Polícia Civil, Polícia Militar, entre outros.

Por exemplo, entre os dias 5 e 7 de junho, a 5ª Delegacia Regional da Receita Estadual de Guarapuava realizou uma etapa do Projeto Fumageiras. Durante a ação, foram inspecionadas empresas do setor de fumo e mercadorias com irregularidades em municípios da região Centro-Sul. Identificou-se a falta de recolhimento do ICMS sobre estoques de fumo sem notas fiscais, além de diversas infrações fiscais no transporte de cigarros, madeira, erva mate, gado bovino e suíno, e estruturas metálicas. Na ocasião, foram aplicadas multas que totalizam aproximadamente R$ 300 mil.

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Nos dias 23 e 24 de maio, uma operação conjunta de combate ao comércio de madeira ilegal no município de General Carneiro, no Sul do Estado do Paraná, resultou no bloqueio da emissão de notas fiscais e no cancelamento da inscrição estadual de sete empresas, além de multas no valor de R$ 40,8 mil. A ação teve como objetivo combater crimes ambientais, penais e tributários.

Além disso, foram emitidos 17 autos de infração a outras empresas, envolvendo questões como falta de inscrição, estoque sem nota fiscal, transporte sem documentação adequada e não recolhimento de ICMS. O valor total das multas chega a R$ 40.758,00. Essa ação também visava combater crimes ambientais, penais e tributários, contando com a participação do MP-PR, Instituto Água e Terra (IAT) e forças policiais.

Fonte: Governo PR

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Hospital Infantil de Campo Largo ganha floresta terapêutica para auxiliar recuperação de crianças

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O Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, deu início a um projeto inédito na rede pública de saúde do Paraná utilizando a natureza como ferramenta complementar no tratamento pediátrico. Denominada “Saúde & Natureza”, a iniciativa implanta um segmento florestal terapêutico e espaços integrativos baseados em Sistemas Agroflorestais (SAFs) dentro da área da unidade, unindo os princípios da agroecologia à humanização hospitalar.

A unidade da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), administrada pela Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), desenvolveu o projeto em parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR), e prevê a transformação dos espaços externos da instituição em áreas vivas de acolhimento e contemplação.

A primeira fase, com conclusão prevista para julho deste ano, abrange o plantio inicial de mais de 60 mudas de espécies nativas e árvores frutíferas. A proposta vai se integrar ao programa “Humanizamente”, ação já realizada no hospital com foco em tratar o desgaste causado pelos longos períodos de internamentos das crianças.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que o projeto eleva o patamar do atendimento humanizado no SUS paranaense. “O internamento hospitalar é um período de grande desgaste emocional, especialmente para as crianças e suas famílias. Ao transformarmos o ambiente do Hospital Infantil de Campo Largo, com uma floresta terapêutica, estamos unindo a eficiência da biologia molecular e dos tratamentos convencionais ao poder integrativo da natureza. É o Paraná inovando e mostrando que o cuidado em saúde pública se faz também com acolhimento e respeito ao bem-estar integral do paciente”, afirmou.

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A consolidação desse ambiente focado na experiência do paciente é apontada pela direção da unidade como um divisor de águas na rotina assistencial. A diretora-geral do Hospital Infantil Waldemar Monastier, Karina Chiquitti, ressalta que a iniciativa transforma a percepção do internamento para o público infantil.

“A expectativa é consolidar o projeto como um modelo inovador de integração entre ensino, serviço de saúde e sustentabilidade. Mais do que um espaço físico, o projeto pretende construir uma nova experiência de cuidado, acolhimento e conexão com a vida”, enfatiza a diretora.

EFEITO TERAPÊUTICO – A fundamentação conceitual do projeto baseia-se em estudos científicos que comprovam os benefícios do contato com áreas verdes no ambiente hospitalar. A proximidade com elementos naturais vivos atua diretamente na redução dos níveis de cortisol (hormônio do estresse), diminuição da pressão arterial, alívio da ansiedade e no fortalecimento do sistema imunológico de pacientes, acompanhantes e das próprias equipes assistenciais.

De acordo com o planejamento, o espaço não terá apenas fins paisagísticos, mas abrigará áreas destinadas a atividades integrativas de reabilitação, além de uma futura estrutura voltada especificamente para práticas terapêuticas ao ar livre.

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INTEGRAÇÃO E PARCERIAS – A implantação do sistema agroflorestal conta com a participação direta de estudantes do 5º semestre do curso superior de Agroecologia do IFPR Campo Largo, responsáveis pelo planejamento executivo e manejo da área. A ação intersetorial envolve ainda o apoio da Prefeitura de Campo Largo, da Sociedade Chauá e do Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA), além de docentes e discentes voluntários.

HOSPITAL – O Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo, na RMC, é referência estadual no atendimento de média e alta complexidade a crianças e adolescentes. Com foco exclusivo no público pediátrico do Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade tem ampliado sua estrutura e serviços, consolidando-se como um dos principais hospitais infantis do Paraná.

Fonte: Governo PR

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