Paraná
Governo capacita gestores e equipes técnicas dos Centros da Juventude do Paraná
Gestores e equipe técnica dos Centros da Juventude do Paraná e dos Escritórios Regionais da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) se reuniram nesta terça-feira (06) no Centro da Juventude de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para atualização e capacitação nas metodologias de Paulo Freire, que são desenvolvidas nesses espaços. Mais de 100 pessoas participaram.
Nos 28 Centros da Juventude do Estado são oferecidas a jovens de 15 a 29 anos atividades de cultura, lazer, preparação para o mercado de trabalho, além de cursos de capacitação profissional.
Dentro desses espaços também é executado o Programa Bolsa Agentes da Cidadania, que, por meio de auxílio financeiro de R$ 306,00, incentiva que jovens, em situação de vulnerabilidade social, executem atividades de lazer e cultura, segundo suas atividades de interesse. Os recursos são oriundos do Programa Paraná Seguro, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em 2023 foram atendidos 529 adolescentes e jovens, com o pagamento de 1.332 bolsas até o mês de abril.
Durante todo o dia, os técnicos e coordenadores dos espaços puderam conferir as metodologias de abordagem desses jovens e se atualizar sobre as ações desenvolvidas pelo Governo do Paraná nesta área, por meio da Coordenação da Política Estadual de Defesa dos Direitos da Juventude, da Sedef.
Segundo o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, os encontros são uma forma de avaliar, corrigir e melhorar as políticas públicas desenvolvidas para essa área.
“Precisamos oferecer políticas públicas que despertem nos jovens a vontade de estar inserido no mercado de trabalho, de estudar, de buscar uma vida melhor. Infelizmente, temos uma faixa etária que está se desinteressando e não podemos deixá-los passar, sem agirmos. Esses encontros, essas trocas de experiências são essenciais para que elaboremos estratégias importantes para atuarmos lá na ponta”, afirmou.
Para o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Juventude, Matheus Falasco, essa união entre Governo do Estado, Centros da Juventude e Conselho impactará diretamente a vida dos jovens. “Os gestores dos Centros têm papel muito importante, porque são eles que estão em contato direto com os jovens, lá na ponta, participando dos anseios, do dia a dia deles. O fato de estarmos capacitando-os impactará diretamente a vida dos jovens”, ressaltou.
Rosangela Batista da Silva Duarte, secretária da Assistência Social de Pinhais, explicou que junto com as atividades desenvolvidas pelo município foi observada uma redução nos índices de criminalidade. “Acredito que as nossas ações, junto com os agentes da cidadania, por exemplo, têm impacto direto nessas famílias”, disse. Ela citou como exemplo um jovem de Pinhais que atuou no Centro da Juventude e foi aprovado em medicina na UFPR. “Essa união é muito produtiva”, explicou.
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O Centro da Juventude de Campo Largo, também na Região Metropolitana de Curitiba, atende mensalmente 230 jovens. Para o gestor do espaço, Fabiano Lapola, as atividades ofertadas são uma excelente oportunidade para eles. “Os Centros da Juventude significam uma porta de entrada para um mundo que muitas vezes eles não conhecem. A gente oferta atividades e cursos que muitas vezes eles não teriam acesso. É nos Centros que começamos a formar o cidadão a partir dessas oportunidades, por isso esse encontro foi importante para compartilhar novas ideias”, enfatizou.
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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