Paraná
Com ajuda do Estado, 183 famílias de Santa Mariana conquistam casa própria
Representantes do Governo do Estado, Prefeitura de Santa Mariana e do governo federal entregaram nesta segunda-feira (08) as chaves de 183 casas populares a famílias em condição de vulnerabilidade social de Santa Mariana, na região Norte do Paraná. O projeto contou com a assessoria técnica da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e um convênio da Sanepar para a aquisição dos materiais utilizados nas redes de água e esgoto do residencial, o que ajudou a viabilizar a obra e isentar estes custos aos novos proprietários.
Batizado de Residencial Professora Silvana Souza Uzae, o empreendimento recebeu R$ 11,7 milhões de investimento através do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), focado em pessoas que pagam aluguel ou residem em imóveis em condição irregular. Os terrenos para a construção das moradias foram doados pela Prefeitura de Santa Mariana, que também realizou obras de terraplanagem no local como contrapartida para a contratação do projeto.
Segundo o secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel, que participou da entrega das chaves, o Governo do Estado está sempre à disposição da União para o firmamento de parcerias que beneficiem a população paranaense. “A política pública do Paraná é focada na qualidade de vida das pessoas. O Estado está aberto para ajudar no que for possível para receber mais recursos que melhorem as condições das pessoas, gerem emprego e ajudem os municípios a se desenvolverem”, afirmou.
“A Secretaria das Cidades têm diversos programas e ações consolidados e está apta a receber apoio e recursos do governo federal, provando que o Paraná está aberto ao diálogo”, acrescentou Pimentel.
De acordo com o presidente da Cohapar, Jorge Lange, o órgão estadual tem contribuído com a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades nas discussões em torno da regulamentação do novo Minha Casa, Minha Vida. “Já estivemos em Brasília três vezes neste ano conversando com o ministro das Cidades, Jader Filho, e também com a Caixa, que é uma grande parceria do Governo do Estado, para que os programas habitacionais possam continuar acontecendo no Paraná”, disse.
“Vamos construir mais 60 casas aqui em Santa Mariana financiadas pela Caixa Econômica em que o Governo do Estado entrará como parceiro, custeando o valor de entrada dos imóveis através do programa Casa Fácil Paraná”, concluiu Lange.
PRESENÇAS – Também participaram da entrega o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho; o prefeito de Santa Mariana, José Marcelo Piovan Guimarães; os deputados federais Pedro Lupion, Aliel Machado e Gleisi Hoffmann; e os deputados estaduais Tiago Amaral e Arilson Chiorato.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias
A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.
O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.
Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.
HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.
De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.
O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.
COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.
O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.
A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.
A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.
Fonte: Governo PR
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