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Estado investe R$ 28,6 milhões na conservação de estradas rurais na RMC e Vale do Ribeira

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O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), vai investir R$ 28,6 milhões na conservação de estradas rurais da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e Vale do Ribeira. São duas licitações diferentes para atender 146 quilômetros de rodovias não pavimentadas, com execução serviços de manutenção como patrolamento, cascalhamento e drenagem.

Ambas as licitações estão em fase de homologação, ou seja, após a disputa de preços o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) aprovou os documentos de habilitação das empresas e declarou as vencedoras, não tendo havido interposição de recurso quanto aos resultados no prazo legal. O próximo passo será a assinatura dos contratos e emissão das ordens de serviço para o início dos trabalhos.

Na RMC, serão contemplados 63,97 quilômetros, incluindo o trecho da PR-090 (conhecida como Estrada do Cerne) entre Campo Largo e o Rio Açungui, a PR-510 e PR-512, entre Balsa Nova e Contenda e Balsa Nova e a Lapa (Rodovia da Maçã), e a PR-511, em Quitandinha.

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Já entre a RMC e o Vale da Ribeira, na divisa com São Paulo, serão atendidos 82,58 quilômetros da PR-092 e PR-340, contemplando os municípios de Doutor Ulysses, Cerro Azul e Tunas do Paraná, beneficiando mais de 26 mil moradores.

Entre os serviços previstos, estão regularização de leito das rodovias por patrola; escarificação, conformação e compactação do subleito das rodovias; cascalhamento; preenchimento de local rebaixado com rachão; escavação de valas e execução de bueiros tubulares de concreto; escavação de saídas de água, de valas laterais e de caixas de retenção; limpeza e desobstrução de bueiros existentes, entre outros. O prazo de execução é de dois anos.

PAVIMENTAÇÃO – O Estado está investindo R$ 376 mil em estudos para elaboração do projeto para asfaltar a PR-510 e PR-512, entre Balsa Nova e o distrito de Mariental, na Lapa. Devido ao grande fluxo de escoamento da produção das macieiras, o trecho foi denominado como Rodovia da Maçã.

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QUEDA DE BARREIRA – A PR-092 foi atingida por queda de barreira de grandes proporções no mês passado, na altura do km 137, a cerca de dois quilômetros do viaduto sobre a linha férrea e a cinco quilômetros de Doutor Ulysses.

DER/PR fez a retirada parcial de material sobre a rodovia, além de avaliação geológica da estabilidade do talude danificado, tendo liberado meia pista para tráfego de veículos, com a recomendação que ela seja utilizada somente em casos de extrema necessidade, pois há riscos de novas quedas de barreira. Os trabalhos de recuperação na rodovia continuam em andamento.

Fonte: Governo PR

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Pioneiro, Paraná acelera regularização fundiária com base em modelo inovador

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O Governo do Estado entregou nesta quarta-feira (24) mais 24 matrículas de imóveis regularizados em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. A nova etapa amplia para 58 o número de registros de imóveis repassados pelo programa no município. O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), coordena o modelo pioneiro de regularização fundiária em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

“A regularização fundiária é uma ação de cidadania. Com a entrega dessa documentação, restabelecemos a dignidade dessas pessoas, que agora têm um espaço de chão para chamar de seu”, afirma o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

Cerro Azul é a principal referência da iniciativa hoje no Estado. Em 2025, outras 34 matrículas já haviam sido formalizadas. Além de assegurar a posse definitiva da terra para dezenas de famílias, o projeto consolidou uma metodologia considerada pioneira no País.

O modelo reúne atuação integrada entre órgãos públicos, análise técnica conjunta e uso de provas audiovisuais para comprovação da posse dos imóveis, reduzindo significativamente os prazos observados em ações de Usucapião, instituto do direito civil que permite a uma pessoa adquirir a propriedade de um bem por meio do exercício da posse.

O Usucapião judicial tradicional costuma levar, em média, entre cinco e dez anos para ser concluído. No modelo adotado pelo Paraná, o tempo médio caiu para 209 dias em 2024 e para apenas 88 dias em 2025. Houve casos concluídos em apenas 60 dias entre o protocolo da ação e a sentença judicial.

A principal inovação está na utilização de registros em vídeo para comprovação da posse e manifestação dos confrontantes, substituindo etapas historicamente mais demoradas do processo judicial. O procedimento prevê acompanhamento integrado entre as equipes do IAT e do programa Justiça no Bairro, do TJPR, desde a fase preparatória até a abertura da matrícula definitiva do imóvel.

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Segundo a assistente técnica do IAT, Eunice Salles, a metodologia eliminou etapas burocráticas, reduziu custos para os beneficiários e ampliou a segurança jurídica das famílias atendidas. A iniciativa foca ainda em melhorar a realidade econômica das regiões com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná.

“Esse programa é um modelo de inovação por acelerar processos burocráticos. Contempla famílias de baixa renda, de áreas rurais, que há muito tempo buscam pela regularização do imóvel, mas que não tinham condições financeiras de arcar com as taxas. Garante segurança jurídica e cidadã para as famílias beneficiadas”, diz Eunice.

A ação de Usucapião exige ainda comprovação da posse da terra, como a apresentação de contas de luz pagas pelo cidadão, cadastro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Paraná (Incra) ou até depoimentos da vizinhança, além da apresentação de documentos pessoais e de renda que indiquem a renda familiar de até três salários mínimos.

PROJETO-PILOTO – Os trabalhos em Cerro Azul começaram em 2023 a partir da recuperação e atualização de levantamentos fundiários realizados em anos anteriores. O município tornou-se o primeiro laboratório da iniciativa e permanece como principal referência da metodologia. Atualmente, 133 lotes receberam atendimento técnico.

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Ao todo, 643 pessoas foram beneficiadas, direta ou indiretamente, entre proprietários, confrontantes, herdeiros e demais envolvidos nos processos de regularização. Além dos imóveis já regularizados, diversas áreas permanecem em fase de análise técnica, jurídica ou atualização cadastral.

O desempenho alcançado em Cerro Azul abriu caminho para a ampliação do programa. O próximo município contemplado será Piên, no Sul do Paraná, onde os trabalhos já começaram e abrangem 266 lotes. Segundo o IAT, atualmente existem 87 ações de regularização fundiária em tramitação. A expectativa é ampliar gradualmente o alcance da iniciativa para novas localidades paranaenses.

CIDADANIA – A regularização fundiária representa mais do que a emissão de um documento. Com a matrícula registrada em cartório, as famílias passam a contar com segurança jurídica plena sobre seus imóveis, ampliam o acesso ao crédito, à sucessão patrimonial e a políticas públicas vinculadas à propriedade formal.

Ao transformar áreas historicamente marcadas pela informalidade fundiária em propriedades legalmente constituídas, o programa do Governo do Paraná busca consolidar um modelo capaz de unir cidadania, desenvolvimento rural e eficiência administrativa.

“A experiência desenvolvida em Cerro Azul demonstra como a integração entre instituições públicas, inovação processual e tecnologia pode acelerar soluções para uma das demandas mais complexas da gestão fundiária brasileira. Com a expansão prevista para novos municípios, o Paraná fortalece uma política pública voltada à segurança jurídica, à valorização da propriedade rural e ao desenvolvimento sustentável das comunidades atendidas”, destaca o diretor de Gestão Territorial do IAT, Amilcar Cavalcante Cabral.

Fonte: Governo PR

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