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BRDE prospecta parcerias para investimentos em energia e equipamentos na ExpoApras

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A equipe de prospecção do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul está na ExpoApras 2023 (ex-Mercosuper) apresentando linhas de crédito de energia sustentável e de aquisição, recuperação e modernização de instalações, aquisição de máquinas e equipamentos. O objetivo é aumentar a parceria com o setor supermercadista.

Os financiamentos integram os macroprogramas Mais Energia Sustentável é BRDE e Meu Negócio é BRDE. O primeiro é voltado aos empreendimentos de geração e transmissão de energia limpa e renovável, e também aos projetos que possibilitem a minimização do consumo de energia no ambiente produtivo ou comercial. De 2019 a 2023, foram contratados, no Paraná, R$ 1,2 bilhão nessa linha.

São financiáveis a implantação, modernização ou potencialização de unidades geradoras de energia hidráulica, solar, eólica e demais energias renováveis, assim como a aquisição de turbinas, geradores fotovoltaicos, aerogeradores e outros equipamentos para geração de energia e capital de giro associado. Também são contemplados projetos que visem eficiência energética das empresas com redução e otimização do consumo de energia.

A linha Meu Negócio é BRDE é dirigida para a indústria, comércio, serviços, e convênios com empresas e supermercados de todos os portes. Podem ser financiados obras civis, montagens e instalações, móveis e utensílios, máquinas e equipamentos, e outros itens destinados a implantação, ampliação, recuperação e modernização de instalações. Nesse macroprograma, foram investidos R$ 418,3 milhões de 2019 a 2023 no Estado.

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O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, afirma que a crescente demanda em busca de crédito ligado a fontes alternativas de energia é um dos pontos fortes da ExpoApras. “O BRDE consolidou a captação de recursos internacionais para financiar projetos dessa natureza, com linhas de longo prazo e custos atrativos para fomentar esses investimentos”, analisou. “Inclusive, em seu papel como Banco Verde, o BRDE tem colaborado na análise, acompanhamento e operação de crédito, em projetos de energias limpas e renováveis, como as Pequenas Centrais Hidreléticas, geração fotovoltaica e biomassa. Foram cerca de R$ 950 milhões aderentes ao ODS 7, que trata desse tema, apenas em 2022”.

A feira deve reunir mais de 50 palestrantes. No ano passado foram movimentados cerca de R$ 540 milhões em negócios, com a participação de mais de 50 mil pessoas. Os supermercados paranaenses recebem 2,7 milhões de clientes todos os dias. Eles geram 198.000 empregos diretos e indiretos e faturam, em média, R$ 60 bilhões, cerca de 10% do faturamento do setor no Brasil.

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Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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