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Governador Ratinho Junior integra pacto nacional de proteção às escolas

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta terça-feira (18) de uma reunião com o governo federal, líderes dos demais Poderes da República, governadores e vice-governadores dos outros 25 estados e do Distrito Federal, em Brasília. O encontro foi convocado pela União para o firmamento de um pacto nacional para prevenção e enfrentamento à violência nas instituições de ensino, com estratégias de promoção da paz e combate aos discursos de ódio e extremismo no ambiente escolar.

Nas últimas semanas, a violência nas escolas está no centro do debate devido aos casos recentes ocorridos em São Paulo e Blumenau. Na última quinta-feira (13), Ratinho Junior já havia anunciado uma série de ações preventivas do Governo do Estado em um plano integrado envolvendo as secretarias estaduais da Educação e a Segurança Pública para garantir o clima de normalidade nas escolas paranaenses.

Entre as iniciativas está a atuação direta de mais 5,6 mil policiais militares nas unidades escolares, um aporte adicional de R$ 30 milhões ao ano para ampliação de 206 para 400 Colégios Cívico-Militares e R$ 8,4 milhões para a implantação de 200 sistemas de videomonitoramento do programa Olho Vivo em colégios estratégicos.

O Estado também iniciou o treinamento de 2,2 mil servidores da Educação em protocolos de segurança e anunciou a disponibilização do Botão do Pânico para acionamento rápido da Polícia Militar pelos professores. O Estado ainda vai contratar 40 psicólogo para prestarem suporte aos 32 Núcleos Regionais de Educação e mais 200 bolsistas da área que vão realizar visitas periódicas às escolas.

“É mais uma iniciativa que coloca todas as autoridades nacionais, de todos os Poderes, no mesmo caminho. A proteção das crianças, jovens, professores e de toda a comunidade escolar é prioridade. Se caminharmos na mesma direção, com protocolos mais bem estabelecidos e mais recursos, vamos garantir que a educação seja a grande indutora da transformação social que o Brasil precisa”, afirmou o governador.

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PLANO FEDERAL – Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu o apoio de estados e municípios para enfrentamento da crise e encaminhamento de denúncias de potenciais novos casos através das polícias militares e guardas municipais. Ele também convidou os governadores a integrarem uma espécie de conselho nacional sobre o tema ao lado do Executivo Federal, Legislativo (Congresso) e Judiciário (três instâncias).

“Precisamos envolver todo mundo nesse processo. Ouvimos a experiência dos governadores e dos prefeitos, assim como ações que já são conduzidas pelo Poder Judiciário”, declarou o presidente. “Não se trata de uma questão apenas de segurança, mas um problema que está no processo educacional e dentro das próprias famílias, por isso precisamos rever a questão da saúde mental das crianças e adolescentes, da regulamentação das redes digitais e para isso vamos fazer novas reuniões com os demais poderes para avançar em soluções definitivas”.

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que o governo federal vai antecipar a transferência de uma parcela de R$ 1,097 bilhão do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que estava programada para setembro e que será repassado ainda neste mês diretamente às escolas.

Também será liberado R$ 1,8 bilhão de anos anteriores que estão parados nas contas escolares para outras ações e que a partir de agora poderão ser utilizadas na prevenção e enfrentamento à violência, além de mais R$ 200 milhões para a criação de núcleos psicossociais em âmbito estadual e municipal.

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“Os recursos serão usados para fomentar a implantação de ações integradas de proteção do ambiente escolar, com rondas, melhoria da infraestrutura, novos equipamentos, capacitação de servidores e apoio psicossocial”, citou o ministro da Educação.

Nesta quarta-feira (19), representantes dos estados participam de uma audiência pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública para esclarecerem dúvidas sobre o edital federal para custeio e incremento da segurança nas unidades escolares, lançado há algumas semanas. O edital soma R$ 150 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), que será disponibilizado aos estados e municípios para o patrulhamento escolar.

COMITÊ ESTADUAL – Criado como parte do pacote anunciado pelo governador, o Comitê Intersetorial de Prevenção, Monitoramento e Segurança em Escolas do Paraná se reuniu nesta terça-feira (18) no Palácio Iguaçu. No encontro, os integrantes deram sequência às discussões sobre políticas estaduais sobre o tema.

Para a diretora-geral da Secretaria de Educação, Louise Caroline Löw, a escola é o ambiente mais seguro para as crianças e jovens. “Estamos preparados, seguros. O Paraná está totalmente pró-ativo com relação às políticas de prevenção e segurança. Tomamos todas as providências necessárias para garantir tranquilidade no ambiente escolar. A escola é o ambiente mais seguro para nossas crianças”, afirmou.

Fonte: Governo PR

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Com educação digital integrada ao currículo, Paraná se antecipa às diretrizes nacionais

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Com a melhor educação do Brasil, de acordo com o Ideb, o Paraná também sai na frente quando o foco é a educação digital. Desde 2020, na rede estadual de ensino ela já está integrada ao currículo escolar por meio de diversas ferramentas e estratégias, uma diretriz que se antecipa ao novo Plano Nacional de Educação (PNE).

O PNE – assinado na semana passada e que vai vigorar até 2036 – prevê o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação. O avanço atende à Política Nacional de Educação Digital (PNED), que reconhece o tema como direito de todos os estudantes e define diretrizes como inclusão digital, formação docente e uso pedagógico das tecnologias.

A Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) já estruturou nos últimos anos um conjunto de políticas e ferramentas que incorporam a tecnologia ao cotidiano escolar, articulando acesso, qualidade e equidade, um dos pilares que orientam o novo plano nacional.

“O Paraná já trabalha desde 2020 com a integração estruturada da tecnologia ao currículo. Não se trata apenas de disponibilizar ferramentas, mas de garantir que elas estejam a serviço da aprendizagem, com programas voltados ao desenvolvimento da leitura, da escrita, do raciocínio matemático, da aprendizagem de idiomas e do pensamento computacional”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Entre as iniciativas em curso, destacam-se recursos que conectam tecnologia ao desenvolvimento de habilidades essenciais, como leitura e escrita. O Leia Paraná, biblioteca digital da rede, amplia o acesso a livros e audiolivros e incentiva o protagonismo dos estudantes na construção de repertório cultural. Em 2025, o programa registrou mais de 1,44 milhão de livros concluídos e mais de 50 milhões de atividades realizadas.

Já o Redação Paraná utiliza inteligência artificial para apoiar a produção textual dos alunos, oferecendo feedback automatizado com base nos critérios do Enem e de vestibulares. A ferramenta permite que o estudante revise seus textos e acompanhe sua evolução ao longo do tempo. O recurso já faz correções mediadas por IA para textos dissertativo-argumentativos no modelo do Enem. Em 2025, mais de 6 milhões de redações foram concluídas, com média de 7,7 textos por aluno.

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Em 2026, a tecnologia foi ampliada para os gêneros conto, crônica e relato, dentro de um modelo que favorece maior objetividade e padronização nas avaliações.

A chefe do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Seed-PR, Ane Carolina Chimanski, destaca que o avanço da educação digital no Estado passa, necessariamente, pela formação docente.

“Até o final de 2025, cerca de 16,7 mil professores concluíram formações relacionadas à educação digital, com temas que vão de pensamento computacional à inteligência artificial. Isso garante que o uso das tecnologias esteja alinhado ao currículo e às práticas pedagógicas visando a melhoria da aprendizagem e a preparação dos estudantes para os desafios impostos pelos contextos educacionais atuais”, explica.

Segundo ela, programas como o Formadores em Ação e a estratégia de professores embaixadores fortalecem a disseminação dessas práticas nas 32 regionais de ensino. Ao mesmo tempo, explica Ane, os recursos digitais são capazes de gerar dados sobre o desempenho dos estudantes, permitindo a identificação, o acompanhamento e o progresso das aprendizagens. A partir desses dados, é possível aprimorar estratégias para potencializar as práticas de ensino.

Outras frentes ampliam essa estratégia ao incorporar a tecnologia em diferentes áreas do conhecimento. O programa Matemática Paraná utiliza o Khanmigo, assistente baseado em inteligência artificial que apoia o desenvolvimento do raciocínio lógico por meio de metodologia socrática, conduzindo o estudante com perguntas e pistas. Entre janeiro e setembro de 2025, o uso da ferramenta alcançou 93,77% dos alunos, com média de 31 interações por estudante e mais de 4,8 milhões de registros.

Já o Inglês Paraná trabalha com trilhas adaptativas que integram listening, speaking, reading e writing, oferecendo atividades personalizadas e ampliando o tempo de contato com o idioma, com acompanhamento contínuo por meio de relatórios de desempenho.

Complementando esse ecossistema, o Programação Paraná incentiva o pensamento computacional desde o Ensino Fundamental, articulando programação, robótica e cultura digital em projetos conectados ao contexto dos alunos e voltados à resolução de problemas.

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Ela ressalta que o conjunto de ações já implementadas coloca o Paraná em um estágio avançado de maturidade na área. “Há uma integração consistente entre currículo, formação docente, avaliação e uso pedagógico das tecnologias a favor da aprendizagem. Isso se reflete tanto no engajamento dos estudantes quanto em indicadores educacionais e na preparação para avaliações nacionais e internacionais, como o PISA”, diz Ane Carolina.

INVESTIGAÇÃO DIGITAL – Essa abordagem também se materializa em programas como o Desafio Paraná, voltado à recomposição e ao fortalecimento das aprendizagens na rede estadual e que atende cerca de 867 mil estudantes. A iniciativa articula metodologias ativas, gamificação, integração entre componentes curriculares, uso pedagógico de tecnologias digitais e a pesquisa como princípio educativo.

Entre essas ações está o Projeto Investigação, que mobiliza estudantes na análise de desafios socioambientais de seus municípios – uma experiência que já resultou em mais de 400 propostas, algumas transformadas em leis municipais.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Attilio Codato, em Cambé, o Projeto Investigação envolveu oito turmas de estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio no ano passado. A iniciativa, voltada à temática da sustentabilidade, integrou disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática e Biologia em atividades interdisciplinares mediadas por tecnologias digitais. Com metodologias ativas, os alunos participaram de pesquisas, experimentos, produção de vídeos, podcasts e simulações de telejornais, além de utilizarem recursos digitais para atividades e minissimulados semanais.

Pedagoga da escola, Alessandra Cristina Mazia Bocate acompanhou a implementação da iniciativa. “O Projeto Investigação tem promovido aprendizagens mais significativas, ao integrar teoria e prática e desenvolver competências como pensamento crítico, autonomia e trabalho em equipe. A tecnologia entra como meio para ampliar essas possibilidades”, relata.

Os resultados incluem maior engajamento dos estudantes, fortalecimento das competências digitais e desenvolvimento de habilidades de pesquisa e resolução de problemas – todas essas aprendizagens que estão alinhadas às demandas contemporâneas.

Fonte: Governo PR

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