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Referência nacional no cuidado aos idosos, Paraná quer expandir parceria com a OMS nessa área

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O Governo do Estado recebeu nesta sexta-feira (31), no Palácio Iguaçu, a representante da Organização Panamericana de Saúde e Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Socorro Gross Galiano, para discutir a viabilidade de novas parcerias entre o Governo do Estado e a organização, com o objetivo de potencializar políticas públicas voltadas aos idosos nos 399 municípios paranaenses.

O encontro ocorreu logo após Curitiba receber a certificação do programa Cidades e Comunidades Amigas da Pessoa Idosa, da OMS, entregue ao prefeito Rafael Greca por Galiano durante a celebração dos 11 anos do Hospital Municipal do Idoso, no Pinheirinho, pioneiro no atendimento a pacientes com mais de 60 anos.

O Paraná é o Estado com o maior número de cidades reconhecidas como amigas das pessoas idosas. “O Brasil tem 32 cidades reconhecidas em todo o Brasil, e destas, 22 estão no Paraná. Estamos aqui porque o Estado tem políticas de proteção social que são muito importantes e abrangem os municípios grandes como Curitiba mas também os pequenos”, ressaltou Galiano. “Nossa visita é para promover essa cooperação com a OMS e reconhecer o trabalho feito pelo Estado”.

“Foi um encontro sensacional. Temos um índice enorme de idosos e precisamos ter esse olhar para os municípios porque a população está lá. Queremos trabalhar e melhorar a condição de vida dessas pessoas e ao mesmo tempo ter um olhar preventivo. Precisamos fortalecer esses laços para que o Paraná conquiste muito mais reconhecimento”, destacou a primeira-dama, Luciana Saito Massa.

Com a parceria entre o órgão e o Estado, a ideia é que o Paraná passe a coordenar as políticas voltadas ao público idoso de maneira mais abrangente, orientando os municípios para que adotem as mesmas estratégias utilizadas pelas cidades que já conquistaram o reconhecimento. De acordo com a secretária estadual de Mulher e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte, que articulou o encontro, o Paraná tem um enorme potencial para se tornar referência internacional no desenvolvimento de políticas públicas para idosos.

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“O Estado tem o maior número de cidades habilitadas, nós podemos não ter apenas as cidades reconhecidas, mas ser um Estado amigo das pessoas idosas, aproveitando essa expertise da OMS para fazer um grande trabalho”, disse. A partir dos próximos meses, a política estadual dessa área vai ser incorporada à Secretaria de Mulher e Igualdade Racial.

Já pensando em uma continuidade do trabalho, o Estado e a organização estão em tratativas para realizar um encontro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis às Pessoas Idosas aqui no Paraná.

Os municípios reconhecidos com o certificado internacional da OMS foram Chopinzinho, Sulina, Itapejara d´Oeste, Dois Vizinhos, Nova Esperança do Sudoeste, Realeza, Pérola do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, Renascença, Bom Sucesso do Sul e Santa Tereza do Oeste, Salgado Filho, Vitorino, Capitão Leônidas Marques, Prudentópolis, Colombo, Capanema, Enéas Marques, Cascavel, Irati, Barracão, e Planalto.

O projeto é uma iniciativa conjunta da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para incentivar a promoção de ações e políticas públicas a esta população, a participação ativa dos conselhos municipais da defesa dos direitos da pessoa idosa e a realização de ações para enfrentamento das vulnerabilidades.

Uma cidade amiga de pessoas idosas adapta serviços e estrutura para ser mais inclusiva e receptiva às necessidades de sua população, à medida que envelhece. Além disso, incentiva o envelhecimento saudável, otimizando recursos para melhorar a saúde, a segurança e a inclusão das pessoas idosas na comunidade.

O primeiro passo para pleitear o reconhecimento de Cidade Amiga do Idoso é a elaboração de um diagnóstico sobre a realidade do município, com as principais necessidades e ações voltadas a essa população. O Paraná conta com uma metodologia própria de diagnóstico, desenvolvida pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em conjunto com as universidades estaduais e outras instituições, e baseada nos guias globais de Cidade Amiga do Idoso e das Cidades Amigas das Pessoas Idosas, da OMS.

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A abordagem leva em conta as oito dimensões propostas pela OMS: Ambiente físico; Transporte e Mobilidade Urbana; Moradia; Participação; Respeito e Inclusão Social; Comunicação e Informação; Oportunidades de Aprendizagem; Saúde, Apoio e Cuidado.

AÇÕES – O Governo do Estado já desenvolve uma série de ações voltadas para a população idosas e tem projetos pioneiros no Brasil, como a construção da Cidade do Idoso, em Irati, e o Viver Mais Paraná – condomínios exclusivos para idosos com casas adaptadas e espaços de uso comum dos moradores, como academia ao ar livre, ambulatório, biblioteca, centro de convivência, piscina térmica, biblioteca, horta comunitária e quiosques de jogos, além de visitas periódicas de médicos, enfermeiros, educadores físicos e assistentes sociais do município.

Além disso, a política de inclusão digital do Paraná já atendeu 15 mil idosos.  A iniciativa da companhia, que auxilia vovôs e vovós a personalizar o celular, colocar ou trocar o papel de parede, aumentar o volume, o tamanho das letras, editar e excluir contatos, ler e responder as mensagens, fotografar, filmar, localizar os arquivos gerados e excluir itens do celular, já recebeu um prêmio que reconhece ações institucionais e governamentais.

PRESENÇAS – Participaram do encontro os secretários estaduais de Comunicação, Cleber Mata, e de Cidades, Eduardo Pimentel; a superintendente de Desenvolvimento Econômico e Social, Keli Guimarães; os diretores-gerais da Casa Civil, Luciano Borges, e da Secretaria da Mulher e Igualdade Racial, Diego Boligon; e o coordenador da Defesa Civil, Fernando Raimundo Schunig.

Fonte: Governo PR

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Tecpar e UEPG se unem para criar biobanco público de células-tronco

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) vão trabalhar juntos em uma iniciativa inédita para fortalecer a pesquisa em medicina regenerativa no Paraná. Nesta sexta-feira (26), as duas instituições firmaram uma parceria para a realização de um estudo clínico voltado à utilização de células-tronco mesenquimais (CTM) para o tratamento de pacientes com fissura labiopalatina, popularmente conhecido como lábio leporino. 

O projeto será realizado com recurso de R$ 17,5 milhões, destinado por meio do Fundo Paraná, dotação orçamentária constitucional de fomento científico administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O objetivo da pesquisa é criar um biobanco público de células-tronco, constituído a partir da coleta de amostras biológicas de pacientes com fissura labiopalatina. Esse material será encaminhado para processamento em laboratórios especializados, onde será submetido a procedimentos de isolamento, caracterização celular e um rigoroso controle de qualidade.

Depois, será armazenado para preservação em nitrogênio líquido, a fim de servir de subsídio para pesquisas futuras e publicações científicas.

O diretor industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende, ressalta que a parceria integra projeto aprovado no Fundo Paraná que envolve, caso seja aprovado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso da bioengenharia de tecido ósseo, composto por células-tronco associadas a um biomaterial, para o tratamento de pacientes com fissuras labiopalatinas. 

“O Paraná já é um polo de destaque nas pesquisas de medicina regenerativa, e agora, por meio desta parceria com a UEPG para estabelecer um biobanco público de células-tronco, o Tecpar reforça o protagonismo do Estado. É um importante avanço científico em uma área extremamente promissora para a saúde pública, que é o tratamento com células-tronco”, afirma Rezende.  

O estabelecimento de um banco e a implantação do controle de qualidade são ações decorrentes de cooperação firmada com a empresa contratada R-Crio Criogenia S/A para processamento das células, com transferência das tecnologias envolvidas para o Tecpar.  O biobanco poderá subsidiar pesquisas de novos produtos que possam vir a ser fornecidos ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

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INOVAÇÃO PARA A SOCIEDADE – O coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná, Michel Jorge Samara, destaca a importância de promover inovação com retorno para a sociedade. “Este projeto é um exemplo do compromisso do governo estadual com o fomento científico e tecnológico, especialmente em áreas estratégicas para a saúde pública”.

“Ao fortalecer o ecossistema de pesquisa, os aportes do Fundo Paraná contribuem para que os avanços gerados estejam disponíveis para a população, consolidando o Estado como referência em ciência aplicada à qualidade de vida”, pontua o gestor.

JANELA DE OPORTUNIDADES – O reitor em exercício da UEPG, Ivo Mottin Demiate, ressaltou que a universidade foi procurada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para uma avaliação de sua condição técnica e estrutura para desenvolver o processo, e que a UEPG está engajada na participação desse projeto.

“Temos um curso de Odontologia reconhecido nacional e internacionalmente, um excelente curso de medicina. O potencial de sucesso é muito grande e estamos com pesquisadores envolvidos nesse processo que se inicia em breve. É uma grande satisfação para a UEPG em poder contribuir com o estudo na fase três de uma solução em saúde pública relevante e inovadora, já que envolve células-tronco”, afirma.

A diretora-geral dos HU-UEPG, Fabiana Postiglioni Mansani, salientou que a pesquisa é uma janela de oportunidade para que as crianças e adolescentes fissurados possam se recuperar de maneira menos traumática, menos invasiva e mais sustentável, com o enxerto de células tronco.

“Essa pesquisa desenvolvida no HU-UEPG, tendo a referência do Hospital Universitário Materno-infantil (Humai), dá um protagonismo bastante importante, pois vamos conseguir acolher as crianças e seus familiares e todo o procedimento será feito de maneira segura, eficiente e oportunizando um futuro com qualidade de vida para esses pacientes”, afirmou.

ESTUDO PIONEIRO – A gerente do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde do Tecpar, Meila Bastos de Almeida, enfatiza que a pesquisa será realizada com extremo rigor ético e técnico em todas as etapas.  A meta é coletar 500 amostras para constituição do biobanco, com garantia de qualidade, rastreabilidade e biossegurança.

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“O estudo será conduzido em ambiente hospitalar, sob responsabilidade da pesquisadora principal, Daniela Franco Bueno, parceira nesse projeto, e de equipe multiprofissional habilitada. Tudo de acordo com as normativas éticas e regulatórias aplicáveis à pesquisa com material biológico humano, e com as diretrizes de biossegurança e boas práticas laboratoriais”, explica Meila.  

A previsão é que em 24 meses sejam concluídas as etapas do projeto, que incluem: recrutamento dos participantes, coleta das amostras, processamento e controle de qualidade, armazenamento em biobanco e monitoramento das condições de conservação do material biológico. 

Os resultados da pesquisa são limitados à avaliação da viabilidade, qualidade e adequação das amostras armazenadas, e não estão previstas análises de eficácia clínica ou desfechos terapêuticos. 

TRATAMENTO INOVADOR – A fissura labiopalatina é uma malformação congênita que acontece quando os tecidos do lábio ou do céu da boca (palato) não se fundem adequadamente durante o desenvolvimento do feto. Ela pode ser corrigida por meio de três cirurgias reconstrutivas, realizadas a partir de 3 meses de idade, e acompanhamento multidisciplinar para reabilitação. O tratamento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O enxerto ósseo secundário é o tratamento considerado padrão-ouro para efetuar o fechamento do osso alveolar. Realizado entre os 7 e 12 anos de idade, pode acarretar morbidade, lesão nervosa, sangramentos, infecções e desconforto na região doadora.

Uma das inovações no tratamento do lábio leporino é a bioengenharia de tecido ósseo, técnica da medicina regenerativa que utiliza células-tronco associadas a biomateriais (naturais ou sintéticos) para regenerar ou substituir tecidos ósseos danificados por traumas, doenças ou defeitos congênitos. 

Com alto poder de regeneração, as células-tronco são capazes de se multiplicar e de se transformar em diversos tipos de células do corpo, como neurônios, células musculares ou sanguíneas. Por isso, o uso da técnica é considerado promissor para o tratamento do lábio leporino, principalmente para a regeneração óssea no céu da boca.

Fonte: Governo PR

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