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Aplicativo do Ministério Público do Paraná criado para prevenir mortandade de abelhas poderá ser utilizado por órgãos fiscalizadores em todo o estado

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O App Pólen, aplicativo do Ministério Público do Paraná voltado à proteção de abelhas e à prevenção da mortandade desses insetos causada pelo uso irregular de agrotóxicos, será disponibilizado para a utilização de Promotorias de Justiça e outros órgãos fiscalizadores de todo o estado que atuam na área do meio ambiente. A ferramenta, lançada em agosto de 2022, estava sendo utilizada até então apenas nos municípios integrantes da comarca de Campo Mourão, incluindo Paraíso do Norte, no Noroeste do estado, cidade paranaense em que o MPPR iniciou a ação de fiscalização, após o registro de morte em massa de colmeias e apiários, em agosto de 2021.

A decisão de ampliação do uso do aplicativo em âmbito estadual foi oficializada durante reunião realizada nesta quarta-feira, 22 de novembro, no gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, em Curitiba, com a participação de representantes do MPPR, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e apicultores da Região Noroeste. O App Pólen é resultado de uma parceria técnico-científica entre o Núcleo de Campo Mourão do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Durante o encontro, o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, enfatizou a importância da iniciativa e do estabelecimento de parcerias interinstitucionais. “É fundamental reconhecer a urgência de somar esforços na preservação do meio ambiente e desenvolver a responsabilidade da consciência ética de entregar o melhor produto à sociedade. A proteção de nosso ecossistema é um compromisso coletivo que exige ações conjuntas, sendo essencial estreitar as relações interinstitucionais para enfrentar os desafios ambientais de forma eficiente. Nesse caso específico, as abelhas são fundamentais para o equilíbrio do meio ambiente.”

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Aplicativo criado para prevenir mortandade de abelhas terá alcance estadual

Atuação preventiva

De acordo com a promotora de Justiça Rosana Araújo de Sá Ribeiro, coordenadora do Gaema de Campo Mourão, o aplicativo foi desenvolvido principalmente para prevenir a mortandade de abelhas. “Ele possibilita que, no momento em que esteja acontecendo uma aplicação indevida de agrotóxico, o apicultor que tiver conhecimento da irregularidade pode encaminhar um aviso pelo aplicativo, por meio da indicação das coordenadas geográficas, aos órgãos de fiscalização – Ministério Público, Adapar e IDR –, para que se faça a coleta do material da abelha e se possa averiguar a responsabilização civil e criminal, embora o objetivo maior seja prevenir e não criminalizar.” 

A promotora de Justiça destaca que o App Pólen tem trazido ótimos resultados, contribuindo, inclusive, para a atuação do promotor de Justiça nas investigações. Segundo Rosana Ribeiro, o aplicativo se propõe a instrumentalizar os órgãos fiscalizadores do estado, para que, a partir de notícias de mortandade, as autoridades possam agir de imediato, indo aos locais em que houve os registros, para autuar infratores e combater o problema. Verificando situações de morte de colmeias, o usuário da ferramenta pode comunicar onde houve o fato, inclusive mandando imagens. Recentemente, com a ajuda do aplicativo, a Promotoria de Justiça de Paraíso do Norte ofereceu denúncia criminal contra o representante legal de uma usina de açúcar apontada como responsável pelo lançamento irregular de agrotóxicos em uma propriedade rural, com o uso de um avião pulverizador. 

O app é gratuito e pode ser baixado nas principais lojas de aplicativos (versões iOS e Android). Também é possível utilizar o sistema no computador, a partir do link http://click.mppr.mp.br/apppolen. O sistema foi desenvolvido pelo mestre em Química Lucas Dolis Guerra Villalobos, graduado pela UEM, que cedeu o aplicativo para uso do MPPR.

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Veneno

As abelhas são insetos fundamentais na manutenção do equilíbrio da biodiversidade – e, por consequência, da preservação da vida no planeta. Pesquisas científicas atestam que a mortandade de colmeias e apiários inteiros está diretamente relacionada ao uso indevido de alguns agrotóxicos nas lavouras, notadamente o produto Fipronil, muito utilizado em plantações de cana-de-açúcar, mas também na soja, entre outras culturas. Além do aplicativo, o Gaema vai criar um protocolo de fiscalização específico sobre a questão, para autuações e responsabilização de infratores, buscando coibir não apenas a morte das abelhas, mas a utilização inapropriada de agrotóxicos.

Presenças

Também participaram da reunião a procuradora de Justiça Terezinha de Jesus de Souza Sinorini, coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo do MPPR, a promotora de Justiça Dalva Marin Medeiros, o promotor de Justiça de Paraíso do Norte Klever Lopes Gontijo, o procurador de Justiça Miguel Jorge Sogaiar e o engenheiro agrônomo do Caop Ricardo Witzel. Representando a Adapar, estavam presentes o gerente de sanidade vegetal, Renato Blood, e, pelo IDR, o coordenador estadual do Programa Recursos Naturais e Sustentabilidade, Richard Golba, o residente da área Március Pacheco e o coordenador estadual do Programa Pecuária de Corte e Sistema Integrado de Produção Agropecuária, Rodrigo César Rossi. 

Fonte: Ministério Público PR

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G2 Cia de Dança leva espetáculo gratuito para 500 pessoas em Telêmaco Borba

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A magia de “GAG – Uma livre adaptação de Kleist sobre o Teatro de Marionetes” chegou a Telêmaco Borba na noite desta terça-feira (21). O espetáculo de dança-teatro da G2 Cia de Dança Teatro Guaíra foi apresentado gratuitamente para cerca de 500 pessoas no Teatro Maestro Sirinho.

Dirigido por Gabriel Villela, com direção adjunta de Ivan Andrade, o trabalho faz referência às gags — performances humorísticas populares do universo dramatúrgico circense. Em cena, os bailarinos incorporam a metáfora das marionetes para refletir sobre a condição existencial do ser humano.

A noite foi marcada não apenas pelo que aconteceu no palco, mas também por presenças ilustres na plateia: o renomado professor e ex-bailarino boliviano Renan Castellon e a ex-bailarina Maria Amaral. Precursores do Balé Teatro Guaíra, ambos integraram, a partir do início da década de 1970, o então recém-fundado Corpo de Baile, hoje conhecido como Balé Teatro Guaíra.

Cidadão Honorário de Telêmaco Borba, Renan Castellon, de 89 anos, contribuiu significativamente para a formação de gerações de bailarinos na cidade. Desde 1980, dirigiu e lecionou em cursos de dança no município. “Eu admiro e acompanho sempre o G2. Eu não sei como agradecer a vinda do G2, eu diria que é como um raio de luz entrando pela janela em um dia de primavera”, disse Castellon.

Maria Amaral, formada na Escola de Dança Teatro Guaíra em 1969, se emocionou ao reencontrar os bailarinos do G2 — que fizeram parte do Balé Teatro Guaíra antes da fundação da companhia master, em 2000 — e celebrou a oportunidade de prestigiar antigos companheiros de palco.

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“O Teatro Guaíra para mim é como uma segunda casa, e eles são como irmãos. É um orgulho assisti-los. Estou muito emocionada”, contou a ex-bailarina de 73 anos, que atuou no Balé Teatro Guaíra por uma década.

A G2 Cia de Dança retornou a Telêmaco Borba após quatro anos. A última apresentação havia sido em setembro de 2022, com o espetáculo “La Cena”. A prefeita do município, Rita Mara Araujo, celebrou a continuidade da parceria. “Para Telêmaco Borba, é um prazer inenarrável, porque podemos levar cultura, dança e teatro. É uma oportunidade para a população que muitas vezes não consegue viajar para assistir a um espetáculo de tanta qualidade como o desta noite”, disse.

GUAÍRA PARA TODOS – A obra, que estreou em 2023 no Teatro Guaíra, em Curitiba, tem circulado pelo Paraná como parte do projeto Guaíra para Todos, que leva gratuitamente aos municípios do Estado produções dos corpos artísticos do Centro Cultural Teatro Guaíra.

No mês de março, “GAG” passou por Maringá, Campo Mourão e Guarapuava. Em abril, além de Telêmaco Borba, a companhia se apresentou em Francisco Beltrão. Ao todo, quase 2 mil espectadores assistiram gratuitamente ao espetáculo nas cinco cidades.

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Além das apresentações, em parceria com as prefeituras, foram realizadas atividades de integração dos membros da companhia com o público de pessoas idosas das cidades, como sessões de bate-papo com os bailarinos.

Em Telêmaco Borba, parte da plateia foi formada por participantes do Centro de Convivência do Idoso do município, fortalecendo o caráter inclusivo e de aproximação com a comunidade proposto pela iniciativa.

26 ANOS DE DANÇA – Criada em dezembro de 1999, a G2 Cia de Dança nasceu no Centro Cultural Teatro Guaíra a partir do desejo de dar continuidade à carreira dos bailarinos do Balé Teatro Guaíra, valorizando a maturidade artística conquistada ao longo dos anos. A estreia da G2 aconteceu em julho de 2000, com os espetáculos “Instável Sonata”, de Adriana Grechi, e “Pare, pense, faça alguma coisa!”, de Tuca Pinheiro.

A G2 é a única companhia pública de bailarinos master em atividade na América Latina — todos os bailarinos têm mais de 50 anos —, reafirmando seu papel de referência e inovação na dança contemporânea.

Atualmente, o elenco da G2 Cia de Dança é composto por nove bailarinos: Clionise de Barros, Júlio Mota, Rogério Halila, Leandro Nascimento, Cinthia Andrade, Grazianni Canalli, Neury Gaio, Daisy Wor e Ricardo Garanhani. Em “GAG”, eles compartilham o palco com o ator e músico convidado Renet Lyon.

Fonte: Governo PR

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