Paraná
Ratinho Junior anuncia pacote de ações para proteção e valorização das mulheres
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (21) um pacote de ações do Governo do Estado focadas na promoção da igualdade de gênero e combate à violência contra a mulher. Chamado , ele é voltado à criação de novos canais de atendimento ao público feminino, suporte a servidoras e trabalhadoras terceirizadas e estímulo à formação de lideranças.
As intervenções foram elaborados em um trabalho integrado entre a Secretaria da Mulher e Igualdade Social (Semi), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Secretaria de Estado de Administração e Previdência (Seap) e Secretaria da Comunicação (Secom).
Ratinho Junior salientou que a iniciativa busca criar um ambiente sadio para que as funcionárias públicas possam desempenhar seu trabalho com tranquilidade, livre de assédios. “Criamos uma espécie de código de conduta para os servidores do Estado, que busca uma proteção das mulheres que trabalham na administração estadual. A ideia é coibir o assédio moral e sexual dentro desse ambiente e criar um espaço mais saudável para todos, especialmente para as mulheres”, disse.
A secretária estadual da Mulher e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte, explicou que cerca de 80 mil servidoras (efetivas e terceirizadas) serão atendidas com essas medidas, mas que é ideia é que elas sejam replicadas também nos municípios paranaenses. “A violência contra a mulher acontece em praticamente todos os ambientes, e o ambiente de trabalho ainda é um espaço hostil para as profissionais, com assédio moral e sexual”, destacou.
“Por isso estamos trabalhando com essas medidas para dar uma cobertura a todas as servidoras efetivas, comissionadas ou terceirizadas, atendendo um público bem amplo”, explicou Dal Ponte. “Mas a nossa expectativa é que essa iniciativa possa inspirar os municípios, ampliando para um universo de aproximadamente 500 mil mulheres que trabalham no serviço público, além de levar também para a iniciativa privada”.
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OUVIDORIA – Entre as medidas está a criação da Ouvidoria da Mulher, que deverá seguir os moldes da Ouvidoria Geral da CGE, disponível para denúncias de servidoras estaduais, com atendimento feito exclusivamente por outras mulheres. O novo canal será amplamente divulgado a todas as servidoras e funcionará com prioridade de atendimento, com prazo máximo de duas semanas para resposta e encaminhamentos necessários, incluindo a abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PAD).
Segundo a Resolução 44/2023 da CGE, que instituiu a Ouvidoria, o conteúdo e o trâmite das demandas tratadas deverão ser de acesso restrito aos servidores envolvidos na sua análise e apuração.
As denúncias podem ser feitas através do site da CGE, pelo telefone 0800 041 1113, via WhatsApp pelo número (41) 3883-4014 ou enviadas para o e-mail [email protected]. Também é possível enviar denúncias por correspondência para a CGE pelo CEP 80.530-010, na Rua Mateus Leme, 2018, no Centro de Curitiba, onde também é prestado atendimento presencial de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h, com garantia de sigilo e feito por outras servidoras em uma sala de escuta especializada dentro do órgão estadual.
“Será uma estrutura independente para receber a demanda de atendimentos das servidoras, que terão prioridade de atendimento, sobre qualquer irregularidade no ambiente de trabalho”, explicou o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira. “É um canal direto, com atendimento realizado por outras servidoras mulheres, que passa a funcionar a partir de hoje no site da CGE”.
A condução dos processos será feita por uma Comissão Especializada composta por membros da CGE e da Semi, tendo como foco apuração de denúncias de violência cometidas contra servidoras em ambiente de trabalho.
Também está prevista a implantação de salas para aleitamento materno em todos os novos prédios públicos do Estado e aqueles que passarem por revitalização, visando atender as servidoras puérperas. A ideia é que elas tenham um espaço confortável para amamentar seus filhos, com sofás, poltronas, trocador, banheiro e geladeira para o armazenamento do leite materno.
As medidas anunciadas, bem como outras já existentes focadas nas servidoras, deverão ser estendidas para as funcionárias que trabalham em empresas prestadoras de serviços terceirizados (limpeza, manutenção, segurança) no âmbito da administração pública direta e indireta.
CAPACITAÇÕES – Duas medidas envolvem capacitação. A Escola de Gestão do Paraná, vinculada à Seap, atuará com cursos de capacitação para servidores, num programa de formação continuada para a prevenção da discriminação e da violência no ambiente de trabalho. O outro, para as servidoras públicas estaduais, vai oferecer um programa para aceleração de lideranças femininas, em parceira com outras instituições da sociedade civil.
LICITAÇÕES – O Estado também vai priorizar a contratação de empresas com ações efetivas para igualdade. Baseado na nova Lei de Licitações, os critérios de desempate para novos processos licitatórios junto ao Governo do Estado darão preferência às empresas que desenvolvem programas de equidade entre homens e mulheres. Será vencedor o licitante que apresentar o maior número de ações de equidade em desenvolvimento no momento da apresentação da proposta.
Entre os critérios, estão: participação igualitária de gênero na tomada de decisões, práticas de prevenção e repressão ao assédio; combate à violência doméstica; programas de educação voltada à equidade de gênero; estrutura física adequada para trabalhadoras gestantes e lactantes; medidas de medicina e segurança do trabalho que considerem as diferenças de gênero; e reserva de vagas de trabalho para mulheres vítimas da violência doméstica e familiar.
Confira as 10 medidas para proteção e valorização das mulheres:
1. Criação da Ouvidoria da Mulher
Nos mesmos moldes da Ouvidoria Geral, já implementada pela CGE com denúncia por site, telefone, WhatsApp, carta ou presencialmente.
2. Redução no prazo de resposta
Prazo de duas semanas para tomada de providências e se vai haver ou não a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
3. Comissão especializada
Composta por membros da PGE e Secretaria da Mulher e Igualdade Social, vai atuar na apuração de denúncias de violência cometidas contra servidoras em ambiente de trabalho.
4. Ambiente adequado e sigiloso
Sala de Escuta Especializada (física) no prédio CGE para as servidoras vítimas de assédio, com atendimento realizado por mulheres, com segurança e sigilo.
5. Divulgação
Ampla campanha de endomarketing para a divulgação da Ouvidoria da Mulher a todas as servidoras do Estado. Nesta terça-feira a Secretaria da Comunicação (Secom) também divulgou uma campanha externa incentivando as mulheres a denunciarem, inclusive com uma que explica os canais adequados.
6. Formação continuada
Programa de formação continuada para prevenção da discriminação e da violência no ambiente de trabalho.
7. Direito às terceirizadas
Extensão das regras de enfrentamento da violência contra às mulheres no ambiente de trabalho a prestadoras de serviços terceirizados.
8. Equidade na licitação
Preferência para empresas que desenvolvem programas de equidade de gênero como critério de desempate em novas licitações do Governo do Estado.
9. Sala de aleitamento materno
Implantação de salas de aleitamento materno em todos os novos prédios públicos do Estado, e também nos que estão em reforma, para atender as servidoras puérperas.
10. Liderança
Programa para Aceleração de Liderança Feminina para servidoras públicas estaduais, em parceira com a Escola de Gestão e outros órgãos.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; a procuradora-geral do Estado, Letícia Ferreira; a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira; os secretários estaduais das Cidades, Eduardo Pimentel; da Comunicação, Cléber Mata; do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni; da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; da Segurança Pública, Hudson Teixeira; da Administração e Previdência, Elisandro Frigo; o diretor-presidente da Cohapar, Jorge Lange; a superintendente-geral de Desenvolvimento Econômico e Social, Keli Guimarães; a diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Wosnika; a diretora de Igualdade Racial, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais da SEMI, Clemilda Santiago Neto; o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig; o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado; o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira; as deputadas estaduais Cloara Pinheiro, Maria Victória, Marli Paulino, Mara Lima, Cristina Silvestri, Mabel Canto, Márcia Huçulak, Flávia Francischini, demais deputados, além de prefeitas e primeiras-damas dos municípios do Paraná.
Fonte: Governo do Paraná
Paraná
Bombeiros lançam Operação de Combate a Incêndios Florestais e fortalecem integração entre órgãos
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) lançou nesta terça-feira (2), em Curitiba, a Operação de Combate a Incêndios Florestais 2026 (OPCIF). O lançamento, que contou com a presença do vice-governador Darci Piana, ocorre no período de maior incidência de incêndios florestais no Estado.
A solenidade acontece em conjunto ao 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que reúne representantes de instituições estaduais, federais e entidades parceiras para alinhar estratégias, compartilhar experiências e apresentar ações voltadas à prevenção e resposta.
“Um evento como este fortalece o trabalho integrado para enfrentar os incêndios florestais no Paraná. Temos uma corporação preparada e bem equipada, que é um orgulho de todos nós, atuando em conjunto com outros órgãos para fazer frente a esses desastres”, disse o vice-governador. “O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e referência em sustentabilidade. Os incêndios florestais representam um risco para a nossa produção, por isso essa preparação é essencial”.
A Operação de Combate a Incêndios Florestais, que será realizada entre junho e outubro, busca reduzir a incidência dessas ocorrências e mitigar suas consequências por meio da prevenção, do monitoramento constante, da preparação das equipes e da atuação integrada entre instituições públicas, entidades parceiras e a sociedade.
“O Paraná é referência estadual no combate a incêndios florestais, e hoje damos início a essa operação junto com diversos órgãos estaduais, federais e civis”, salientou o secretário estadual da Segurança Pública, Saulo Sanson. “Com o inverno chegando e a previsão de estiagem, é a hora de nivelar todos os nossos operadores para termos mais eficiência no combate aos incêndios florestais”.
Essa integração envolve também, além dos órgãos oficiais, as brigadas municipais, brigadistas de unidades de conservação, brigadas de montanhistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais, formando uma ampla rede de prevenção e resposta em todo o Paraná.
“O Corpo de Bombeiros coordena a Operação de Combate a Incêndios Florestais no Paraná e entende que a integração é um dos pilares para o sucesso desse trabalho. Este encontro permite alinhar estratégias, compartilhar informações e potencializar recursos entre todas as instituições envolvidas”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Hiller.
Ele ressaltou que a atuação coordenada amplia a capacidade de prevenção aos incêndios florestais “Essa integração ajuda a fortalecer a resposta operacional e reduz os impactos dos incêndios para a população, para o meio ambiente e para a economia do Estado”, destacou.
MONITORAMENTO – A diretora-executiva do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Vanessa D’Ávila, explicou que o período mais seco no outono e no inverno favorece a incidência de focos de incêndio no Estado. “Normalmente este é período de seca prolongada, com menores índices de chuva. Quando há uma permanência muito grande desse período de estiagem, acaba tendo problemas com focos de incêndio”, disse.
“Mesmo com a previsão de El Niño, sabemos que o fenômeno tem atuações diferentes, podendo ter um maior volume de chuva ora na metade Norte ou na metade Sul do Estado em alguns períodos”, ressaltou. “Então mesmo a incidência no El Niño não é garantia que não haverá incêndios. E ainda tem possibilidade de ele contribuir com maiores períodos de estiagem”.
O Simepar é gestor da plataforma VFogo, sistema de vigilância de incêndios e focos de calor desenvolvido com softwares livres. A ferramenta combina dados geográficos e de sensoriamento remoto para identificar ocorrências em tempo real e auxiliar a tomada de decisões das equipes envolvidas na prevenção e no combate aos incêndios.
“Ela é baseada em imagens de satélite e dados de estações meteorológicas e identifica os focos de calor no Estado, o que ajuda o Corpo de Bombeiros na mobilização e identificação de pontos de incêndio. O VFogo é uma ferramenta essencial nesse período de seca”, explicou Vanessa. “Temos trabalhado em conjunto com a corporação há muitos anos, inclusive nas situações mais difíceis que ocorreram nos últimos anos, e colaboramos para a mobilização do Estado”.
MAIS EFETIVO E ESTRUTURA – Nos últimos anos, o Governo do Estado reforçou a estrutura de combate aos incêndios florestais com novos equipamentos, viaturas especializadas e aeronaves. Entre os recursos empregados estão o helicóptero Arcanjo 01, equipado com helibalde para lançamento de água sobre focos de incêndio, além do apoio de aviões disponibilizados por meio da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.
O Estado acabou de finalizar a compra de oito robôs de combate a incêndios de grandes dimensões. Uma equipe da Defesa Civil está na Europa para receber e treinar o uso e manuseio dos equipamentos, que são fabricados por uma empresa alemã.
“Estamos destinando uma série de equipamentos ao Corpo de Bombeiros, inclusive esse robôs de alta vazão, com cerca de 6 mil litros por minuto de vazão de água”, explicou o coordenador-executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Ricardo Fernandes. “Nossa equipe está na Alemanha recebendo esses equipamentos e imaginamos que nas próximas semanas já tenhamos os robôs em atuação no Paraná”.
Os robôs são uma das soluções tecnológicas mais avançadas disponíveis, reunindo, em uma única plataforma, capacidades de ventilação tática, supressão térmica por névoa d’água e operação remota em ambientes críticos, permitindo atuação mais segura e eficiente em cenários de risco elevado para as equipes de resposta.
Além de equipamentos ultramodernos, uma nova turma com 698 novos bombeiros iniciaram, no mês passado, o Curso de Formação de Praças (CFP) 2026. O grupo representa a maior turma de soldados que já ingressou na corporação em toda a história da instituição. Eles vão reforçar os batalhões de todo o Paraná e poderão ser destacados nas operações de combate a incêndios mesmo durante o período de formação.
CONSCIENTIZAÇÃO – Além do fortalecimento da capacidade de resposta, a operação também tem como foco a prevenção. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cerca de 90% dos incêndios florestais têm origem em ações humanas, tornando a conscientização uma das ferramentas mais eficazes para reduzir ocorrências.
Nesse contexto, o Corpo de Bombeiros desenvolve ações educativas em parceria com diferentes instituições. Uma delas é a cartilha Turma dos Guardiões da Floresta, produzida em conjunto com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), que utiliza linguagem acessível e personagens infantis para conscientizar crianças e famílias sobre os riscos das queimadas e a importância da preservação ambiental.
SIMPÓSIO – O simpósio reúne diversos órgãos e entidades envolvidas com o tema, como a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, o Simepar, do Instituto Água e Terra (IAT), o ICMBio e a APRE. Os incêndios florestais são classificados como desastre devido aos impactos que provocam sobre o meio ambiente, a economia, a saúde pública e a segurança da população.
Embora o termo remeta às áreas de floresta, qualquer fogo não planejado ou fora de controle que consome áreas de vegetação, sejam florestas nativas ou plantadas, pastagens ou capoeiras, é classificado como incêndio florestal. No Paraná, a maior parte das ocorrências registradas pelo Corpo de Bombeiros ocorre em vegetação de terrenos baldios.
Fonte: Governo PR
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