Brasil
Ministério da Saúde apresenta campanha com orientações sobre acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS
O Ministério da Saúde divulgou a Campanha Nacional de Atendimento Especializado, que reúne orientações sobre como buscar consultas, exames e cirurgias pelo SUS. O conteúdo apresenta o caminho para o atendimento especializado, desde a busca por atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento para os serviços disponíveis, por meio do Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025.
A ação é voltada a pessoas que precisam de avaliação, acompanhamento, exames ou procedimentos especializados. As informações ajudam a identificar quando buscar atendimento e explicam as etapas do cuidado na rede pública, incluindo consultas, exames, acompanhamento e procedimentos.
Entre os sinais que merecem atenção estão mal-estar, dor de cabeça persistente e vista embaçada. Quem apresenta sintomas ou precisa realizar exames preventivos deve procurar uma UBS ou acessar os serviços disponíveis pelo Meu SUS Digital.
Na UBS, o paciente é avaliado e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município faz o encaminhamento para o serviço adequado. Conforme a necessidade, o cuidado pode incluir consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar um diagnóstico, acompanhamento ou cirurgia. Quem tiver indicação de procedimento cirúrgico pode acompanhar pelo Meu SUS Digital a posição na fila e a confirmação da cirurgia.
Na oncologia, a rede especializada oferece serviços de investigação, diagnóstico e tratamento, incluindo unidades habilitadas para assistência de alta complexidade e radioterapia.
Como funciona o acesso
Na UBS, o paciente passa por avaliação e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município encaminha o cidadão para o serviço especializado adequado.
O atendimento pode envolver diferentes etapas, conforme a necessidade de cada pessoa, como consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar o diagnóstico, acompanhamento ou procedimento cirúrgico.
Quem tiver indicação de cirurgia também pode acompanhar pelo Meu SUS Digital informações sobre sua posição na fila e a confirmação do procedimento.
Pacientes que residem a mais de 50 km de um centro de tratamento têm à disposição transporte de ida e volta, com acompanhante, em vans, micro-ônibus e ambulâncias para casos mais delicados. São 3,3 mil veículos destinados a todos os estados do país.
Telessaúde e Carretas da Saúde
Entre os serviços disponíveis está a Telessaúde, que permite a realização de teleconsultas e telediagnósticos. A modalidade possibilita que parte do cuidado seja feita a distância, conectando pacientes e profissionais para investigação e acompanhamento de diferentes condições de saúde.
Os Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em 4,4 mil municípios de 27 unidades da federação, com atendimentos em 62 especialidades, incluindo diagnóstico remoto em tele-eletrocardiograma, dermatologia e oftalmologia. Ao todo, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados desde o início de 2025. A estrutura terá o reforço de 7 mil kits de equipamentos para teleatendimento em UBS de 4,5 mil municípios.
A população também pode ser encaminhada para atendimento nas Carretas da Saúde do Agora Tem Especialistas, unidades móveis que oferecem serviços especializados em diferentes regiões do país. As carretas de exames de imagem realizam, por exemplo, tomografias e ultrassonografias. As unidades de oftalmologia oferecem avaliações, exames para doenças dos olhos e cirurgias de catarata. Já as voltadas à saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas.
As unidades móveis atendem regiões onde há menor oferta de serviços especializados. Até o final do ano, serão 150 carretas circulando por todas as regiões do país, com novas especialidades disponíveis, como cardiologia e saúde bucal. As carretas realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos, com 458 mil pessoas atendidas em 4.249 municípios brasileiros, 76,2% do total de cidades do país.
Atendimento em hospitais privados e filantrópicos
Outra opção de atendimento especializado pelo SUS é o encaminhamento de pacientes para hospitais privados e filantrópicos que participam do Agora Tem Especialistas. A indicação e o encaminhamento são feitos pela regulação estadual ou municipal, e o atendimento é gratuito para o paciente.
Os hospitais que aderiram ao programa podem receber créditos financeiros, que são trocados por abatimento de impostos federais. Atualmente, 312 instituições em 21 estados atendem pacientes em especialidades como cardiologia, oftalmologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e Terapia Renal Substitutiva. Ao todo, estão previstos cerca de 793 mil procedimentos.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
“Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão é atualizada com 82 novos empregadores
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou nesta terça-feira (6) a atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”.
Nesta atualização, foram incluídos 82 novos empregadores, uma redução de aproximadamente 51,48% em relação à atualização anterior. Do total, 54 são pessoas físicas e 28, pessoas jurídicas.
A atualização de outubro de 2026 reúne casos de trabalho análogo à escravidão identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026. Os 82 registros estão distribuídos por 21 unidades da Federação. Minas Gerais concentra o maior número de ocorrências, com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão registram seis ocorrências cada.
Na sequência, aparecem Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí, com quatro casos cada; Mato Grosso, Pernambuco e Roraima, com três ocorrências cada; Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba, com dois casos cada; e Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, com uma ocorrência cada.
Entre as atividades econômicas com maior número de inclusões nesta atualização estão a criação de bovinos para corte (8), os serviços domésticos (7), a produção de carvão vegetal (6), a produção de café (6) e a construção de edifícios (5).
Os novos casos incluídos no Cadastro envolvem 553 trabalhadores e trabalhadoras submetidos a condições análogas à escravidão.
Após a inclusão no Cadastro, o nome de cada empregador permanece publicado pelo período de dois anos. Por essa razão, nesta atualização foram excluídos 151 nomes que completaram esse período de publicação.
Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão
A atualização do Cadastro ocorre semestralmente. A última atualização havia sido realizada em 6 de abril de 2026. O Cadastro tem a finalidade de dar transparência aos atos administrativos decorrentes das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão realizadas por Auditores-Fiscais do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. As operações, em regra, contam com a participação de integrantes da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União e, eventualmente, de outras forças policiais.
O Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, popularmente conhecido como “Lista Suja”, é disciplinado pela Portaria Interministerial nº 18, de 13 de setembro de 2024. O Cadastro existe desde 2003, tendo sido regulamentado, desde então, por sucessivos atos normativos.
Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a criação e a manutenção do Cadastro de Empregadores. Na decisão da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 509, o STF confirmou o entendimento de que a publicação do Cadastro não constitui sanção, mas instrumento de transparência ativa da Administração Pública, em consonância com o princípio constitucional da publicidade dos atos do poder público.
Em âmbito infraconstitucional, a divulgação também encontra fundamento na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011), que estabelece o direito de acesso à informação e determina aos órgãos públicos a divulgação, independentemente de requerimento, de informações de interesse coletivo ou geral, em local de fácil acesso e no âmbito de suas competências.
No curso das ações fiscais da Inspeção do Trabalho em que são encontrados trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão, são lavrados autos de infração referentes às irregularidades trabalhistas identificadas. Também é lavrado auto de infração específico para a caracterização da submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão.
Cada auto de infração dá origem a um processo administrativo. Durante o processamento, são asseguradas aos autuados as garantias processuais previstas na Constituição, incluindo o contraditório e a ampla defesa, em duas instâncias administrativas.
A inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores ocorre somente após a conclusão do processo administrativo referente ao auto de infração específico de trabalho análogo à escravidão, quando houver decisão administrativa irrecorrível pela procedência da autuação.
Atuação da Inspeção do Trabalho e Fluxo Nacional
A atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho é o eixo estruturante das políticas de combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil.
O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) atua em todo o território nacional e completou 30 anos de existência em 15 de maio de 2025. Desde o início dos anos 2010, as ações de fiscalização também são realizadas por grupos regionais. A partir de 2026, todas as unidades da Federação passaram a contar com equipes dedicadas ao combate ao trabalho análogo à escravidão.
Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores e trabalhadoras foram resgatados dessa condição, e mais de R$ 171 milhões foram recebidos pelos trabalhadores a título de verbas salariais e rescisórias durante as operações.
Esse resultado é fruto da atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho, que coordena o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, e das parcerias institucionais construídas ao longo dos anos.
Integram a atuação repressiva em campo, nos termos do Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo, além da Auditoria Fiscal do Trabalho, a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União.
Clique aqui e conheça o Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.
Denúncias
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O Sistema Ipê é o canal exclusivo para o recebimento de denúncias de trabalho análogo à escravidão e está integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.
Faça uma denúncia pelo Sistema Ipê: https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/
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