Brasil
Riquezas naturais e culturais levaram Paraty e Ilha Grande a reconhecimento inédito pela Unesco
Ao combinar belezas naturais e proteção socioambiental, além de consagradas manifestações culturais e presença ancestral, Paraty e Ilha Grande fazem do turismo brasileiro mais um ponto pioneiro aos olhos do mundo. Há sete anos, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) concedia à região o ineditismo de se tornar o primeiro sítio misto reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade na América Latina.
Em 2019, a agência especializada da ONU incluiu Paraty e Ilha Grande como o 22º bem brasileiro a receber o título de Patrimônio Mundial. Entretanto, ao classificá-lo na categoria “Mista”, a entidade destacou o destino como território capaz de unir exuberante biodiversidade à interação humana e cultural.
Essa interação fica evidente para quem tem a oportunidade de conhecer o modo como se dá a relação entre as características ambientais e culturais da região. Localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, o território de cerca de 150 mil hectares perpassa a região conhecida como Costa Verde, que também abrange municípios do estado de São Paulo.
Reconhecimento
É da combinação entre riquezas naturais e culturais que Paraty e Ilha Grande se impõem como território nacional a ser conhecido mundo afora, mas também por representar os múltiplos brasis que habitam o Brasil. Parte dessa história é percebida a partir da presença de povos e comunidades tradicionais, que manejam o mar e a terra de forma sustentável.
Por meio da coexistência de culturas locais, incluindo povos indígenas, quilombolas, pescadores e artesãos, Paraty e Ilha Grande preservam 85% da Mata Atlântica, conforme aponta o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O reconhecimento universal também se estende ao fato de que a região mantém a vida de espécies raras, incluindo plantas e aves endêmicas.
De acordo com a Unesco, são ainda observadas na região parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU no Brasil, incluindo a presença de “Cidades e comunidades sustentáveis” (ODS 11), “Vida na água” (ODS 14) e “Vida terrestre” (ODS 15).
O que fazer
Entre conjuntos históricos, reservas ecológicas, parques nacionais e a tradicional Festa Literária Internacional de Paraty, a região abarca, ainda, trilhas e itinerários que incluem o Parque Nacional da Serra da Bocaina e o Parque Estadual da Ilha Grande, além da Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e da Área de Proteção Ambiental de Cairuçu.
Destacam-se, ainda, destinos como o Morro da Vila Velha e o Centro Histórico de Paraty, palco brasileiro de intercâmbio cultural, que conecta diversos países à pluralidade nacional por meio de feiras de livros e diversas manifestações artísticas. A observação de aves raras também é uma das atividades que atraem turistas e nativos.
Como e quando visitar
O acesso a Paraty, saindo do Rio de Janeiro, pode ser feito por via terrestre, levando de 3h a 4h. Para Ilha Grande, entretanto, é preciso combinar o acesso por terra e por mar, combinando veículos como carro, ônibus, barcos, entre outros.
As atividades na região podem ser feitas ao longo de todo o ano, sendo o período mais chuvoso entre novembro e março; e o período com menos chuvas entre junho e agosto. As altas temporadas incluem festas e festivais tradicionais da região, além das férias escolares e feriados prolongados.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco
Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.
Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.
Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.
Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.
Plantas vivas
De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.
Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.
Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.
Como e quando ir
Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.
Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.
Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].
Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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