Paraná
Ministério Público do Paraná participa de mobilização nacional pelo enfrentamento da violência contra as mulheres
Mais de 7,7 mil profissionais das forças de segurança, em 110 cidades de todo o país, participaram nesta quarta-feira, 2 de setembro, do Dia C de Capacitação: Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, mobilização nacional pelo enfrentamento da violência contra as mulheres. Em Curitiba, o Ministério Público do Paraná sediou uma das ações realizadas simultaneamente nas unidades dos Ministérios Públicos das 26 capitais e do Distrito Federal. A iniciativa busca fortalecer uma atuação humanizada e orientada pela perspectiva de gênero na prevenção, no acolhimento e no enfrentamento da violência contra a mulher.
O encontro reuniu integrantes das Polícias Civil, Militar, Penal e Científica, do Corpo de Bombeiros Militar e das Guardas Municipais, além de gestoras e gestores dos fundos estaduais de Segurança Pública. Ao longo do dia, integrantes do MPPR e das Polícias Civil e Militar ministraram palestras sobre os três eixos temáticos que orientaram a programação em todo o país: perspectiva de gênero na atuação da segurança pública; acolhimento e atendimento sem revitimização; e medidas protetivas e avaliação de risco.
Atuação articulada – Na abertura do evento, representando o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, a Subprocuradora-Geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional, Terezinha Signorini, ressaltou o propósito transformador da iniciativa e a necessidade de atuação articulada para enfrentar esse cenário. “A violência contra a mulher é um problema alarmante e crescente que exige esforços contínuos, ações imediatas e atuações coordenadas do Poder Público e da sociedade”, afirmou.
Representando a Polícia Militar do Paraná, o Coronel Stefano Roberto Janata destacou o papel dos profissionais de segurança na linha de frente do atendimento às vítimas e a responsabilidade de oferecer uma escuta qualificada e encaminhamentos que contribuam para a proteção. “O primeiro contato pode ser decisivo para garantir que mulheres e crianças vítimas de violência sejam ouvidas e recebam o atendimento necessário”, ressaltou.
A mesa de abertura teve ainda com a participação do Procurador de Justiça Acir Bueno de Camargo, representando a Fundação Escola do Ministério Público do Paraná (Fempar); do Inspetor José Carlos Felipus Costa, Comandante da Guarda Municipal de Curitiba; da Promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira, Coordenadora da Política Institucional de Proteção e Promoção dos Direitos das Vítimas; e da Promotora de Justiça Ana Carolina Pinto Franceschi, Coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero.
A programação também contou com mensagens em vídeo da Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e do Diretor do Sistema Único de Segurança Pública, Coronel João Alberto Nogueira Júnior, exibidas nos eventos realizados em todo o país.
Eixos temáticos – Na sequência da abertura, a Promotora de Justiça Ana Carolina Pinto Franceschi apresentou a estrutura da capacitação, organizada em três eixos temáticos definidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em articulação com o Ministério Público Brasileiro. Ao explicar a proposta, destacou o objetivo da ação de qualificar as respostas institucionais às situações de violência contra as mulheres, fazendo com que o atendimento prestado pelos diferentes órgãos contribua efetivamente para a proteção e para o acesso à rede de atendimento.
Dando início à capacitação, a Promotora de Justiça Roberta Franco Massa abordou a perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública. A exposição tratou das desigualdades de gênero e das diferentes formas de violência contra mulheres e meninas, com destaque para o impacto de estereótipos, preconceitos e da culpabilização das vítimas na interpretação das ocorrências e na tomada de decisões.
No eixo sobre acolhimento e atendimento sem revitimização, a Promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira e o Capitão Victor Rodrigo Amaral trataram da escuta qualificada, da comunicação respeitosa e dos cuidados para preservar a intimidade das vítimas. Também foram abordados procedimentos de registro, encaminhamento e continuidade do atendimento, incluindo situações de violência política de gênero.
No terceiro eixo, medidas protetivas e avaliação de risco, o Promotor de Justiça Thimotie Aragon Heemann e a Major Carolina Pauleto Zancan trataram dos fatores associados ao agravamento da violência e ao risco de feminicídio, além da finalidade e utilização do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar). As discussões incluíram ainda as providências diante do descumprimento de medidas protetivas ou do agravamento do risco.
Parcerias – A mobilização do Dia C de Capacitação é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério das Mulheres e o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), por meio da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid). O MPPR apoia a iniciativa por meio do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero (Nupige), do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos e da Escola Superior.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Grupo reflexivo para pais de crianças vítimas de violência visa prevenir situações de risco
O fortalecimento dos vínculos familiares e a prevenção de situações de violência e risco envolvendo crianças e adolescentes são os principais objetivos do projeto “Fortalecendo Vínculos: Reconstruindo Laços”, criado pela Promotoria de Justiça da Comarca de Catanduvas em parceria com a Rede de Proteção da Criança e do Adolescente de Três Barras do Paraná e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
O projeto consiste na criação de um grupo reflexivo destinado a pais e responsáveis por crianças e adolescentes acompanhados pela Rede de Proteção, encaminhados após a concessão de medidas protetivas de urgência (MPUs) requeridas pelo Ministério Público com fundamento na Lei 14.344/2022 (Lei Henry Borel).
A abertura oficial do grupo ocorreu nesta semana, com a participação de representantes do Ministério Público e da Rede de Proteção e palestra sobre direitos e deveres ministrada pelo advogado Charles Belin Brognoli.
“Com essa união de forças, buscamos proporcionar às famílias ferramentas para superar os desafios do dia a dia, prevenindo situações de risco e contribuindo para a construção de um ambiente seguro e acolhedor para o futuro de nossas crianças e adolescentes”, destaca a Promotora de Justiça Consuello Alcon Fadul Cerqueira.
Ao todo, serão realizadas dez oficinas socioeducativas, com encontros quinzenais, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Três Barras do Paraná. As atividades abordarão temas relacionados à convivência familiar, parentalidade, direitos e deveres e prevenção de situações de violência, buscando oferecer às famílias ferramentas para enfrentar os desafios do dia a dia e fortalecer sua capacidade de proteção.
Fonte: Ministério Público PR
-
Brasil6 dias agoAVISO DE PAUTA
-
Educação7 dias agoIdeb: Piauí inicia análise de resultados nas redes
-
Paraná6 dias agoConheça a datas dos atendimentos nos bairros de Curitiba em setembro
-
Paraná7 dias agoMinistério Público identifica novas vítimas de homem denunciado por estupro de vulnerável em Fazenda Rio Grande e divulga novamente canais para denúncias
-
Entretenimento6 dias agoLívia Andrade celebra quatro anos no Domingão com Huck: ‘4 anos que cheguei’
-
Política Nacional7 dias agoSenado pode votar na próxima semana incentivos fiscais para data centers
-
Política Nacional7 dias agoPEC da Segurança Pública está entre as prioridades do esforço concentrado
-
Paraná6 dias agoEdição de 2026 da operação é concluída no Paraná com a fiscalização de 2 mil hectares de áreas com desmatamento ilegal
