Educação
Últimos dias para preencher o Retrato da Educação Infantil
Faltam poucos dias para o encerramento da coleta de dados da terceira edição do Levantamento Nacional – Retrato da Educação Infantil no Brasil 2026. Os municípios brasileiros e o Distrito Federal têm até o próximo domingo, 19 de julho, para responder ao questionário e contribuir para a atualização do diagnóstico nacional sobre a gestão da demanda por vagas na educação infantil. A iniciativa é realizada com apoio do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação no Brasil (Gaepe-Brasil) e colaboração técnica do Instituto Articule.
Acesso ao questionário – O acesso ao questionário on-line pode ser realizado de duas formas: pelo link encaminhado ao endereço eletrônico do(a) secretário(a) municipal de Educação, cadastrado no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) ou diretamente pelo Simec, clicando no banner do Retrato da Educação Infantil, disponível na opção “Questionários”, no menu superior da tela.
Para apoiar o preenchimento, o MEC disponibiliza os seguintes materiais:
- Manual de Preenchimento;
- Perguntas Frequentes;
- Questionário em PDF, para consulta prévia.
Além disso, a pasta disponibiliza um canal exclusivo para esclarecimento de dúvidas e suporte técnico. Basta enviar um e-mail para [email protected].
O preenchimento leva, em média, 30 minutos, podendo ser interrompido e retomado posteriormente, sem perda das informações já registradas.
Participação de todos os municípios – A participação é destinada a todos os municípios brasileiros e ao Distrito Federal, independentemente do porte da rede, da existência de lista de espera ou mesmo da oferta de educação infantil. Embora a participação seja voluntária, a adesão dos municípios é essencial para produzir um diagnóstico nacional sobre a gestão da demanda por vagas na educação infantil de todo o país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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