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MPPR emite recomendação administrativa para que Município de Matelândia adote medidas para adequação de serviços de assistência social à população

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao Município de Matelândia, no Oeste do estado, para que sejam adotadas providências para a regularização dos serviços de assistência social. A medida administrativa foi encaminhada pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca nesta segunda-feira, 6 de julho, a partir da constatação de diversas insuficiências em algumas estruturas, como a unidade de acolhimento Casa Lar, o Serviço de Família Acolhedora do Município e o Centro de Referência da Assistência Social (Cras).

Áudio da Promotora de Justiça Ana Righi Cenci

Contexto – Na recomendação, a Promotoria de Justiça destaca que Matelândia conta com expressiva população migrante de outras unidades da federação, bem como imigrantes, que fixam residência no município por causa das vagas de emprego nas cooperativas da região, e que o atendimento dessa população e de suas famílias impacta diretamente o trabalho na área da Assistência Social. Com uma população estimada de 18.450 habitantes, Matelândia tem 2.011 famílias (5.397 pessoas) inscritas no Cadastro Único da Assistência Social (CadÚnico), número que corresponde a aproximadamente 30% da população.

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Entre os problemas identificados e que motivaram o envio do documento, está o fato de a Casa Lar não contar com equipe técnica necessária para atendimento do público infantojuvenil, de acordo com o estabelecido pela legislação do Sistema Único de Assistência Social (Suas), tendo apenas uma assistente social com jornada de 20 horas semanais – profissional que ainda atua de forma compartilhada em todos os serviços da Proteção Social Especial do Município. A instituição também não tem profissionais psicólogos e educadores sociais, igualmente necessários.

Outra insuficiência diz respeito ao Serviço de Família Acolhedora, que permite o cadastramento de pessoas da comunidade que se habilitam para receber em suas casas, de forma temporária, crianças e adolescentes que precisaram ser afastados de suas famílias por determinação judicial. O objetivo é garantir a preservação de direitos das crianças e dos adolescentes até que sejam reintegrados à família de origem ou encaminhados para adoção. Em Matelândia, apesar de ter sido aprovada no ano passado lei que regulamenta o tema (Lei Municipal 5.685/2025), o Município ainda não estruturou o serviço.

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Recomendações – Em relação à Casa Lar, a Promotoria de Justiça recomenda que sejam adotadas as medidas administrativas necessárias para a imediata composição da equipe técnica multidisciplinar da entidade, que deverá contar com pelo menos um psicólogo e um assistente social com carga horária mínima de 30 horas semanais. Sobre o Serviço de Família Acolhedora, o Município deverá atuar para estruturá-lo imediatamente, de modo que seja iniciado seu funcionamento. Também deverão ser promovidas medidas em relação ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras), que deverá ter seus serviços regularizados e passar a contar com a estrutura de pessoal necessária, considerando o número de pessoas inscritas no CadÚnico do Governo Federal.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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