Agro
Dívida rural: especialista alerta que esperar novo projeto de lei pode aumentar riscos para produtores endividados
O aumento do endividamento no campo e a expectativa pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 5.122/2023 têm levado muitos produtores rurais a postergar decisões importantes, como a renegociação de dívidas, a compra de insumos e o planejamento da próxima safra. No entanto, especialistas alertam que aguardar exclusivamente uma mudança na legislação pode ampliar os riscos financeiros e comprometer o patrimônio das propriedades.
Segundo o advogado especializado em crédito rural Leandro Amaral, sócio-fundador do escritório Amaral e Melo, a tramitação do projeto representa uma perspectiva positiva para o setor, mas sua aprovação ainda depende do andamento no Congresso Nacional e não oferece solução imediata para produtores que já enfrentam cobranças de bancos e cooperativas de crédito.
Projeto de lei pode ampliar renegociação, mas ainda depende de aprovação
O PL 5.122/2023 busca ampliar as possibilidades de renegociação das dívidas rurais, oferecendo alternativas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras.
Entretanto, enquanto a proposta segue em tramitação, instituições financeiras continuam adotando medidas de cobrança previstas nos contratos, o que pode resultar em restrições de crédito, execução de garantias e até leilões de imóveis rurais.
Para Leandro Amaral, a expectativa em relação à nova legislação não deve impedir que o produtor busque soluções já disponíveis.
“O produtor pode acompanhar a discussão do projeto de lei, mas não deve permanecer inerte. Cada operação de crédito possui características específicas e, muitas vezes, já existem mecanismos jurídicos capazes de proteger a atividade rural e evitar medidas mais severas enquanto uma solução definitiva não é construída”, explica.
Inadimplência cresce e crédito rural fica mais restrito
O alerta ocorre em um momento de maior pressão financeira sobre o agronegócio brasileiro.
Dados da Serasa Experian mostram que a inadimplência entre produtores rurais encerrou 2025 em 8,2%, enquanto as concessões de crédito rural e agroindustrial para pessoas físicas registraram queda de 17% no mesmo período.
O cenário reduz o acesso a novos financiamentos e dificulta o custeio das próximas safras, aumentando a necessidade de planejamento financeiro e gestão das obrigações já existentes.
Revisão de contratos pode ser alternativa antes da execução da dívida
Além da negociação direta com bancos e cooperativas, especialistas destacam que determinadas operações podem ser objeto de revisão jurídica.
Dependendo das condições do contrato, é possível avaliar cláusulas, verificar se os procedimentos legais foram cumpridos e contestar eventuais irregularidades antes da adoção de medidas como consolidação de garantias ou realização de leilões.
A análise individual de cada operação permite identificar alternativas que podem preservar tanto a atividade produtiva quanto o patrimônio do produtor rural.
Buscar orientação antecipada amplia possibilidades de solução
Outro ponto de atenção é o momento em que muitos produtores procuram assessoria especializada.
Segundo Leandro Amaral, é comum que a busca por orientação ocorra apenas após o recebimento da notificação de leilão da propriedade, quando as opções para negociação já estão bastante reduzidas.
“O ideal é que o produtor procure orientação nos primeiros sinais de dificuldade financeira. Uma análise preventiva permite avaliar alternativas de renegociação, identificar possíveis irregularidades contratuais e construir uma estratégia antes que o patrimônio esteja efetivamente em risco”, afirma.
Planejamento financeiro e apoio jurídico ganham importância no campo
Em um cenário de crédito mais restrito, custos elevados de produção e aumento da inadimplência, especialistas defendem que a gestão financeira da propriedade deve caminhar ao lado do acompanhamento jurídico.
Mais do que acompanhar a tramitação de novos projetos de lei, produtores rurais podem se beneficiar do conhecimento dos instrumentos legais já existentes para renegociar dívidas, revisar contratos quando cabível e buscar soluções que preservem a continuidade da atividade agropecuária.
Com a pressão sobre o crédito rural e a necessidade de manter a produção, agir de forma preventiva tende a ampliar as alternativas disponíveis e reduzir os riscos financeiros enfrentados pelo setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Etanol registra queda de mais de 13% no início da safra 2026/27 com avanço da produção de cana e milho
O mercado brasileiro de etanol encerrou o primeiro trimestre da safra 2026/27 com forte desvalorização dos preços, refletindo o aumento da oferta de biocombustíveis provenientes da cana-de-açúcar e do milho. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que a expansão da produção elevou a disponibilidade do produto e pressionou as cotações no mercado paulista.
O etanol hidratado apresentou média de R$ 2,3510 por litro entre abril e junho de 2026, acumulando queda real de 13,1% em comparação com o mesmo período da safra anterior, considerando a correção pelo IGP-M de junho.
No mercado spot, o etanol anidro também registrou retração significativa. A cotação média ficou em R$ 2,6868 por litro, representando redução real de 12,4% frente ao primeiro trimestre da safra passada.
Oferta elevada pressiona mercado de etanol
Segundo os pesquisadores do Cepea, o avanço da moagem de cana-de-açúcar, aliado ao crescimento da produção de etanol de milho, ampliou a oferta disponível no mercado nacional. Esse cenário aumentou a concorrência entre os produtores e reduziu o poder de sustentação dos preços ao longo do trimestre.
Apesar do movimento predominante de baixa, o mercado apresentou oscilações pontuais durante o mês de junho.
Chuvas provocam interrupções nas usinas
As condições climáticas dificultaram o ritmo das operações industriais em diversas regiões produtoras. As chuvas provocaram paralisações temporárias em algumas unidades, reduzindo momentaneamente a oferta em determinados períodos e permitindo reajustes pontuais nos preços.
Entretanto, outras usinas enfrentaram menor liquidez nas negociações, sendo obrigadas a comercializar o produto por valores inferiores para manter o fluxo de vendas.
Distribuidoras mantêm postura conservadora
Pelo lado da demanda, o comportamento das distribuidoras continuou cauteloso. Conforme o Cepea, a maior parte dos compradores limitou as aquisições a pequenos volumes, uma vez que negociações de maior porte haviam sido realizadas anteriormente.
Esse perfil mais conservador das compras contribuiu para reduzir a intensidade das negociações no mercado spot, reforçando a pressão baixista sobre as cotações do etanol.
Perspectivas para a safra
Com a safra de cana-de-açúcar avançando e a produção de etanol de milho permanecendo elevada, o mercado seguirá atento ao equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses. A evolução das condições climáticas, o ritmo da moagem e o comportamento das distribuidoras deverão continuar sendo fatores determinantes para a formação dos preços do biocombustível no Brasil durante a safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Esportes6 dias agoFrança domina Suécia e carimba passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo
-
Paraná6 dias agoSanepar publica edital para implantação de sistema de abastecimento integrado no Norte do Paraná
-
Esportes6 dias agoMéxico vence Equador no Azteca e carimba passaporte para as oitavas de final
-
Política Nacional7 dias agoPais e especialistas pedem política de cuidado para jovens e adultos com autismo
-
Esportes6 dias agoApós lesão na coxa, Lucas Paquetá se apega à fé por recuperação no Mundial
-
Política Nacional7 dias agoNova lei prevê divulgação de sintomas para facilitar diagnóstico do câncer infantil
-
Brasil7 dias agoMinistério dos Transportes entrega viaduto em Barra Mansa (RJ) que amplia a integração entre rodovia e ferrovia
-
Esportes6 dias agoNoruega vence Costa do Marfim com brilho de Haaland e encara o Brasil nas oitavas
