Brasil
Força-Tarefa de Clima do G20 debate financiamento climático, e Brasil lança plataforma de investimentos verdes nos EUA
A ministra Marina Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam nesta semana em Washington, nos Estados Unidos, de reunião da Força-Tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima do G20. O governo federal também lançará na capital americana uma plataforma para facilitar investimentos internacionais que impulsionem o combate à mudança do clima e a transformação ecológica do país.
A quinta reunião da Força-Tarefa de Clima, na quinta-feira (24/10), terá a presença de ministros de Meio Ambiente, Finanças e Relações Exteriores do G20, além de presidentes de Bancos Centrais e representantes de organismos internacionais, para anunciar os resultados da iniciativa, criada pela presidência brasileira do G20.
Em oito meses de trabalho, a Força-Tarefa buscou reforçar o alinhamento macroeconômico e financeiro global para implementar o Acordo de Paris e outros objetivos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Transversal nas negociações do G20, o grupo tem o objetivo de elaborar estratégias coletivas que acelerem a mobilização de recursos para o combate à mudança do clima.
Para incentivar investimentos internos para a transição ecológica e o combate à mudança do clima no país, o governo federal lançará na quarta-feira (23/10) a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP, na sigla em inglês). A iniciativa irá conectar investidores internacionais a projetos estratégicos de desenvolvimento sustentável no país, com foco na transição ecológica e no combate à mudança do clima.
A BIP será guiada pelo Plano Clima, que norteará a política climática do país até 2035, com estratégias nacionais e planos setoriais nos eixos de mitigação e adaptação. Também terá como base o Plano de Transformação Ecológica, que coordena a transição verde da economia brasileira, com o objetivo de atingir a neutralidade das emissões de gases de efeito estufa até 2050.
A plataforma é uma iniciativa conjunta dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e de Minas e Energia. A iniciativa é apoiada pelo BNDES e pela Glasgow Financial Alliance for Net Zero.
TFFF
Os ministros desembarcaram em Washington na terça-feira (22/10), quando participaram de reunião com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). A iniciativa buscará financiar a conservação de florestas tropicais, com o pagamento de um valor fixo anual para cada hectare de floresta preservada e desconto no valor a receber para cada hectare desmatado ou degradado.
A proposta foi apresentada pelo Brasil na COP28, em Dubai, no fim de 2023. A expectativa é que o fundo entre em funcionamento para a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro de 2025.
Marina, Haddad e Banga também discutiram formas de apoiar agendas prioritárias para a presidência brasileira do G20 e no processo para a COP30.
A agenda da ministra em Washington também tem a previsão de reuniões bilaterais e encontro sobre investimentos verdes com empresários na Câmara Americana de Comércio.
Assessoria de Comunicação do MMA
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Brasil
Conheça as 7 vilas brasileiras indicadas ao prêmio máximo da ONU Turismo
A riqueza cultural, as paisagens exuberantes e o modo de vida em comunidade colocaram sete destinos brasileiros na vitrine do turismo mundial. Araçá (SC), Conceição de Ibitipoca (MG), Delfinópolis (MG), Holambra (SP), Lençóis (BA), São José do Barreiro (SP) e Vila Flores (RS) foram selecionados para representar o Brasil no prêmio “Melhores Vilas Turísticas” de 2026.
Criado em 2021 e promovida pela ONU Turismo, a premiação reconhece pequenas localidades rurais que provam que o desenvolvimento econômico pode e deve caminhar de mãos dadas com a proteção das raízes locais. São destinos de diversos países comprometidos com um modelo de turismo que valoriza a identidade local, a história e a conservação ambiental.
Para entrar na disputa, as localidades devem atender a critérios rigorosos, como ter, no máximo, 15 mil habitantes; manter forte vínculo com atividades tradicionais (como agricultura, pecuária, pesca ou silvicultura) e comprovar a preservação de valores e modos de vida essencialmente comunitários.
Desde a sua criação, a iniciativa já recebeu mais de mil candidaturas de 100 nações diferentes. Atualmente, a “Rede de Melhores Vilas Turísticas” da ONU Turismo reúne 319 destinos rurais consolidados ao redor do globo.
O resultado da edição deste ano será revelado em dezembro, durante uma cerimônia oficial em Buenos Aires, na Argentina. Ao todo, os sete representantes brasileiros disputam o reconhecimento com outras 268 vilas internacionais. Com as indicações deste ano, o Brasil soma 27 vilas participantes ao longo da história da premiação.
Até o momento, dois destinos nacionais ostentam o cobiçado título internacional. Testo Alto, em Pomerode (SC), que abriga a Rota do Enxaimel e reúne cerca de 50 edificações distribuídas ao longo de 16 quilômetros, preservando um patrimônio arquitetônico riquíssimo trazido por imigrantes alemães. E Antônio Prado (RS), cidade gaúcha que preserva a herança da imigração italiana mantendo um expressivo conjunto arquitetônico histórico, incluindo o uso do talian (dialeto de origem italiana que ainda é falado por parte da população local).
Conheça os destinos brasileiros indicados na edição deste ano:
Araçá (Porto Belo/SC) – Com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá combina natureza preservada e tradições comunitárias. Situada em área de proteção ambiental no litoral catarinense, mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.
Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG) – Localizada na Serra da Mantiqueira, preserva patrimônio histórico e cultural relacionado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores, destaca-se pela proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, conhecido por trilhas, cachoeiras, grutas e atrativos voltados ao ecoturismo.
Delfinópolis (MG) – Integrante da região da Serra da Canastra, reúne turismo de natureza, cultura e produção rural. O destino é conhecido pelas cachoeiras, trilhas e paisagens naturais, além da produção do Queijo Minas Artesanal da Canastra e do Café da Canastra.
Holambra (SP) – Conhecida como a Capital Nacional das Flores, preserva a influência da imigração holandesa na arquitetura, na gastronomia e nas manifestações culturais. O município é um dos principais polos produtores de flores do país e abriga o Moinho Povos Unidos, considerado o maior da América Latina.
Lençóis (BA) – Porta de entrada da Chapada Diamantina, reúne patrimônio histórico, paisagens naturais e turismo de aventura. Cachoeiras, cavernas, rios e cânions compõem o cenário do destino, que também valoriza as tradições culturais e o protagonismo da comunidade local.
São José do Barreiro (SP) – Localizada no Vale do Paraíba, aos pés da Serra da Bocaina, combina patrimônio histórico e natureza. O município preserva fazendas ligadas ao ciclo do café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais.
Vila Flores (RS) – Na Serra Gaúcha, o município reúne turismo rural, gastronomia típica, tradições culturais e áreas preservadas de Mata Atlântica. Entre seus principais símbolos está o Filó Italiano, manifestação cultural que lhe rendeu o título de Capital Estadual do Filó.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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