Brasil
Agora Tem Especialistas amplia cirurgias eletivas e leva atendimento especializado a todas as regiões do país
Ampliar o acesso às cirurgias eletivas em todas as regiões do país é uma das prioridades do Agora Tem Especialistas, programa do Ministério da Saúde que organiza a rede de atenção, reduz o tempo de espera e fortalece a assistência especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na rede pública passou de 10,3 milhões para 14,7 milhões, crescimento de 42,9%.
Nesse cenário, a Região Norte se destaca pelo ritmo de expansão da oferta e pelos resultados alcançados em estados que historicamente enfrentam desafios relacionados às grandes distâncias e à dispersão populacional. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas realizadas na região passou de 824 mil para 1,26 milhão, alta de 53,5%, acima da média nacional.
Os avanços são observados em diferentes especialidades. No Amazonas, as cirurgias oftalmológicas cresceram 81,6%, passando de 17,6 mil para 32 mil procedimentos. Em Rondônia, o número de procedimentos oftalmológicos aumentou 426,2%, de 4,2 mil para 22,1 mil. No Pará, as cirurgias ortopédicas avançaram 42,4%, passando de 32,8 mil para 46,7 mil. Já no Amapá, as cirurgias cardiovasculares saltaram de 427 para 7.998 procedimentos, crescimento de 1.773%, um dos maiores registrados no país.
“Estamos trabalhando para que o acesso à saúde não dependa do CEP nem da distância. Os avanços observados na Região Norte mostram que o SUS está chegando cada vez mais longe, ampliando a oferta de cirurgias e fortalecendo a assistência especializada. Cada procedimento realizado representa menos tempo de espera, mais qualidade de vida e mais oportunidade de cuidado para a população”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Atendimento cresce em todo o país
Os resultados também se refletem em diferentes estados brasileiros. O Paraná ampliou em 65,5% o número de cirurgias eletivas realizadas entre 2022 e 2025, passando de 547,9 mil para 907 mil procedimentos. Minas Gerais registrou crescimento de 63,4% e ultrapassou 1,2 milhão de cirurgias em 2025. Santa Catarina teve alta de 56,6%, enquanto a Paraíba apresentou um dos maiores avanços proporcionais do país, com crescimento de 84,2%.
A expansão da oferta também alcança áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas. Na oftalmologia, estados como Amazonas, Rondônia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina ampliaram significativamente a realização de procedimentos. Na ortopedia, destacam-se Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Pará. Já na cardiologia e na oncologia, o aumento da produção fortaleceu a rede especializada e ampliou a capacidade de atendimento em diferentes regiões do país.
Os resultados demonstram que a ampliação da assistência especializada não está concentrada em um único estado ou região. Ao fortalecer a rede pública, ampliar a oferta de procedimentos e organizar o acesso aos serviços, o Agora Tem Especialistas contribui para que mais brasileiros tenham acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS, independentemente do local onde vivem.
Agora Tem Especialistas
O Agora Tem Especialistas reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para acelerar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS. O programa atua em seis áreas prioritárias: cardiologia, oncologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados.
Entre as ações estão a ampliação de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, a aquisição de transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais. No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento periódico dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios.
Com a ampliação dos atendimentos especializados e das cirurgias realizadas, o programa contribui para reduzir filas, ampliar a capacidade da rede pública e garantir acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento em todas as regiões do país.
Bruna Queiroz
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial.
Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.
A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.
Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou.
O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação. Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.
Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida.
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