Agro
Safra de laranja 2026/27 começa com preços abaixo de 2025, apesar da menor produção
A safra brasileira de citros 2026/27 começou com um cenário diferente do observado no ano passado. Mesmo diante da expectativa de uma produção menor, os primeiros preços negociados para a laranja estão abaixo dos registrados no início da temporada 2025/26, refletindo um mercado menos aquecido e uma postura mais cautelosa da indústria de processamento.
De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o início da nova safra tem sido marcado por menor urgência das processadoras em adquirir matéria-prima, diferentemente do que ocorreu em julho de 2025, quando os baixos estoques de suco impulsionaram a disputa pela fruta e sustentaram as cotações em níveis historicamente elevados.
Indústrias reduzem ritmo de compra
Segundo os pesquisadores do Cepea, a dinâmica de comercialização mudou significativamente entre uma safra e outra. No ciclo anterior, a oferta limitada e a necessidade de recompor estoques fizeram com que as indústrias antecipassem negociações, elevando os preços pagos aos produtores.
Neste ano, porém, o mercado iniciou a temporada de forma mais equilibrada, sem a mesma pressão compradora. Como resultado, as primeiras referências de preços ficaram abaixo das observadas no mesmo período de 2025, mesmo com a perspectiva de menor disponibilidade de fruta.
Primeiras negociações envolvem frutas precoces
O Cepea destaca que as cotações registradas neste início de julho ainda refletem principalmente contratos fechados anteriormente para frutas precoces e de meia-estação, além de negociações pontuais realizadas no mercado spot.
Por esse motivo, os preços atuais ainda não representam completamente o comportamento da safra 2026/27, uma vez que o volume de fruta disponível segue limitado neste começo de colheita.
Mercado deve ganhar novas referências nas próximas semanas
A expectativa é que o avanço da segunda florada e o aumento gradual do processamento industrial proporcionem um volume maior de negociações, permitindo a formação de referências de preços mais consistentes para a temporada.
Com a entrada de uma oferta mais ampla e a intensificação das atividades das indústrias, produtores e compradores terão maior clareza sobre o equilíbrio entre oferta e demanda, fator que deverá definir o comportamento das cotações ao longo dos próximos meses.
Enquanto isso, o setor acompanha atentamente a evolução da safra, o ritmo de processamento e o mercado internacional de suco de laranja, elementos que continuarão influenciando a formação dos preços da fruta no Brasil durante a temporada 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mato Grosso quer transformar liderança na produção de algodão em potência da indústria têxtil
Maior produtor de algodão do Brasil, responsável por cerca de 71% da produção nacional, Mato Grosso pretende dar um novo passo no desenvolvimento do agronegócio: transformar sua liderança no campo em protagonismo também na indústria têxtil.
Para alcançar esse objetivo, o Governo do Estado lançou um programa de incentivo à verticalização da cadeia produtiva do algodão, criando mecanismos para estimular a instalação de indústrias de fiação, tecelagem e confecção em território mato-grossense.
A iniciativa busca reduzir a exportação de matéria-prima sem processamento, ampliar a agregação de valor à produção e fortalecer a economia regional por meio da industrialização.
Programa incentiva instalação de indústrias têxteis
Anunciado pelo governador Otaviano Pivetta, o novo modelo permitirá que produtores rurais transfiram créditos acumulados de ICMS para indústrias instaladas em Mato Grosso, reduzindo custos tributários e aumentando a competitividade do setor industrial.
A expectativa é atrair novos investimentos, ampliar o parque fabril e consolidar um ambiente mais favorável para empresas ligadas à cadeia têxtil.
Hoje, apesar da liderança absoluta na produção de algodão, apenas cerca de 3% da pluma produzida no Estado passa por processamento industrial local. A maior parte segue para outros estados ou é destinada ao mercado internacional, onde recebe maior valor agregado.
Verticalização busca gerar empregos e fortalecer economia
Além da transferência de créditos tributários, o programa prevê instrumentos como diferimento, suspensão e créditos presumidos de ICMS em diferentes etapas da cadeia produtiva. A regulamentação ocorrerá de forma alinhada à implementação da reforma tributária nacional.
A proposta complementa políticas já existentes, como os incentivos do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o algodão destinado às indústrias de fiação instaladas no Estado.
Segundo o governo estadual, o objetivo é estimular a formação de polos industriais próximos às regiões produtoras, promovendo a geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico no interior.
Estado reúne condições para ampliar parque industrial
Além da ampla oferta de matéria-prima, Mato Grosso apresenta fatores considerados estratégicos para a expansão da indústria têxtil, como disponibilidade de energia, melhoria da infraestrutura logística e potencial para qualificação da mão de obra.
A avaliação é que esses diferenciais colocam o Estado em posição favorável para se tornar um dos principais polos da indústria têxtil da América Latina.
Campo Verde demonstra potencial da industrialização
O município de Campo Verde já representa um exemplo do potencial de verticalização da cadeia do algodão em Mato Grosso.
A cidade concentra cinco indústrias voltadas à fiação e ao beneficiamento da fibra e responde atualmente por cerca de 6% da produção nacional de fios de algodão, tornando-se referência para novos investimentos no setor.
Outro fator que reforça esse cenário é a implantação do terminal ferroviário da Rumo, em Dom Aquino, cuja capacidade estimada de movimentação chega a 10 milhões de toneladas por ano, fortalecendo a logística para escoamento da produção industrial.
Interior deve concentrar novos investimentos
A estratégia do governo estadual vai além dos municípios já consolidados na produção agrícola.
O programa pretende estimular a instalação de indústrias em diferentes regiões de Mato Grosso, incentivando a criação de polos de tecelagem, malharia e confecção próximos às áreas produtoras de algodão.
A expectativa é descentralizar o desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de emprego e aumentar a participação da indústria na economia estadual.
Novo ciclo para a cotonicultura mato-grossense
Especialistas avaliam que o incentivo à verticalização representa uma nova etapa para a cadeia do algodão em Mato Grosso.
Após décadas de investimentos em pesquisa, tecnologia e ganhos de produtividade no campo, o desafio passa a ser transformar parte da matéria-prima produzida no Estado em produtos industrializados de maior valor agregado.
A trajetória da cotonicultura mato-grossense já foi impulsionada por iniciativas como a criação do Proalmat e do Facual, em 1997, programas considerados fundamentais para consolidar o crescimento da atividade.
Agora, o foco está em ampliar a participação da indústria dentro da cadeia produtiva.
Agregar valor para manter riqueza dentro do Estado
Com uma safra superior a 6,5 milhões de toneladas de algodão em pluma e aproximadamente 1,5 milhão de hectares cultivados, Mato Grosso domina a produção nacional da fibra.
O próximo desafio é fazer com que uma parcela cada vez maior dessa produção seja transformada dentro do próprio Estado, convertendo matéria-prima em fios, tecidos, confecções, empregos, renda e maior arrecadação para a economia mato-grossense.
A verticalização da cadeia produtiva desponta, assim, como uma das principais estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio e fortalecer o desenvolvimento industrial de Mato Grosso nas próximas décadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Agro6 dias agoPlano Safra 2026/27 será lançado terça e deve ficar entre R$ 570 e R$ 652 bi
-
Brasil7 dias agoEmprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE
-
Política Nacional7 dias agoUso responsável do plástico favorece desenvolvimento, afirmam debatedores
-
Agro6 dias agoGoverno Federal lança Plano Safra 26/27 nesta terça-feira (30)
-
Educação7 dias agoMEC lança curso de IA para professores do ensino fundamental
-
Economia7 dias agoEncontro Nacional de Catadoras reforça compromisso com a inclusão produtiva de mulheres
-
Brasil6 dias agoMinistério da Saúde inaugura primeira UTI inteligente do SUS no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ)
-
Brasil7 dias agoMJSP investe mais de R$ 6,4 milhões no fortalecimento da Cavalaria da Polícia Militar do Rio Grande do Norte
