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Primeiros passageiros vindos de voo direto de Portugal desembarcam no Afonso Pena

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O avião que fez o primeiro voo intercontinental entre a Europa e o Paraná pousou pouco antes das 22h desta quinta-feira (2) no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O voo da TAP Air Portugal veio de Lisboa, em uma rota sem escalas, trazendo passageiros, jornalistas e uma comitiva da companhia aérea diretamente do Aeroporto Humberto Delgado, na capital portuguesa. Eles foram recepcionados com festa no Afonso Pena. 

A rota intercontinental foi anunciada em novembro de 2025 pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, e as passagens começaram a ser vendidas no mesmo mês. O primeiro diálogo para essa rota aconteceu em 2023, em uma agenda realizada com a Secretaria de Estado do Turismo em Portugal.

“Trabalhamos bastante para trazer esse voo para cá e estamos colhendo os frutos. O Paraná recebeu mais de 1 milhão de turistas estrangeiros no ano passado, e com iniciativas como esta e a promoção dos nossos destinos, queremos quem sabe dobrar esse número”, afirmou o secretário estadual do Turismo, Luciano Bartolomeu. 

Os voos são operados com aeronaves Airbus A330-200, com capacidade para 269 passageiros. O trajeto de Curitiba a Lisboa tem uma parada técnica no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e as partidas acontecem três vezes por semana, nas terças e quintas-feiras e aos sábados.

O presidente do Conselho de Administração da TAP, Carlos Oliveira, estava entre os passageiros que desembarcaram no Afonso Pena e falou sobre a expectativa do Paraná como uma das rotas da companhia. “Esta conexão entre o Paraná e a Europa através de Lisboa é muito importante para nós, porque procurávamos novas rotas e, mesmo tendo outros destinos no Brasil, o Paraná passou a fazer parte dessa lista”, disse.  “Com isso, podemos trazer a oportunidade de turismo, negócios e desenvolvimento econômico para Curitiba e o Estado de um modo geral, mas também queremos levar os paranaenses até Portugal e à Europa. Estamos muito confiantes no sucesso desta nova ligação aérea”, ressaltou Oliveira.

A rota aérea é fundamental para facilitar a vinda de portugueses ao Paraná, mas o Viaje Paraná também atua com outras formas de promoção do Estado como destino. Ao longo deste ano, foram realizadas diversas ações de promoção do voo em agendas na Espanha e outros países da Europa, especialmente aos agentes de viagens que atuam nas vendas de pacotes turísticos junto aos seus clientes.

O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, destacou o trabalho feito nos últimos três anos para consolidar esse voo, que incluiu a divulgação do Paraná como destino turístico. “Começamos em 2023, mostrando a potencialidade do aeroporto e, principalmente, do Estado do Paraná como destino turístico”, disse. “Esta conectividade com a Europa é muito importante, porque coloca em evidência o bom momento que o Paraná está tendo com o turismo, mostrando nosso Estado para o mundo”.  

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Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, a rota aérea fomenta não apenas o turismo, mas também os negócios e a economia do Estado. “Temos adotado uma política de sinergia com os atores locais, como o Paraná. E nosso plano é um incremento da conectividade aérea com voos descentralizados para além do eixo Rio-São Paulo”, explicou. “Esse estímulo a voos diretos internacionais se reflete na atração de investimento internacional, na exportação e importação e vinda de novos negócios. Estamos muito otimistas com esse fluxo a partir dessa nova rota que acabou de chegar”, destacou Reis.

PRESS TRIP – Entre os passageiros que inauguraram a rota estavam seis jornalistas portugueses que vieram conhecer de perto e divulgar os atrativos paranaenses a convite do Viaje Paraná, em parceria com a TAP, a Motiva Aeroportos e o Curitiba Conventions & Visitors Bureau.

TAP

O roteiro da press trip inclui uma City Tour em Curitiba para parques da cidade, passando pela Torre Panorâmica, Museu Oscar Niemeyer, Feira do Largo da Ordem, entre outros atrativos.

Eles também vão vivenciar o passeio de trem eleito um dos melhores do mundo, que liga Curitiba ao Litoral pela Serra do Mar, em meio à Mata Atlântica, experimentando o prático típico caiçara do barreado. No domingo (5), o grupo de jornalistas segue para Foz do Iguaçu para vivenciar o que a cidade oferta de melhor para o turismo, como as Cataratas do Iguaçu – uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Ivete Carneiro, repórter da revista Volta ao Mundo, principal publicação de viagens de Portugal, já esteve no Brasil outras vezes, mas é a primeira vez no Paraná. “Um voo direto é muito importante para trazer visitantes não só a Curitiba, mas também a outras cidades, como Foz do Iguaçu. As Cataratas são um destino muito divulgado em Portugal, mas temos muito ainda o que conhecer”, disse.

FACILIDADES – A nova rota também vai facilitar a ponte aérea de quem viaja a Portugal com frequência, como o casal de empresários Wyll e Simone Canesso. Eles moram em Irati, mas a filha vive em Portugal há quatros anos, então é comum viajarem pelo menos duas vezes ao ano para o país europeu.

Eles estavam entre os primeiros passageiros a desembarcarem no Afonso Pena na noite de quinta-feira. “Para nós, um voo direto foi perfeito. Porque geralmente a viagem já é cansativa, com voos de nove ou dez horas de duração, e ainda fazer uma escala no Rio ou São Paulo era bem puxado”, contou Simone. “Essa praticidade é excelente para nós, é um ganho para os paranaenses ter voos chegando e partindo direto daqui”, completou Wyll.

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Natural de Telêmaco Borba, a gerente hoteleira Fernanda Santos mora na cidade de Faro, em Portugal. O voo direto facilita tanto sua vinda para o Paraná, mas também as viagens da família para visitá-la. Nesta quinta-feira, ela estava embarcando de volta para casa. “Essa facilidade é muito boa, de não ter esse tempo de espera que tinha em São Paulo, Rio de Janeiro ou Campinas, um voo direto é bem melhor”, disse. “Eu vim para num voo com escalas no final de maio. Saí de Faro às 16h e cheguei no dia seguinte, às 9h da manhã. Foram 16 horas de viagem. O voo direto que pego hoje vai durar 12h, é muito mais rápido”.

Gabriel Weigeere é pesquisador e mora em Berlim, na Alemanha. Ele foi o primeiro passageiro a desembarcar do voo no Aeroporto Afonso Pena. “Já faz um ano que estou morando no exterior, fazendo doutorado em física. Nesse tempo eu já vim algumas vezes até Curitiba, mas com escalas, o que era bem complicado e cansativo. Agora a viagem se tornou muito mais fácil, porque sem paradas em outros aeroportos, o roteiro se torna muito mais rápido e tranquilo. Estou feliz com a praticidade de vir até o Paraná pegando o voo em Lisboa”, comemorou.

TAP

Edgar Mera, natural da cidade de Beja, em Portugal, desembarcou na Capital paranaense junto da família e com quase três carrinhos de bagagens cheios. “Facilita muito o voo direto, porque economiza tempo, causa menos cansaço e se torna uma opção mais prática, ainda mais quando estamos acompanhados das crianças. Eu acho que o Paraná é um destino muito bom, tem muita coisa para visitar e conhecer, então, com a inauguração desse voo, certamente os meus conterrâneos portugueses vão se interessar em visitar cada vez mais o Estado”.

“Já moro em Madrid há dois anos e essa é a primeira vez que consigo visitar minha família que mora aqui em Curitiba. Foi uma viagem bem tranquila, direta, já encontrei com meus parentes e vou direto para casa, é muito prático e facilita para eles irem me visitar também. Acho que foram cerca de 10 horas totais de viagem, mas nem senti o tempo passar”, contou Alanis Sturcio, que trabalha com consultoria de imagem na capital da Espanha.

Fonte: Governo PR

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Estado investe na modernização do Hospital Universitário do Oeste e amplia assistência à saúde

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O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) em Cascavel é atualmente o maior complexo de saúde da região, garantindo atendimento de qualidade e  regionalizado, de média e alta complexidade  para 25 municípios da área de atuação da 10ª Regional de Saúde de Cascavel, bem como para moradores de outros 69 municípios integrantes da macrorregião Oeste de Saúde. Com investimentos do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), o hospital praticamente dobrou sua capacidade de atendimentos nos últimos anos, aliando modernização tecnológica, ampliação de leitos e uma otimização de atendimentos voltados à redução das filas de cirurgias eletivas.

“O Hospital tem fundamental relevância nos atendimentos da saúde pública na região Oeste, é uma referência consolidada nos atendimentos cardiológicos, urgência e emergência, trauma, além da saúde materno-infantil, na gestação de alto risco”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves. 

Em 2019, contava com 230 leitos, sendo 14 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral adulto e cinco  pediátricos. Atualmente, o complexo saltou para 404 leitos operacionais, abrigando 60 leitos de UTI adulto, 10 de UTI pediátrica e 20 leitos de UTI e Unidade de Cuidados Intermediários UCI) neonatal.

Em novos equipamentos, foram quase R$ 100 milhões (R$ 98.938.612,24) que deram oportunidade de compra de tomógrafos de última geração, microscópios cirúrgicos e angiógrafos modernos para a execução de procedimentos complexos de hemodinâmica, incluindo a criação do Laboratório de Biologia Molecular, uma expansão do setor de análises clínicas que trouxe alta tecnologia e precisão diagnóstica para exames de suporte médico.

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Os números comprovam que o investimento efetuado para ampliação de leitos e crescimento estrutural, que também foi acompanhado por uma revolução tecnológica, foi fundamental para ampliar a oferta de assistência humanizada, cuidado resolutivo e atenção integral para a população.

Tudo isso reflete diretamente nos atendimentos. Em 2025, o ambulatório realizou 65.170 atendimentos. Já em 2026, apenas no primeiro trimestre, foram registrados 15.301 atendimentos.

Em 2025 foram 20.554 atendimentos no HUOP via Pronto-Socorro. Em 2026, de janeiro a maio, foram 9.080. 

NASCIMENTOS – Outro destaque é a Maternidade, que passou por uma grande ampliação, sendo estruturada em um espaço de 5 mil metros quadrados. O investimento foi de R$ 20 milhões e o equipamento inaugurado em 2024 é berço para o nascimento de, em média, 350 a 400 bebês por mês..

Para muitas famílias, a estrutura vai além do parto, representa segurança. É o caso da família da Hermine Bardotte, de 39 anos, moradora do Bairro Morumbi, em Cascavel. As gêmeas Vitória Maria e Vitória Isabel, nasceram no dia 18 de março de 2026, de 28 semanas, e precisaram da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. “Minhas bebês estão se recuperando, e vão ficar bem”, disse. “Somos muito bem atendidas na maternidade, as meninas ainda estão recebendo o tratamento, uma delas saiu da UTI e está na UCI. Espero em breve poder levá-las para casa, mas enquanto estão no hospital sei que estão recebendo tudo que precisam”.

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A expectativa de Hermine agora é de que as meninas se fortaleçam e possam ir para casa.

“Não vejo a hora de nossa família estar reunida em casa, sou casada e tenho outros três filhos. Queremos todos juntos, brincando”.

ELETIVAS – Ao sair do período crítico da pandemia em 2024, a região Oeste contava com um represamento histórico de mais de 3,2 mil pacientes aguardando por cirurgias eletivas. Como resposta, além do programa estadual Opera Paraná, a Sesa aportou R$ 32 milhões especificamente no HUOP para mais de 5 mil procedimentos em um ano.

A ação não foi apenas temporária. Para consolidar o ritmo de atendimento ao término do contrato, o hospital ampliou suas salas cirúrgicas de seis para 11, destinando quatro delas exclusivamente para a ortopedia, a maior demanda local. E o  reflexo na ponta foi imediato, uma vez que em 2019 a média mensal era de 400 procedimentos, e, atualmente a média/mês é de 1 mil cirurgias.

Fonte: Governo PR

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