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Em Terra Roxa, homem denunciado pelo MPPR por maus-tratos a três cães é condenado a 11 anos, 4 meses e 9 dias de prisão e pagamento de multa de R$ 8 mil

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A Vara Criminal de Terra Roxa, no Oeste do estado, condenou um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por maus-tratos a animais à pena de 11 anos, 4 meses e 9 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 720 dias-multa. A sentença também determina a proibição de o condenado manter a guarda, a posse ou a custódia de animais. Além disso, ele deverá pagar R$ 8 mil a título de indenização por danos morais coletivos, valor que será destinado à Associação de Proteção aos Animais de Terra Roxa.

A denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça da comarca, atribuiu ao condenado a prática de três crimes de maus-tratos contra animais domésticos. Dois deles referem-se às agressões que provocaram graves lesões em dois cães filhotes. O terceiro diz respeito aos maus-tratos que resultaram na morte de outro cão, circunstância que acarreta aumento de pena previsto na legislação.

Intenso sofrimento – Segundo apurado, em fevereiro deste ano, em uma residência na zona rural do município, o condenado agrediu dois cães filhotes com pauladas e disparos de espingarda de pressão, causando-lhes intenso sofrimento. Um deles sofreu fratura no fêmur, enquanto o outro teve um grave ferimento em um dos olhos. Ambos foram resgatados por agentes do Centro de Controle de Animais e encaminhados para atendimento médico-veterinário.

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Em outro episódio, ocorrido na noite de 21 de fevereiro no mesmo local, o condenado voltou a praticar maus-tratos contra um terceiro cão. Conforme a denúncia, ele golpeou o animal com pauladas e efetuou um disparo de espingarda de pressão contra sua cabeça enquanto o cão agonizava, provocando ferimentos fatais que resultaram em sua morte.

Processo 0000276-83.2026.8.16.0168

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Bombeiros do Paraná mantêm busca por sobreviventes na força-tarefa na Venezuela

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Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando de forma ininterrupta na Venezuela, onde restam apenas dois dias da chamada janela de resgate considerada mais favorável para localização de sobreviventes sob estruturas colapsadas. Na região de La Guaira, uma das mais atingidas pelo terremoto que devastou o país na última quarta-feira (24), as equipes permanecem mobilizadas em uma operação iniciada após a detecção de indícios da presença de uma vítima com vida em um edifício de oito pavimentos colapsado.

A missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em conjunto com equipes internacionais nas operações de busca e resgate. Desde a tarde desta quarta-feira (1º), bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais trabalham ao lado de equipes do Equador e da Inglaterra na tentativa de acessar o ponto onde foram identificados sinais compatíveis com a presença de um sobrevivente. Os trabalhos avançaram durante toda a noite e seguiram ao longo desta quinta-feira (02).

“Na data de ontem, as nossas equipes detectaram vida no subsolo desse edifício que foi totalmente destruído. Já foram removidos alguns corpos aqui, mas foi detectada vida tanto pela nossa equipe quanto pelas equipes do Equador e da Inglaterra. Esse trabalho começou na tarde de ontem, durou toda a noite, hoje o dia inteiro e deve continuar amanhã”, relatou em vídeo enviado ao comando do CBMPR, em Curitiba, o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert.

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CORRIDA CONTRA O TEMPO – As operações entram agora na fase mais crítica das buscas. De acordo com protocolos internacionais adotados em missões de resposta a terremotos, os primeiros dez dias após o colapso de edificações concentram as maiores chances de localização de sobreviventes. Isso ocorre porque algumas vítimas podem permanecer vivas em chamados espaços vitais — vazios formados entre elementos estruturais da construção —, onde ainda conseguem respirar e aguardar o resgate. Com o passar dos dias, porém, as possibilidades diminuem em razão da desidratação, da falta de alimento e do agravamento das condições no interior dos escombros.

Segundo o tenente-coronel Gabriel, embora a maior parte das vítimas de mais fácil acesso já tenha sido retirada pelas equipes locais, ainda há registros de pessoas sendo encontradas com vida, o que mantém mobilizadas as forças de resgate internacionais

“A maior parte das vítimas superficiais já foi retirada. Nesse momento é muito difícil encontrar pessoas com vida, mas elas ainda estão sendo encontradas. Ontem foram localizadas mais duas vítimas com vida e nós seguimos nessa corrida. Até completar dez dias do terremoto vamos trabalhar com esforço máximo para tentar localizar pessoas que ainda estejam sob os escombros e retirá-las com vida”, afirma.

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MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização da força-tarefa brasileira teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Os militares embarcaram em dois grupos, partindo de Curitiba e Guarapuava, seguindo para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira

Na sexta-feira (26), a equipe embarcou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. Após a chegada ao país, os bombeiros instalaram a base operacional e iniciaram as buscas em campo na manhã de sábado (27). Desde então, permanecem atuando continuamente nas operações de busca e resgate em estruturas colapsadas ao lado de equipes brasileiras e de diversos outros países mobilizados para a resposta ao desastre.

Fonte: Governo PR

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