Paraná
Sanepar vai destinar R$ 3,2 milhões para obras de proteção ambiental em Quatro Barras
A Sanepar e a Prefeitura de Quatro Barras formalizaram nesta quarta-feira (1.º) um plano de investimentos conjunto de R$ 3,6 milhões para obras de drenagem pluvial e proteção ambiental. O pacote, que integra o programa Água Segura, tem como foco a ampliação das galerias no Jardim Menino Deus para proteger o manancial da Barragem do Iraí.
A obra contempla a instalação de galerias de grande porte, incluindo aduelas de concreto e tubulações que variam de 600 milímetros a 1.500 mm de diâmetro. O prazo do convênio entre o município e a Companhia é de 24 meses.
A intervenção é considerada vital pela localização estratégica do bairro Jardim Menino Deus, situado na Bacia do Rio Timbu, um dos principais afluentes do Reservatório do Iraí, peça fundamental do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) e essencial para o controle de cheias na Região Metropolitana.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que essa obra representa uma união de esforços para ampliar a dignidade da população que vive no Jardim Menino Deus. “Essa drenagem vai resolver boa parte dos problemas de extravasamento de água em dias de chuvas fortes e esse é o papel da Sanepar, levar saúde e bem-estar para a população”, disse.
De acordo com o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Fernando Guedes, a obra vai permitir a proteção da Barragem do Iraí ao evitar que sedimentos e outros poluentes entrem em contato com o manancial. ”Com esse investimento, estamos preservamos a qualidade da água de parte importante do sistema de abastecimento de Curitiba”, afirma.
As obras, ainda segundo o diretor, também evitam que a água da chuva infiltre na rede de esgoto e cause sobrecargas na Estação Elevatória Menino Deus.
Para o prefeito Loreno Bernardo Tolardo, a obra mudará drasticamente a realidade da população que vive no bairro. “Com esse recurso vamos descartar, definitivamente, o famigerado ‘valetão’”, afirmou.
Uma das moradoras mais antigas do Jardim Menino Deus, Maria Sirlei Zanchettin, lembra emocionada dos desafios enfrentados na região. Ela diz esperar mudanças significativas com essa parceria. “Esse projeto vai melhorar a vida das pessoas do bairro. Eu mesma já sofri muito com enchentes e valetas a céu aberto”, diz.
INVESTIMENTO E EXECUÇÃO – O montante total de R$ 3,647 milhões será viabilizado por meio de um Termo de Cooperação Técnica e Financeira (TCTF), firmando entre a Sanepar e a Prefeitura de Quatro Barras. A parceria tem validade de 24 meses. Segundo o acordo, a Companhia destinará R$ 3,242 milhões provenientes de recursos para Proteção e Conservação de Mananciais, enquanto o município investirá R$ 360 mil. A prefeitura também deve fornecer o projeto executivo, avaliado em R$ 45 mil.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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