Paraná
Agenda de setembro do MIS-PR tem história das trilhas sonoras e aula de arquitetura
O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) preparou uma programação especial para o mês de setembro, com atividades gratuitas voltadas ao público de diferentes idades e interesses. As ações, organizadas pelo setor educativo da instituição, incluem rodas de conversa, visita noturna temática e mais uma edição do projeto Cárcere, com uma aula sobre arquitetura prisional.
A aula será ministrada pelo arquiteto e urbanista Eduardo Sanches Salsamendi e oferecerá oportunidades de aprendizado, reflexão e vivências culturais únicas. Para participar, é necessário realizar inscrição prévia nos formulários específicos de cada atividade.
Confira a programação:
11 de setembro (quinta-feira)
Roda de conversa | História da música: trilhas sonoras
Nesta roda de conversa será debatida a história da música com ênfase nas trilhas sonoras. A professora Eliane Severo irá conduzir a atividade, em que serão abordados os temas: conceito de música, conceito de trilha sonora, a importância desse gênero, cronologia das trilhas e exemplos de filmes premiados em função do aspecto sonoro. A intenção é refletir sobre a experiência auditiva de uma produção audiovisual, e como ela contribui para criar atmosfera, emoção e proporcionar momentos únicos ao espectador.
Horário: às 14h
Vagas: 20
Público: a partir de 12 anos
Inscrições AQUI
13 de setembro (sábado)
Visita guiada | “Desse Lado do Muro” (Projeto Cárcere)
A visita explora a antiga central de custódia da Rua Barão do Rio Branco, no centro de Curitiba, recentemente anexada ao MIS-PR. No local, encontra-se o prédio de um antigo presídio, que abriga o Projeto Cárcere e a exposição “Desse Lado do Muro”, propondo trazer à tona a temática carcerária. Ambientada entre celas e grades originais, a exposição leva o público a refletir, por meio das fotografias de Erick Dau, Francisco Proner e Thiago Dezan, sobre a realidade do sistema prisional latino-americano.
Horário: às 11h
Vagas: 30
Público: a partir de 16 anos
Faça as inscrições AQUI
19 de setembro (sexta-feira)
Roda de conversa | No fundo do baú
A fim de proporcionar um momento criativo e desenvolver o sentimento de pertencimento, esta roda de conversa aborda memórias do fundo do baú, que serão compartilhadas por meio de objetos pessoais dos participantes, discos, fotografias, trechos de filmes e outros somados às memórias afetivas dos participantes. O evento será composto de 2 momentos: a visita guiada, aproximadamente 30 minutos, pela exposição “Sinestesia dos Objetos”.
Essa mostra apresenta uma coleção de itens tridimensionais do acervo do museu, incluindo vitrolas, câmeras, rádios, televisores e outros objetos significativos, considerando o processo criativo e a evolução tecnológica das produções fotográficas, da TV, do Rádio e do Cinema. Depois os participantes se reunirão no miniauditório para compartilharem suas lembranças: receitas de família, um objeto especial, livro, fotografias, ou qualquer objeto que o faça ficar feliz.
Horário: às 14h
Vagas: 20
Público: Intergeracional
Inscrições AQUI
25 de setembro (quinta-feira)
Visita noturna | Clássicos do rock
O Museu de Imagem e do Som preparou no mês de setembro uma visita mediada noturna permeada pelo gênero musical que surgiu nos anos 1950, o Rock. Sua marca registrada é a guitarra elétrica, com um ritmo cheio de energia e vibração que encantou o público. Também é considerado um estilo de vida e uma forma de atitude e comportamento. A atividade possibilitará conhecer um pouco mais sobre a história do Rock ao longo das décadas, suas principais características, estilos e curiosidades, bem como as principais bandas no Brasil e no mundo.
Horário: às 19h
Vagas: 30
Público: Livre
Inscrições AQUI
26 de setembro (sexta-feira)
Arquitetura Prisional: entre segurança e reintegração social (Projeto Cárcere)
O arquiteto e urbanista Eduardo Sanches Salsamendi ministrará um aulão/palestra sobre as disputas que atravessam a arquitetura prisional no Brasil. A apresentação irá discutir a arquitetura prisional como campo em disputa entre os conceitos de segurança e reintegração social.
Considerando suas interfaces com o universo do cárcere, a investigação reflete sobre o papel das prisões no Brasil – marcadas pela superlotação, insalubridade e violações de direitos humanos. A proposta é debater sobre como o projeto arquitetônico pode se relacionar e interagir com os dois discursos mais consolidados dentro do campo prisional.
Horário: às 19h
Vagas: 30
Público: a partir de 16 anos
Para se inscrever, é preciso enviar email para [email protected].
Para mais informações sobre as programações, entre em contato com a equipe do MIS-PR pelo e-mail [email protected].
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Curitiba, Ministério Público do Paraná obtém condenação de técnico de enfermagem denunciado por estupros ao pagamento de danos morais coletivos
A partir de recurso apresentado ao Tribunal de Justiça do Paraná, o Ministério Público do Paraná obteve a condenação de um técnico de enfermagem ao pagamento de dano moral coletivo no valor de 300 salários mínimos. Ele havia sido denunciado pelo Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves) do MPPR por abusar sexualmente de pacientes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba e condenado a 44 anos e 3 meses de prisão em regime fechado e a 2 anos, 7 meses e 4 dias de detenção em regime semiaberto. Entretanto, a decisão de primeira instância negou a condenação por danos morais coletivos, o que motivou o recurso do Ministério Público.
Áudio da Promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira
A 4ª Câmara Criminal do TJPR acolheu por unanimidade o pedido do órgão ministerial para condenar o ex-técnico em enfermagem ao pagamento a título de danos morais coletivos, revertendo assim o entendimento da sentença de primeiro grau, que havia afastado a indenização sob a justificativa de que os prejuízos de ordem coletiva não podiam ser mensurados na fase de instrução.
Insegurança – Nas razões recursais formuladas pelo Naves, o MPPR argumentou que o impacto das condutas criminosas do réu superava largamente a esfera individual das vítimas identificadas, alcançando de maneira consistente a credibilidade do próprio sistema de saúde pública. A conduta de um profissional da saúde que pratica violência sexual em face de pacientes sedados e sob seus cuidados em unidades públicas e hospitais viola diretamente o direito constitucional à saúde, alegou o MPPR, e tal prática gerou descrédito no aparato estatal e quebrou a legítima expectativa de segurança que a população deposita no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ministério Público destacou que os crimes, amplamente divulgados em veículos jornalísticos de alcance nacional, propagaram um sentimento de insegurança entre as pessoas de Curitiba que necessitam de atendimento médico emergencial ou hospitalar.
O valor indenizatório de 300 salários mínimos requerido pelo MPPR foi considerado proporcional e pedagógico pelo TJPR, por atuar de maneira combinada para proporcionar uma reparação indireta à sociedade, sancionar o ofensor e inibir futuras infrações de mesma natureza. O montante deverá ser destinado ao fundo público de reconstituição de bens lesados, previsto na Lei da Ação Civil Pública (art. 13 da Lei 7.347/1985).
Com essa atuação, o Ministério Público do Paraná consolida um precedente histórico no estado sobre a viabilidade e a necessidade de se fixarem condenações por danos morais coletivos diretamente na esfera do processo penal, garantindo que violações massivas aos sentimentos e valores da comunidade recebam a devida punição institucional.
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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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