Paraná
Sanepar tem 5 grandes cidades com as menores taxas de internação por doenças hídricas do país
Cinco entre as 21 grandes cidades brasileiras com as menores taxas de internação por doenças hídricas evitáveis são paranaenses e atendidas pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).
O dado é apontado em um recente estudo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), publicado no início de junho, que mostra que Curitiba, Campo Mourão, Londrina, Maringá e Pinhais estão no seleto grupo de municípios com média de menos de 32 internações registradas a cada 100 mil pessoas causadas por doenças como diarreia, hepatite A, cólera e febre tifoide.
O levantamento comprova a importância da busca pela universalização do abastecimento com água tratada e a coleta e tratamento do esgoto com qualidade, objetivo que a Sanepar vem alcançando com êxito, com investimentos e estratégias que são referências nacionais e internacionais.
As cinco grandes cidades paranaenses que estão no grupo das menores taxas de internação por doenças hídricas evitáveis são universalizadas: contam com 100% de oferta de água tratada e mais de 90% de coleta de esgoto (desse percentual, 100% recebem tratamento) nas áreas urbanas.
PROPÓSITO CENTRAL – Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, a pesquisa da Abes reforça, em números, o propósito central da Sanepar: levar saúde à população.
“No Paraná, fazemos muito mais do que saneamento. Ao distribuir água de qualidade e ao coletar e tratar corretamente o esgoto, fazemos uma política pública de saúde permanente, séria e que beneficia diretamente a rotina da população”, destaca Bley.
Além do prejuízo evitável, as internações por essas doenças afastam as pessoas de suas rotinas, com faltas no trabalho e nos estudos, e interrupção de atividades sociais e de lazer, com impacto indireto no desenvolvimento socioeconômico das cidades.
UNIVERSALIZAÇÃO COMO META – A Sanepar atua em 344 municípios do Paraná e em um em Santa Catarina, com o compromisso de chegar à universalização do saneamento em todos até 2029, quatro anos antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento.
Para cumprir essa meta, a Sanepar aprovou o seu maior pacote de investimentos da história no saneamento, com R$ 13 bilhões distribuídos até 2030. Desse montante, R$ 2,6 bilhões estão sendo desembolsados este ano em obras de ampliação da rede e tratamento de água e esgoto em todo o Paraná.
OUTROS DESTAQUES – Entre as cidades com até 100 mil habitantes (médio e pequeno porte, para o estudo), os impactos dos investimentos em saneamento para a saúde são ainda mais urgentes.
O índice entre aquelas com melhor saneamento é de 84 internações a cada 100 mil habitantes. Neste grupo, o estudo enquadrou outras cidades atendidas pela Sanepar: Matinhos e Porecatu. Já aquelas que engatinham no abastecimento de água e tratamento de esgoto no saneamento amargam um índice de 198,85 internações a cada 100 mil habitantes.
“Esses dados evidenciam que o investimento em saneamento não é apenas uma obrigação legal ou regulatória, mas uma das intervenções de saúde pública com maior retorno social para a população”, concluem os pesquisadores no estudo da Abes.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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