Brasil
Ministério dos Transportes inicia nova etapa das obras do Arco Metropolitano de Maceió
As obras do Arco Metropolitano de Maceió entraram em uma nova etapa neste domingo (28): a implementação de vigas para a construção de um viaduto, no entroncamento da antiga AL-101, atual BR-349/AL. Incluído no Novo PAC, o Arco Metropolitano integra um conjunto de cerca de R$ 4 bilhões em investimentos do Governo do Brasil na infraestrutura de transportes de Alagoas. Somente nessa obra, são R$ 266,7 milhões que, além do viaduto, prevê a duplicação de 16,2 quilômetros da BR-424/AL, entre outras intervenções, o que beneficiará mais de 13 mil motoristas que passam pela Região Metropolitana de Maceió, diariamente.
“O objetivo é tirar o trânsito pesado de dentro de Maceió e resolver gargalos como esse entroncamento. Vamos conseguir ter um fluxo permanente, sem interrupções, e melhorar muito o tráfego para quem segue em direção à Barra de São Miguel e para o pólo industrial”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro.
O viaduto receberá 18 vigas longarinas, nove em cada sentido da rodovia, com o auxílio de dois guindastes. A estrutura terá 60 metros de comprimento, 24 metros de largura e 6,4 metros de altura. Os trabalhos serão executados ao longo de quatro dias.
As intervenções nas obras de duplicação dos 16,2 quilômetros da BR-424/AL, entre os quilômetros 92 e 108,2, contemplam serviços de terraplenagem e pavimentação. Também estão previstas a implantação de vias marginais, a restauração da pista existente e a construção de outros dois viadutos, um no entroncamento com a BR-316/AL e outro no Polo Industrial. As obras incluem ainda a restauração e o alargamento da ponte sobre o Rio Remédio, além da construção de uma nova ponte no mesmo local.
Com a conclusão da duplicação, os condutores contarão com mais fluidez no trânsito e segurança viária em uma rota estratégica para o transporte de cargas do estado.
Tráfego de veículos
Durante a implantação das primeiras nove vigas, o tráfego funcionará em duas etapas. No sentido Maceió–Praia do Francês, os veículos utilizarão um desvio pela rotatória próxima ao antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), enquanto o fluxo no sentido contrário seguirá normalmente.
“O principal ponto aqui é a segurança do usuário. Por isso que a gente faz esses desvios. A gente sabe que tem um leve transtorno para a população, mas para um bem maior, que é a obra do Arco Metropolitano”, explicou o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Alagoas, André Paes.
Na segunda etapa, durante a implementação das nove vigas restantes, no sentido Praia do Francês–Maceió, o trânsito será direcionado para um desvio operacional implantado no canteiro central, permitindo a circulação em ambos os sentidos. Durante toda a operação, o trecho contará com sinalização reforçada e apoio da PRF e do Batalhão de Polícia de Trânsito de Alagoas (BPTran). Não haverá execução de serviços no período noturno.
Desenvolvimento em Alagoas
Desde 2023, o Ministério dos Transportes ampliou os investimentos em infraestrutura no estado com a entrega e o avanço de obras estratégicas. Entre elas estão a duplicação da BR-101/AL, a revitalização da BR-316/AL, a reconstrução do posto fiscal de Porto Real do Colégio, que abrigará o primeiro Ponto de Parada e Descanso (PPD) construído pelo DNIT, além das obras do próprio Arco Metropolitano de Maceió.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Saúde amplia acesso a cuidados especializados com inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas
O Ministério da Saúde incluiu mais uma estratégia para aprimorar o acesso a cuidados especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) com a inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas. A medida, formalizada pela Portaria SAES/MS nº 4.306, visa fortalecer a atenção a pessoas vivendo com HIV e/ou aids que demandam avaliação diagnóstica e acompanhamento integrado.
As Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), que compõem o programa Agora Tem Especialistas, já contemplam seis especialidades – cardiologia, ginecologia, oftalmologia, oncologia, ortopedia e otorrinolaringologia, expandindo agora seu escopo para incluir a infectologia. As OCI são um conjunto de procedimentos que abrangem consultas, exames e tecnologias de cuidado, desenhados para proporcionar uma atenção oportuna e de qualidade, concluindo etapas importantes na linha de cuidado ou na condução de agravos específicos de rápida resolução, seja de diagnóstico ou de tratamento, otimizando o fluxo na Rede de Atenção à Saúde.
Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, destaca que a inclusão da infectologia no Programa Agora Tem Especialistas representa um importante avanço para ampliar o acesso à atenção especializada no SUS.
“Por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estamos fortalecendo a capacidade do SUS de oferecer atendimento mais rápido, integrado e resolutivo às pessoas que vivem com HIV/aids e necessitam de acompanhamento especializado. A implementação da OCI de Infectologia permitirá ampliar o acesso a consultas, exames diagnósticos e tratamentos, garantindo maior agilidade no cuidado e melhores resultados em saúde. Essa iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a ampliação do acesso à atenção especializada, a redução do tempo de espera e o fortalecimento de um SUS cada vez mais humano, eficiente e resolutivo”, afirma Sales.
Por sua vez, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), Mariângela Simão, afirmou a importância da iniciativa para que o Brasil continue a ser um país livre da transmissão vertical do HIV. “A vigilância em saúde é fundamental para o controle de doenças infecciosas. Ao integrar a infectologia no programa, fortalecemos a capacidade do SUS de identificar precocemente e manejar adequadamente as condições que afetam a população. Esta ação reforça nossa estratégia de prevenção e cuidado, contribuindo para a redução da morbidade e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, complementou a secretária.
A inclusão da infectologia permitirá a realização de procedimentos diagnósticos e de avaliação especializada para a investigação clínica e definição diagnóstica de pessoas vivendo com HIV e/ou aids em situação de imunossupressão. Os critérios de elegibilidade para esses procedimentos incluem o diagnóstico de infecção pelo HIV, a presença de sinais e sintomas compatíveis com síndromes clínicas específicas e o encaminhamento realizado pela Atenção Primária à Saúde ou Serviços de Atenção Especializada, de acordo com protocolos de regulação local.
A Portaria SAES/MS nº 4.306 detalha a inclusão destas OCI na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS, assegurando a correta identificação e registro dos atendimentos para monitoramento e avaliação da produção assistencial.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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