Paraná
Primeiro voo intercontinental da Europa ao Paraná chega ao Afonso Pena no início de julho
O Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, recebe no próximo dia 2 de julho o voo da TAP Air Portugal vindo de Lisboa, o primeiro intercontinental direto que liga o Paraná à Europa. A capacidade da aeronave é para 269 passageiros e os primeiros a usarem a rota sem escalas desembarcam às 22 horas no aeroporto na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
A conexão Paraná-Europa será entre os aeroportos Afonso Pena e o Aeroporto Humberto Delgado, na capital portuguesa. A rota intercontinental foi anunciada em novembro de 2025 pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. O primeiro diálogo para essa rota aconteceu em 2023, em uma agenda realizada junto com a Secretaria do Turismo em Portugal.
“O voo vai gerar inúmeras facilidades e oportunidades ao Paraná. Nós já somos um dos principais destinos de turistas estrangeiros do Brasil e agora vamos ampliar o mercado para os europeus, além de facilitar viagens de paranaenses para Portugal e outros destinos. Também queremos prospectar mais investimentos para manter o bom momento econômico do Estado”, afirma o governador Ratinho Junior.
Os voos são operados com aeronaves Airbus A330-200. O trajeto de Curitiba a Lisboa tem uma parada técnica no Rio de Janeiro e as partidas acontecem nas terças e quintas-feiras e aos sábados.
“A inauguração da rota entre Lisboa e Curitiba representa mais um passo na estratégia da TAP de ampliar a conectividade entre o Brasil e a Europa. Curitiba passa a integrar uma rede que conecta os passageiros brasileiros a dezenas de destinos internacionais por meio do nosso hub em Lisboa. Além de facilitar viagens de turismo e negócios, esta nova operação reforça os laços históricos, culturais e econômicos entre Portugal e o Paraná, um estado de grande relevância para o desenvolvimento das relações entre os dois países.”, afirma Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas.
Para o diretor presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, a conexão direta tem, entre suas vantagens, a redução de, no mínimo, três horas de duração nas viagens que antes eram feitas com escalas. “É uma rota que facilita o intercâmbio de turistas e coloca o Paraná em destaque no país. O acesso aéreo facilitado é uma das primeiras escolhas de turistas por destinos e o Paraná está entrando para a história ao permitir essa entrada de moeda estrangeira”, disse.
O voo inaugural da rota traz, entre os passageiros, jornalistas de Portugal para conhecerem de perto e divulgarem os atrativos paranaenses. No roteiro, estão City Tour em Curitiba para parques da cidade, Torre Panorâmica, Museu Oscar Niemeyer, Feira do Largo da Ordem, entre outros atrativos .
Eles também vão vivenciar o passeio de trem eleito um dos melhores do mundo, que liga Curitiba ao Litoral pela Serra do Mar, em meio à Mata Atlântica, experimentando o prático típico caiçara do barreado. No domingo (5), o grupo de jornalistas portugueses segue para Foz do Iguaçu para vivenciar o que a cidade oferta de melhor para o turismo, como as Cataratas do Iguaçu – uma das Sete Maravilhas do Mundo.
Segundo o gerente do Aeroporto Internacional Afonso Pena, Eden Pisani Junior, a chegada do primeiro voo comercial vindo da Europa representa um marco para o aeroporto e para toda a conectividade do Paraná. “Realizamos uma preparação operacional e estrutural para garantir uma experiência adequada aos passageiros, incluindo os fluxos necessários para o atendimento de operações internacionais”, disse.
“Receber o esse voo intercontinental reforça a capacidade da nossa infraestrutura e abre um novo capítulo para ampliar conexões, fortalecer o turismo, os negócios e aproximar ainda mais o estado de mercados internacionais”, completou.
PROMOÇÃO – A rota aérea é fundamental para facilitar a vinda de portugueses ao Paraná, mas o Viaje Paraná também atua com outras formas de promoção do Estado como destino. Ao longo desde ano, foram realizadas diversas ações de promoção do voo em agendas na Espanha e outros países da Europa, especialmente aos agentes de viagens, que atuam nas vendas de pacotes turísticos junto aos seus clientes.
“Uma conexão direta é um fator importante para o agente de viagem atender clientes que solicitam pacotes turísticos, seja em viagens de lazer com as famílias ou até mesmo para viagens de negócios, quando procuram um local para promover algum evento, por exemplo. Nada mais assertivo do que mostrar a eles que, além das ofertas de turismo que possuímos, agora também conseguimos receber esse voo sem escalas”, destaca Cortes.
Fonte: Governo PR
Paraná
Revista internacional publica estudo desenvolvido na UEL sobre efeitos da musculação na saúde de idosas
Resultado da tese de Doutorado em Ciências da Saúde de Ricardo José Rodrigues e Paolo Cunha, um ensaio clínico desenvolvido ao longo de dois anos com mulheres idosas foi publicado na última edição da Medicine & Science in Sports & Exercise (MSSE). O periódico, um dos mais influentes da área de Medicina do Esporte, divulga artigos sobre temas atuais em medicina esportiva e ciência do exercício.
O estudo analisou os efeitos do treinamento de força, como musculação e exercícios resistidos, na saúde cardiovascular de idosas ao longo de dois anos. O trabalho fez parte do Active Aging Longitudinal Study, Programa de Envelhecimento Ativo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) coordenado pelo professor Edilson Serpeloni, que também orientou os pesquisadores.
O artigo “Treinamento de resistência a longo prazo melhora a estrutura e a função cardíacas em mulheres idosas: um ensaio clínico randomizado controlado de dois anos” investigou os efeitos de um programa supervisionado de treinamento resistido (TR) progressivo, com 74 participantes fisicamente independentes. Divididas, elas foram aleatoriamente designadas a um grupo de treinamento (GT) ou a um grupo controle (GC).
O programa de TR foi efetuado ao longo do biênio, em três sessões semanais e em dias não consecutivos, e incluiu oito exercícios para o corpo todo, realizados em três séries de 8 a 12 repetições.
Avaliações ecocardiográficas foram realizadas antes e após o período de dois anos por um ecocardiografista experiente, que desconhecia a condição das idosas e a alocação dos grupos. Com os resultados em mãos, os pesquisadores concluíram que o treinamento de força pode melhorar os parâmetros morfológicos e funcionais cardíacos em mulheres idosas.
PROGRESSO ALCANÇADO – Rodrigues, professor adjunto do Centro de Ciências da Saúde (CCS), destacou a melhora observada na função de relaxamento do coração, visto que a disfunção leva à insuficiência cardíaca com função preservada. “O órgão fica mais rígido, relaxa com mais dificuldade, mas continua contraindo normalmente. A condição é frequente em mulheres idosas e está relacionada ao envelhecimento, obesidade e hipertensão arterial”.
“Ela tem um arsenal terapêutico bem limitado, portanto, a prevenção é uma ferramenta extremamente importante. Além disso, a intervenção que usamos, programa estruturado para os exercícios de resistência, é de amplo acesso pela população, ou seja, o protocolo é escalável e replicável”, disse ele.
Além dos benefícios cardíacos, os pesquisadores constataram avanço expressivo nos testes de força muscular e funcionais, contribuindo para a melhora da autonomia e realização de tarefas do cotidiano pelas idosas. Ao mesmo tempo, as mulheres que não participaram de exercícios estruturados apresentaram uma deterioração progressiva em muitos dos mesmos parâmetros.
AMPLIAR A PERSPECTIVA – Com o estudo pioneiro, Rodrigues e Cunha ampliaram a noção do que leva à saúde cardiovascular, partindo do princípio que o treinamento de resistência não serve somente para aumentar a massa muscular e reduzir o risco de quedas. Para proteger o coração em processo de envelhecimento, o exercício aeróbico deve ser aliado, e não o único protagonista.
O professor mencionou um dos maiores desafios não resolvidos na medicina cardiovascular contemporânea, a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp), condição que afeta desproporcionalmente mulheres idosas. Ao contrário de muitas doenças cardiovasculares, ela tem se mostrado resistente ao tratamento farmacológico, sendo que a prevenção é a estratégia mais eficaz.
“Eu tinha certeza de que a ideia era totalmente nova e seria disruptiva se os resultados fossem positivos, pois a ICFEp é uma epidemia mundial com pouquíssimos recursos terapêuticos. Então, melhorar a função diastólica com uma intervenção relativamente simples e escalável seria, de fato, algo muito bom”, completou Rodrigues. Segundo ele, é uma honra ser reconhecido por uma das revistas mais influentes na área da Medicina do Esporte do mundo.
ARTIGO – As edições mensais da revista MSSE são divulgadas pela American College of Sports Medicine (ACMS), organização de medicina esportiva com quase 50 mil membros ao redor do mundo. Confira a publicação do artigo de Rodrigues e Cunha AQUI.
Fonte: Governo PR
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