Paraná
Duplicação da PR-445 entre Londrina e Mauá da Serra soma R$ 839 milhões em investimentos
O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), segue avançando com o planejamento e a execução das grandes obras de infraestrutura rodoviária na região Norte. Na PR-445, um dos principais corredores logísticos e de escoamento da produção paranaense, as intervenções de duplicação somam um investimento global de R$ 839,3 milhões em uma extensão total de 67,73 quilômetros, ligando o município de Londrina até o entroncamento com a BR-376, em Mauá da Serra.
A modernização começou pelo Lote 1 que compreende o trecho de 15,76 quilômetros entre Londrina (km 67,73) e o distrito de Irerê (km 51,97). A execução desta etapa inicial demandou um aporte de R$ 120,3 milhões por meio do Contrato 094/2018, tendo sido finalizada e entregue ao tráfego em dezembro de 2020.
Recentemente, o Estado concluiu os trabalhos no Lote 3, que estende a pista dupla por mais 27,08 quilômetros a partir de Lerroville até a chegada a Mauá da Serra, no km 0,0. Viabilizado pelo Contrato 073/2022, o segmento recebeu investimentos de R$ 249 milhões e foi concluído dentro do cronograma, em setembro de 2025.
De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística e diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti, essa é mais uma obra de grande repercussão para a economia paranaense, mais um gargalo em fase de extinção. Ele reforça que as frentes de trabalho agora buscam consolidar a interligação em pista dupla de ponta a ponta na região. “O DER/PR atua rigorosamente na fiscalização para garantir durabilidade, agilidade e, acima de tudo, salvar vidas em um corredor que historicamente sofria com a pista simples”, destaca Furiatti.
ETAPA ATUAL – Com as duas pontas da rodovia devidamente modernizadas, as frentes de trabalho e o monitoramento técnico concentram-se no Lote 2, o trecho intermediário que liga os distritos de Irerê (km 51,97) a Lerroville (km 27,08), em uma extensão de 24,89 quilômetros. Este segmento é respaldado por um acordo de liquidação contratual com a Caminhos do Paraná S/A (Cadop), com investimentos da ordem de R$ 470 milhões e previsão de conclusão para abril de 2028.
A modelagem contratual e financeira adotada nesta etapa intermediária faz parte do planejamento do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), para destravar gargalos logísticos com responsabilidade fiscal. A conexão eficiente do Norte com o restante do Estado e com o Porto de Paranaguá fomenta a atração de novas empresas para a região. “Essa obra não apenas otimiza o tempo de viagem e reduz o custo do frete para o agronegócio e a indústria, mas impulsiona o desenvolvimento regional planejado para as próximas décadas”, pontua Furiatti.
A duplicação integral da PR-445 transforma as condições de trafegabilidade na região, eliminando os antigos pontos críticos de colisões frontais na pista simples e garantindo maior fluidez para os motoristas rumo ao Sul do País e ao Porto de Paranaguá.
Fonte: Governo PR
Paraná
Revista internacional publica estudo desenvolvido na UEL sobre efeitos da musculação na saúde de idosas
Resultado da tese de Doutorado em Ciências da Saúde de Ricardo José Rodrigues e Paolo Cunha, um ensaio clínico desenvolvido ao longo de dois anos com mulheres idosas foi publicado na última edição da Medicine & Science in Sports & Exercise (MSSE). O periódico, um dos mais influentes da área de Medicina do Esporte, divulga artigos sobre temas atuais em medicina esportiva e ciência do exercício.
O estudo analisou os efeitos do treinamento de força, como musculação e exercícios resistidos, na saúde cardiovascular de idosas ao longo de dois anos. O trabalho fez parte do Active Aging Longitudinal Study, Programa de Envelhecimento Ativo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) coordenado pelo professor Edilson Serpeloni, que também orientou os pesquisadores.
O artigo “Treinamento de resistência a longo prazo melhora a estrutura e a função cardíacas em mulheres idosas: um ensaio clínico randomizado controlado de dois anos” investigou os efeitos de um programa supervisionado de treinamento resistido (TR) progressivo, com 74 participantes fisicamente independentes. Divididas, elas foram aleatoriamente designadas a um grupo de treinamento (GT) ou a um grupo controle (GC).
O programa de TR foi efetuado ao longo do biênio, em três sessões semanais e em dias não consecutivos, e incluiu oito exercícios para o corpo todo, realizados em três séries de 8 a 12 repetições.
Avaliações ecocardiográficas foram realizadas antes e após o período de dois anos por um ecocardiografista experiente, que desconhecia a condição das idosas e a alocação dos grupos. Com os resultados em mãos, os pesquisadores concluíram que o treinamento de força pode melhorar os parâmetros morfológicos e funcionais cardíacos em mulheres idosas.
PROGRESSO ALCANÇADO – Rodrigues, professor adjunto do Centro de Ciências da Saúde (CCS), destacou a melhora observada na função de relaxamento do coração, visto que a disfunção leva à insuficiência cardíaca com função preservada. “O órgão fica mais rígido, relaxa com mais dificuldade, mas continua contraindo normalmente. A condição é frequente em mulheres idosas e está relacionada ao envelhecimento, obesidade e hipertensão arterial”.
“Ela tem um arsenal terapêutico bem limitado, portanto, a prevenção é uma ferramenta extremamente importante. Além disso, a intervenção que usamos, programa estruturado para os exercícios de resistência, é de amplo acesso pela população, ou seja, o protocolo é escalável e replicável”, disse ele.
Além dos benefícios cardíacos, os pesquisadores constataram avanço expressivo nos testes de força muscular e funcionais, contribuindo para a melhora da autonomia e realização de tarefas do cotidiano pelas idosas. Ao mesmo tempo, as mulheres que não participaram de exercícios estruturados apresentaram uma deterioração progressiva em muitos dos mesmos parâmetros.
AMPLIAR A PERSPECTIVA – Com o estudo pioneiro, Rodrigues e Cunha ampliaram a noção do que leva à saúde cardiovascular, partindo do princípio que o treinamento de resistência não serve somente para aumentar a massa muscular e reduzir o risco de quedas. Para proteger o coração em processo de envelhecimento, o exercício aeróbico deve ser aliado, e não o único protagonista.
O professor mencionou um dos maiores desafios não resolvidos na medicina cardiovascular contemporânea, a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp), condição que afeta desproporcionalmente mulheres idosas. Ao contrário de muitas doenças cardiovasculares, ela tem se mostrado resistente ao tratamento farmacológico, sendo que a prevenção é a estratégia mais eficaz.
“Eu tinha certeza de que a ideia era totalmente nova e seria disruptiva se os resultados fossem positivos, pois a ICFEp é uma epidemia mundial com pouquíssimos recursos terapêuticos. Então, melhorar a função diastólica com uma intervenção relativamente simples e escalável seria, de fato, algo muito bom”, completou Rodrigues. Segundo ele, é uma honra ser reconhecido por uma das revistas mais influentes na área da Medicina do Esporte do mundo.
ARTIGO – As edições mensais da revista MSSE são divulgadas pela American College of Sports Medicine (ACMS), organização de medicina esportiva com quase 50 mil membros ao redor do mundo. Confira a publicação do artigo de Rodrigues e Cunha AQUI.
Fonte: Governo PR
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