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Copom avalia trajetória da Selic alinhada ao Focus e reduz discrepâncias para evitar volatilidade nos mercados

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Copom reforça cautela e prioriza convergência gradual da inflação à meta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil avaliou, em sua mais recente reunião realizada nos dias 16 e 17 de junho, que trajetórias da taxa Selic menos discrepantes em relação às projeções do boletim Focus, do Questionário Pré-Copom (QPC) e da precificação de mercado são, neste momento, mais adequadas para o cenário macroeconômico brasileiro.

A avaliação consta na ata divulgada nesta terça-feira pelo Banco Central e reforça a estratégia de evitar movimentos que possam gerar volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e nos agregados econômicos, o que poderia comprometer a própria convergência da inflação à meta.

Cenários alternativos e impacto na inflação

Segundo o documento, as simulações debatidas pelo Copom indicam que combinações distintas de pausa e retomada do ciclo de juros poderiam resultar em menor oscilação da atividade econômica, ao mesmo tempo em que permitem a convergência da inflação ao centro da meta apenas no primeiro trimestre de 2028.

O Comitê destacou ainda que decisões de política monetária devem considerar choques de oferta e incertezas relevantes no cenário global, evitando respostas automáticas a variações pontuais de preços.

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Entre os fatores de risco citados estão os efeitos do conflito no Oriente Médio e possíveis impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que ainda não se materializaram integralmente nas projeções.

Incerteza elevada e riscos inflacionários persistentes

A ata reforça que o ambiente atual segue marcado por incertezas historicamente elevadas e riscos assimétricos voltados para cima na inflação.

Nesse contexto, o Copom reiterou que o ritmo do ciclo de calibração da Selic poderá ser ajustado conforme a evolução dos dados econômicos, com o objetivo de garantir a convergência da inflação à meta no horizonte relevante.

O colegiado também avaliou que a manutenção prolongada da taxa básica de juros em nível contracionista já apresenta efeitos concretos sobre a desaceleração da atividade econômica.

Inflação acima da meta e cenário deteriorado

O Comitê apontou deterioração do cenário desde a reunião anterior, com piora nas leituras recentes da inflação cheia, dos núcleos inflacionários e das expectativas para 2026, 2027 e 2028.

Segundo a ata, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais recente permanece acima do limite superior da meta, reforçando a necessidade de política monetária ainda restritiva.

Projeções de inflação e trajetória da Selic

No cenário de referência, que considera a trajetória da Selic embutida na mediana das expectativas do boletim Focus, o Copom projeta inflação de 3,7% no quarto trimestre de 2027 — horizonte relevante atual da política monetária.

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O número representa piora em relação à reunião anterior, quando a projeção era de 3,5%, indicando maior distância em relação à meta estabelecida.

Debate sobre trajetórias alternativas de juros

O Copom também analisou cenários alternativos de política monetária não contemplados nas expectativas do Focus, QPC ou na precificação de mercado.

Esses cenários envolveriam ajustes mais abruptos na Selic, seguidos por períodos prolongados de inflação abaixo da meta, o que foi considerado menos adequado diante do atual nível de incerteza.

Diretriz do Copom: prudência e flexibilidade

Ao final da ata, o Comitê reafirma o compromisso com a convergência da inflação à meta e destaca que o tamanho e a velocidade do ciclo de juros serão definidos de forma dependente dos dados.

A orientação central segue sendo a de prudência, com foco em reduzir volatilidade e assegurar estabilidade macroeconômica em meio a um cenário externo e doméstico ainda desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manga: oferta limitada eleva preços da variedade Tommy ao maior patamar de 2026, aponta Cepea

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Os preços da manga das variedades Tommy Atkins e Palmer seguem em trajetória de alta nas principais regiões produtoras do Semiárido brasileiro. O movimento é impulsionado pela oferta controlada da fruta no mercado interno, que tem sustentado as cotações em patamares mais elevados, segundo análises do Hortifrúti/Cepea.

Tommy atinge maior cotação do ano em 2026

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a variedade Tommy registrou, na última semana, as maiores cotações de 2026, refletindo um cenário de menor disponibilidade e maior valorização no campo.

O comportamento de alta reforça um período considerado favorável aos produtores, especialmente em função do equilíbrio entre oferta restrita e demanda relativamente estável no mercado doméstico.

Oferta deve seguir limitada até julho

As projeções indicam que o volume de manga Tommy deve permanecer restrito no mercado interno ao menos até julho. A expectativa é de retomada gradual da oferta a partir do segundo semestre, quando a produção tende a ganhar ritmo novamente nas regiões produtoras.

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Esse cenário de menor disponibilidade contribui para a sustentação dos preços no curto prazo, mantendo o mercado em ambiente de valorização.

Alta de preços pode começar a impactar demanda

Apesar do contexto positivo para os produtores, o Cepea destaca que as sucessivas altas de preços podem começar a limitar o ritmo de vendas, especialmente para as variedades Tommy e Palmer.

Com a demanda tradicionalmente mais moderada neste período, a tendência é de possível desaceleração nas próximas semanas, à medida que os preços mais elevados reduzam o apetite de compra no atacado e no varejo.

O equilíbrio entre oferta restrita e resistência da demanda será determinante para a formação dos preços da fruta no curto prazo no mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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