Agro
Consumo de hortifrútis no Brasil deve crescer 7% ao ano até 2029, impulsionado por saúde e conveniência
O consumo de frutas, legumes e verduras (FLV) no Brasil deve crescer cerca de 7% ao ano até 2029, segundo projeções do setor de Hortifrútis do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O avanço é sustentado por mudanças no comportamento do consumidor, maior busca por alimentos saudáveis e expansão da oferta no varejo.
De acordo com o estudo, o segmento de hortifrútis frescos deve crescer 2,8% ao ano, enquanto os produtos processados devem registrar expansão ainda maior, de 4,2% ao ano no mesmo período.
Consumo ainda está abaixo das recomendações de saúde
Apesar do crescimento, o consumo de FLV no Brasil ainda está distante do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta a ingestão mínima de 400 gramas diárias de frutas e hortaliças.
Dados do Ministério da Saúde indicam que apenas 31,4% dos brasileiros consumiam cinco ou mais porções de hortifrútis ao menos cinco vezes por semana em 2024. O índice revela baixa adesão ao consumo ideal, embora demonstre presença desses alimentos na dieta da população.
A diferença entre os gêneros também é relevante: entre as mulheres, 35,5% mantêm esse padrão de consumo, enquanto entre os homens o índice cai para 26,5%.
Crescimento recente reforça tendência de expansão do setor
O setor de hortifrútis já apresentou crescimento de 4,3% em 2025 em relação ao ano anterior, com destaque para aumento no consumo de frutas (4%), legumes (6%) e verduras (3%).
Segundo o Cepea, a expansão reflete maior disponibilidade de produtos, evolução da cadeia produtiva e mudanças nos hábitos alimentares da população brasileira.
Supermercados ampliam participação dos FLVs no faturamento
De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o segmento de FLV pode representar até 40% do faturamento de algumas redes varejistas.
Estudos da entidade apontam que consumidores estão cada vez mais atentos a fatores como preço, qualidade e saudabilidade, o que reforça a importância estratégica da categoria dentro do varejo alimentar.
Mudança de comportamento do consumidor impulsiona novas tendências
O mercado de hortifrútis passa por uma transformação estrutural, influenciada por rotinas mais aceleradas, orçamento mais restrito e maior busca por conveniência.
Segundo especialistas do setor, o consumidor tem priorizado produtos que ofereçam praticidade, valor nutricional e melhor relação custo-benefício.
Entre os principais alimentos consumidos pelos brasileiros estão banana, laranja, maçã, tomate, batata, cebola, alface e cenoura. Uva e morango se destacaram entre as frutas com maior crescimento recente, enquanto brócolis e couve-flor impulsionaram o consumo de verduras.
Tendências do setor apontam para conveniência e valor agregado
As projeções indicam que o mercado de FLV será cada vez mais orientado por quatro grandes tendências: conveniência, com produtos minimamente processados e prontos para consumo; funcionalidade, combinando sabor e equilíbrio financeiro; diferenciação, com foco em qualidade e sustentabilidade; e maturidade do consumo in natura, com maior valorização de produtos frescos e acessíveis.
Nesse cenário, o setor deve se consolidar como um dos principais vetores de crescimento da agricultura brasileira até o final da década.
Produtor rural precisa investir em tecnologia e eficiência
Para acompanhar a evolução do mercado, especialistas apontam que produtores de FLV precisarão investir em eficiência produtiva, padronização, rastreabilidade e agregação de valor.
A proteção de cultivos também ganha importância estratégica para garantir regularidade de oferta, qualidade visual e maior vida útil dos produtos ao longo da cadeia.
Segundo o head da Ascenza, Hugo Centurion, o desafio do setor será alinhar excelência agronômica e exigências do consumidor moderno, cada vez mais criterioso.
O especialista destaca ainda que o uso de tecnologias de manejo e sanidade vegetal será determinante para ampliar competitividade, reduzir perdas e atender às novas demandas do mercado, que valoriza não apenas volume, mas também qualidade, confiança e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Etanol sobe pelo segundo período consecutivo no mercado paulista, aponta Cepea
Os preços dos etanóis anidro e hidratado registraram nova alta no mercado paulista, completando a segunda semana consecutiva de valorização, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento reflete um cenário de maior firmeza por parte dos vendedores e fatores climáticos que impactaram o ritmo de moagem em unidades produtoras.
Chuvas afetam moagem e sustentam preços no spot paulista
De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas registradas até a metade da semana anterior dificultaram as operações de moagem em parte das usinas, reduzindo momentaneamente a oferta disponível no mercado spot.
Esse cenário contribuiu para que fornecedores adotassem uma postura mais firme nas negociações, sustentando os preços dos combustíveis derivados da cana-de-açúcar no estado de São Paulo.
Demanda cresce no Centro-Oeste, mas mercado segue cauteloso
No lado da demanda, o etanol hidratado apresentou aumento nos volumes negociados nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, indicando maior dinamismo no consumo regional.
Em São Paulo, principal mercado do país, o volume negociado permaneceu estável nas últimas duas semanas. Ainda assim, o Cepea destaca que distribuidoras seguem atuando com cautela, diante de um cenário de produção robusta de etanol e estoques superiores aos observados no mesmo período da safra anterior.
Etanol anidro tem mercado aquecido com expectativa de mudança na mistura
No caso do etanol anidro, o volume negociado no mercado spot permanece em patamar elevado há duas semanas consecutivas. Segundo o Cepea, o movimento é influenciado pela expectativa de decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina.
A proposta, conhecida como E32, que eleva o percentual de etanol na gasolina, está prevista para votação nesta quarta-feira (24) e tem estimulado a movimentação dos negócios no segmento.
Mercado segue atento a fatores climáticos e decisões regulatórias
Com a combinação entre interferências climáticas na produção, demanda regional ativa e expectativa regulatória, o mercado de etanol mantém tendência de sustentação nos preços no curto prazo, enquanto agentes acompanham os próximos desdobramentos da política de combustíveis no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Paraná6 dias agoMPPR empossa dois Procuradores de Justiça nesta sexta-feira (19)
-
Agro7 dias agoBrasil amplia promoção do agronegócio durante a África Food Show 2026
-
Política Nacional7 dias agoCâmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente
-
Educação7 dias agoPublicação debate intersetorialidade na educação integral
-
Paraná4 dias agoCerimônia marca a posse de Simone Maria Tavarnaro Pereira e Roberto Ouriques como Procuradores de Justiça
-
Esportes7 dias agoHaaland brilha em estreia e Noruega goleia Iraque na Copa do Mundo
-
Esportes5 dias agoColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
Agro6 dias agoPreço da maçã segue em queda no Brasil com estoques elevados e mercado saturado
