Agro
VLI reduz emissões em mais de 12% e supera metas sociais em relatório de sustentabilidade 2025
A VLI divulgou nesta segunda-feira (15) a 6ª edição de seu Relatório de Sustentabilidade, referente ao ano de 2025. O documento marca os 15 anos de atuação da companhia e destaca avanços relevantes em sua agenda ESG (ambiental, social e governança), com resultados expressivos em redução de emissões, desenvolvimento social e fortalecimento da economia regional.
A empresa atua no setor de soluções logísticas integradas, com operações em ferrovias, portos e terminais em diferentes regiões do Brasil.
Emissões de gases de efeito estufa caem mais de 12%
Um dos principais destaques do relatório é a redução de mais de 12% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) por tonelada transportada, considerando o uso de diesel em locomotivas, na comparação com o ano-base de 2020.
O resultado contribui diretamente para a meta da companhia de reduzir 15% das emissões por tonelada transportada até 2030, reforçando a estratégia de eficiência energética e modernização das operações ferroviárias.
Segundo a empresa, a ferrovia segue como um modal estratégico para a descarbonização da logística no Brasil, ao permitir maior volume transportado com menor intensidade de emissões.
Compras locais fortalecem economias regionais
A VLI também registrou desempenho consistente em sua política de suprimentos locais, alcançando 61,39% de compras realizadas com fornecedores dos mesmos estados onde os serviços ou materiais são utilizados.
Este é o terceiro ano consecutivo em que a companhia supera sua meta interna, reforçando o compromisso com o desenvolvimento das economias regionais e o fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Mais de 100 mil pessoas impactadas por iniciativas sociais
No campo social, o relatório aponta que mais de 104.640 pessoas foram beneficiadas por projetos da companhia em 38 municípios.
O desempenho representa avanço significativo em relação às metas de longo prazo da empresa, que prevê alcançar 150 mil pessoas em pelo menos 35 municípios até 2030.
As iniciativas incluem ações voltadas para desenvolvimento comunitário, educação e geração de oportunidades nas regiões onde a companhia opera.
Avanço em diversidade e liderança feminina
A VLI também destacou progressos na agenda de diversidade e inclusão. A participação de mulheres em cargos de alta liderança chegou a 27%, com meta de atingir 30% já em 2026.
No quadro geral, a companhia conta com cerca de 1.700 mulheres, o equivalente a 20% do total de colaboradores, crescimento de um ponto percentual em relação ao ano anterior.
A evolução é apoiada por programas internos de mentoria e desenvolvimento de lideranças.
Capacitação profissional supera 150 mil participações
Outro destaque do relatório é o investimento em capacitação. Por meio da Universidade Corporativa, a empresa registrou mais de 15 mil participações em treinamentos voltados a aprendizes, estagiários e trainees.
Além disso, foram contabilizadas mais de 5,5 mil participações de lideranças e cerca de 130 mil participações em treinamentos operacionais.
O índice médio de satisfação dos participantes chegou a 96%, refletindo a adesão aos programas de formação contínua.
Sustentabilidade integrada à estratégia logística
Para a diretora-executiva de Gente, Serviços e Sustentabilidade da VLI, Rute Melo Araújo, os resultados refletem a integração entre as dimensões ESG da companhia.
Segundo ela, a sustentabilidade está diretamente ligada à geração de valor compartilhado, ao desenvolvimento das comunidades e à eficiência das operações.
Com os avanços apresentados, a empresa reforça sua posição no setor logístico como uma das companhias focadas em descarbonização, inclusão social e fortalecimento de cadeias produtivas regionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Açúcar fecha em alta no mercado brasileiro após feriado nos EUA; clima na Índia segue no radar do setor
O mercado do açúcar encerrou a sexta-feira (19) com movimentação limitada no cenário internacional devido à paralisação das negociações na Bolsa de Nova York, que permaneceu fechada em razão do feriado de Juneteenth, celebrado nos Estados Unidos. No Brasil, porém, o açúcar cristal registrou recuperação nos preços, interrompendo uma sequência de quedas observada nas últimas sessões.
A ausência das negociações na principal referência global para a commodity reduziu o volume de negócios internacionais, mas investidores e agentes do setor continuaram atentos aos fundamentos que influenciam a oferta e a demanda mundial de açúcar.
Mercado internacional segue atento à oferta global
Antes da interrupção das negociações, os contratos futuros do açúcar bruto haviam encerrado a sessão anterior em queda, pressionados principalmente pela valorização do dólar frente a outras moedas. O fortalecimento da moeda norte-americana tende a reduzir a competitividade das commodities negociadas internacionalmente, impactando o comportamento dos preços.
Mesmo sem a referência de Nova York, o mercado manteve o foco sobre fatores estruturais, como o desempenho produtivo dos principais exportadores mundiais e as condições climáticas nas regiões produtoras.
Entre os pontos de atenção está a evolução da safra na Índia, segundo maior produtor global de açúcar. O país enfrenta irregularidades no regime de monções, situação que gera preocupação quanto ao potencial produtivo da próxima temporada e pode influenciar a disponibilidade global da commodity.
Açúcar cristal volta a subir no mercado interno
No mercado doméstico, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco comercializado no estado de São Paulo registrou valorização de 0,78% na sexta-feira.
A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 91,46, revertendo parte das perdas acumuladas recentemente. Apesar da recuperação pontual, os preços ainda apresentam recuo de 1,66% no acumulado de junho.
Segundo analistas, o mercado físico continua operando com cautela diante da maior disponibilidade de produto e da postura mais conservadora de compradores e vendedores.
Petróleo influencia estratégia das usinas
Outro fator que permanece no radar do setor sucroenergético é o comportamento do mercado de petróleo. A recente queda das cotações internacionais da commodity reduz a competitividade do etanol frente à gasolina, o que pode estimular as usinas brasileiras a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar.
Esse movimento tende a elevar a oferta do adoçante no mercado global, aumentando a pressão sobre os preços internacionais nos próximos meses.
Perspectivas para o mercado do açúcar
Para as próximas semanas, o mercado deve continuar monitorando a evolução das condições climáticas na Índia, o ritmo da moagem da cana no Centro-Sul do Brasil e os desdobramentos do mercado energético global.
A combinação entre maior produção brasileira e incertezas sobre a safra indiana deverá seguir determinando o comportamento das cotações, em um cenário marcado por elevada volatilidade e atenção redobrada dos agentes do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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