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Educação

MEC inaugura estruturas no Campus Goiânia Oeste do IFG

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta quinta-feira, 18 de junho, o restaurante estudantil e o bloco acadêmico do Campus Goiânia Oeste do Instituto Federal de Goiás (IFG). A instituição recebeu investimento total de R$ 16,9 milhões para as obras, sendo R$ 16,4 milhões em recursos provenientes da ação de consolidação das unidades existentes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). No total, o IFG recebeu R$ 91,9 milhões em ações de expansão e consolidação do programa. A cerimônia de inauguração contou com a presença do secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, e da reitora do IFG, Oneida Cristina Gomes, além de autoridades locais, professores, técnicos e estudantes. 

Bregagnoli comentou sobre as novas estruturas e anunciou mais investimentos na unidade: “são dois empreendimentos muito importantes para garantir o funcionamento do campus, um na parte de infraestrutura, relacionado à área de saúde, e outro direcionado à permanência estudantil. Estamos passando por um processo de expansão e consolidação da modalidade de ensino, com novas obras estruturais e uma política nacional específica para a EPT. Aqui no IFG, vamos investir R$ 4 milhões em equipamentos e mobiliários para o bloco acadêmico de saúde que inauguramos hoje”. 

A reitora explicou que o campus vai passar a atender outras 300 mil pessoas na região Oeste de Goiânia, proporcionando educação e saúde para a população. “Com o novo bloco acadêmico e o restaurante estudantil, poderemos quadriplicar nossa capacidade de atendimento e assegurar melhores condições de permanência para nossos estudantes”. 

18/06/2026 - Inauguração do Bloco Acadêmico e do Restaurante Estudantil do Campus Goiânia Oeste do IFG. Fotos: Luis Fortes/MEC

A estudante do curso técnico integrado de nutrição do IFG, Maria Clara da Silva, confirmou a fala da reitora, ressaltando a importância dessa nova infraestrutura para a comunidade acadêmica. “O novo bloco e, especialmente, o restaurante representam uma conquista muito importante para todos os estudantes e para aqueles que acreditam em uma educação pública de qualidade. Eles garantem que todos que vivem a rotina da escola tenham uma estrutura adequada e condições dignas para seguir estudando”, defendeu. 

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Com investimento total de cerca de R$ 2,5 milhões, sendo R$ 2,1 milhões proveniente do Novo PAC, o restaurante estudantil foi construído em uma área de 973 metros quadrados. A estrutura do espaço conta com salão para refeições, salas de preparo de carnes, de vegetais, de massas, sobremesas e cereais, cozinha, câmaras de resfriamento e frigorífica, lavagem de utensílios, sala da nutricionista, depósito, vestiários e sanitários. 

Já a obra de implantação do bloco acadêmico ocorreu em uma área total de 8.838,84 metros quadrados, com investimento de R$ 14,3 milhões do Novo PAC. O espaço será equipado com 34 laboratórios, salas de orientação e de apoio, auditório, biblioteca, 16 salas de aula, área de convivência, salas de vacina, de simulação realística e de atendimento à comunidade e Centro Cirúrgico. O campus já oferta curso de licenciatura em pedagogia, cursos técnicos integrados em análises clínicas, em nutrição e dietética e em vigilância em saúde; e curso integrado em enfermagem na modalidade de educação de jovens e adultos (EJA). 

IFG – O Instituto Federal de Goiás surgiu em 2008, após a Lei Federal n° 11.892, que transformou Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. A instituição oferece desde educação técnica integrada ao ensino médio à pós-graduação e conta, atualmente, com 15 campi, sendo eles: Águas Lindas; Anápolis; Aparecida de Goiás; Cidade de Goiás; Formosa; Goiânia; Goiânia Oeste; Inhumas; Itumbiara; Jataí; Luziânia; Senador Canedo; Uruaçu; Valparaíso; e Quirinópolis, este último integrante do plano de expansão dos 100+ institutos federais pelo Brasil. Além disso, o IFG conta com um polo de inovação e oferta 54,4 mil vagas anualmente, além de 63,1 mil alunos matriculados tanto na qualificação profissional como nos 274 cursos de formação. 

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Consolidação e Expansão – Os recursos para consolidação dos institutos federais, somam R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFG, são R$ 41,9 milhões de investimentos na ação de consolidação. Entre 2023 e junho de 2026, foram repassados R$ 46,4,2 milhões, com aditivos. Ainda estão previstos mais R$ 1 milhão.   

Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país, também com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,7 bilhões. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. No IFG, estão sendo construídos novos campi em Cavalcante e Quirinópolis. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC lança novo curso de licenciatura intercultural indígena

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Em um território marcado pela preservação de saberes ancestrais e pela defesa do direito à educação própria, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), lançou o curso de Licenciatura Intercultural Indígena, na terça-feira, 16 de junho, durante visita à Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina, no Mato Grosso. Após horas de viagem por trechos de asfalto, estradas de terra e travessia de balsa sobre o Rio Xingu, uma comitiva do MEC, composta pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), chegou à aldeia para realizar a entrega aguardada há anos pelas lideranças da região, uma conquista construída a partir das demandas dos povos indígenas que levou a oferta da formação superior para dentro do território. 

O curso, que receberá investimento de R$ 1,5 milhão do MEC, integra o Programa de Apoio à Formação Superior e às Licenciaturas Interculturais (Prolind) e representa uma mudança importante na forma de acesso à formação docente. Historicamente, muitos indígenas precisavam deixar suas aldeias para cursar a educação superior em cidades distantes. Em diversos casos, a mudança significava também o afastamento da família, da comunidade e das referências culturais. Para povos que vivem, em grande parte, daquilo que produzem em seus territórios, manter-se longe de casa durante anos de estudo nem sempre era uma possibilidade. 

Agora, a lógica se inverte, já que o curso será ofertado a partir da própria aldeia, respeitando os processos próprios de aprendizagem, as línguas indígenas e os conhecimentos tradicionais dos povos Mẽbêngôkre (Kayapó), Trumai e Tapayuna. Com 60 vagas e carga horária de 3.216 horas, a licenciatura será estruturada nos eixos de pedagogia, linguagens e humanidades, ciências da natureza e matemática. A proposta busca preparar educadores para atuar nas escolas indígenas a partir de uma formação que dialogue com os conhecimentos científicos e os processos próprios de ensino e aprendizagem desenvolvidos pelas comunidades. 

A entrega atendeu a uma demanda histórica das lideranças do Território Etnoeducacional (TEE) Mẽbêngôkre, especialmente do cacique Raoni Metuktire, que há anos defende a oferta da educação superior dentro do território indígena. A cerimônia reuniu lideranças tradicionais, educadores, representantes de instituições de ensino e gestores públicos de diferentes regiões do território. 

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A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, destacou o significado da iniciativa para as futuras gerações indígenas. “Estar aqui hoje e ver este curso se tornar realidade é testemunhar a força de uma luta construída por muitas lideranças, educadores e comunidades ao longo dos anos. Mais do que abrir vagas em uma licenciatura, estamos criando oportunidades para que jovens indígenas possam se formar, ensinar e contribuir com o futuro de seus povos sem abrir mão de suas identidades, de suas línguas e de seus territórios. É assim que construímos uma educação que respeita a diversidade e fortalece o Brasil”. 

Para a secretária de Direitos Humanos da UFMT, Onice Dalloglio, a construção coletiva do curso foi um dos principais diferenciais da iniciativa. “Essa parceria é muito importante para a UFMT. É uma proposta para atender uma demanda do povo, ela foi feita de forma coletiva, atendendo os anseios do povo. É muito diferente das outras formações que eles têm que sair do seu território para estudar”. 

A iniciativa simbolizou o reconhecimento de uma reivindicação construída ao longo de gerações. Em um território onde a educação é entendida como ferramenta de fortalecimento cultural e de preservação dos saberes ancestrais, a chegada da licenciatura intercultural representa um passo importante para que os próprios povos indígenas formem os educadores responsáveis por ensinar às futuras gerações. 

O presidente da Associação Indígena Tapayuna, Wetaktxi Tapayuna, ressaltou que a formação responde a uma reivindicação antiga das comunidades e fortalece o futuro da educação indígena. “Precisamos muito dessa formação intercultural específica. A formação é importante para que eles possam ensinar dentro das suas comunidades, é uma expectativa grande dos anciões que vêm lutando para que isso aconteça”.  

O sentimento de conquista também esteve presente entre os demais povos que serão atendidos pela iniciativa. Em fala traduzida da língua nativa dos Kayapós por sua filha, Kokopryti Metuktire, a indígena Nhakangroti Metuktire celebrou a chegada da licenciatura. “Estou muito feliz com o que está acontecendo. Isso é muito importante para o nosso povo”. 

Desafios – A criação do curso ocorre em um contexto de crescimento da população indígena no Brasil e de desafios para a formação de professores. Segundo o Censo Demográfico de 2022, o país possui 1.654.876 indígenas, quase o dobro dos 896.917 registrados em 2010. Ao mesmo tempo, houve redução proporcional da população residente em terras indígenas, que passou de 57,6% para 36,7% no período, evidenciando as transformações vividas pelos povos indígenas nas últimas décadas. 

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Os dados educacionais também demonstram a importância de ampliar as oportunidades de formação superior. Entre os 16.414 profissionais que atuam em escolas indígenas no país, apenas 38,5% possuem educação superior completa. A maioria, 57,1%, tem formação em nível médio. Outros 3% possuem apenas ensino fundamental, enquanto 16,3% participaram de formação continuada específica. 

No TEE Mẽbêngôkre, composto pelos municípios mato-grossenses de Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo e São José do Xingu, existem atualmente 16 escolas indígenas, sendo cinco estaduais e 11 municipais, que atendem 1.017 estudantes da educação básica. São 94 professores em atividade, dos quais apenas 32 possuem educação superior. Entre 2024 e 2025, a formação inicial de docentes no território registrou crescimento de 10%, mas a ampliação da qualificação profissional segue como uma demanda apontada pelas próprias comunidades. 

PNEEI-TEE – A oferta da licenciatura dialoga diretamente com a Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), instituída pela Portaria MEC nº 539/2025. A política busca fortalecer uma educação escolar indígena multilíngue, específica, diferenciada e intercultural, respeitando as organizações sociais, culturais e territoriais dos povos indígenas. 

O TEE Mẽbêngôkre é um dos 52 previstos pela política nacional. A estrutura de governança local conta com coordenadores, articuladores de formação e agentes territoriais que atuam para ampliar o acesso e a qualidade da educação escolar indígena na região. 

Além da formação inicial proporcionada pela nova licenciatura, a Secadi investirá R$ 600 mil, em parceria com a UFMT e a Universidade de Brasília (UnB), para a formação continuada de 280 professores indígenas em 2026. Entre eles, estarão 83 educadores dos povos Mẽbêngôkre, Panará, Terena, Tapayuna e Trumai da Terra Indígena Capoto/Jarina. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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