Agro
Manejo alimentar na suinocultura é decisivo para desempenho na fase de crescimento e terminação
A fase de crescimento e terminação dos suínos é considerada uma das etapas mais estratégicas e de maior impacto econômico na suinocultura, concentrando o maior consumo de ração e influenciando diretamente a rentabilidade do sistema produtivo.
Nesse período, indicadores como consumo médio diário de ração, ganho de peso diário (GPD), conversão alimentar e mortalidade são fundamentais para avaliar o desempenho dos animais e orientar decisões de manejo.
De acordo com a zootecnista da Auster Nutrição Animal, Joice Silva, esses parâmetros são essenciais para mensurar resultados e promover maior eficiência na produção.
Nutrição adequada impacta diretamente o desempenho dos animais
O manejo nutricional tem papel central no desempenho dos suínos durante a fase de crescimento e terminação. Segundo a especialista, o balanceamento correto das dietas, considerando idade, peso e genética, é determinante para o aproveitamento do potencial produtivo dos animais.
Dietas formuladas de forma adequada favorecem maior deposição de tecido muscular e melhor eficiência alimentar, refletindo diretamente nos índices zootécnicos da produção.
Joice também destaca que a qualidade das matérias-primas e o correto processamento da ração são fatores essenciais. Falhas nesse processo ou restrições no acesso ao alimento podem comprometer significativamente os resultados do lote.
Regulagem de comedouros influencia consumo e eficiência alimentar
Outro ponto crítico no desempenho dos suínos é a gestão dos equipamentos de alimentação, especialmente os comedouros.
Segundo a zootecnista, equipamentos mal regulados podem prejudicar o desempenho dos animais de diferentes formas: quando muito fechados, reduzem o acesso à ração e aumentam a competição entre os suínos; quando muito abertos, favorecem o desperdício e pioram a conversão alimentar.
Além disso, a qualidade estrutural dos comedouros e o número adequado de bocas por baia são fatores determinantes para garantir acesso uniforme ao alimento.
A recomendação é que o produtor realize monitoramento frequente desses equipamentos como parte da rotina da granja, garantindo ajustes conforme a fase produtiva e a densidade animal.
Acesso à água é determinante para ganho de peso
O consumo adequado de água também exerce influência direta sobre o desempenho dos suínos. Animais com acesso limitado ou consumo insuficiente tendem a reduzir a ingestão de ração, comprometendo o ganho de peso diário e a conversão alimentar.
Além da disponibilidade, a qualidade da água é considerada essencial. Ela deve ser limpa, fresca e ofertada em condições adequadas de temperatura.
A especialista recomenda o uso de bebedouros com vazão entre 1,5 e 2 litros por minuto, ajustados conforme a fase de produção e o número de animais por ponto de fornecimento.
Manejo alimentar eficiente garante melhor expressão do potencial genético
Segundo Joice Silva, o manejo alimentar adequado é determinante para que os suínos expressem seu máximo potencial genético, garantindo maior consistência nos resultados produtivos e redução de perdas zootécnicas ao longo do ciclo.
A combinação entre nutrição balanceada, equipamentos bem regulados e acesso adequado à água é apontada como base para uma produção mais eficiente, sustentável e rentável na suinocultura moderna.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Faesp critica veto a projeto dos safristas e alerta para agravamento da falta de mão de obra no campo
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com o veto integral ao Projeto de Lei nº 715/2023, medida que permitiria aos trabalhadores safristas manter benefícios sociais durante períodos de contratação temporária no setor agropecuário. Para a entidade, a decisão representa um retrocesso para o mercado de trabalho rural e tende a agravar a já crescente escassez de mão de obra enfrentada pelo campo brasileiro.
De acordo com a Faesp, o projeto aprovado pelo Congresso Nacional buscava criar um mecanismo capaz de conciliar a inclusão produtiva com a proteção social, garantindo que trabalhadores pudessem aceitar empregos temporários na agropecuária sem o risco de perder benefícios essenciais para a renda familiar.
Escassez de trabalhadores preocupa o setor produtivo
A entidade destaca que a falta de mão de obra tem sido um dos principais desafios enfrentados por diversas cadeias produtivas do agronegócio, especialmente em períodos de maior demanda por trabalhadores, como plantio, colheita e beneficiamento de produtos agrícolas.
Na avaliação da federação, o veto tende a reduzir o interesse de trabalhadores em aderir às vagas temporárias oferecidas pelo setor, dificultando ainda mais a contratação de equipes para atividades sazonais e comprometendo a eficiência operacional das propriedades rurais.
Segundo a Faesp, a proposta representava uma alternativa equilibrada para ampliar a formalização do trabalho rural e, ao mesmo tempo, preservar a segurança econômica de famílias em situação de vulnerabilidade.
Formalização e inclusão produtiva
A federação reforça que políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho devem estimular a formalização, a geração de renda e a mobilidade social. Para a entidade, permitir que trabalhadores safristas mantenham benefícios sociais durante contratos temporários seria uma forma de incentivar a participação no mercado formal sem penalizar aqueles que dependem de programas de assistência.
Além de contribuir para a inclusão produtiva, a medida poderia ampliar a oferta de mão de obra disponível para o agronegócio, setor que enfrenta dificuldades crescentes para preencher vagas em diversas regiões do país.
Impactos para a produção de alimentos
A Faesp alerta que a falta de trabalhadores pode afetar diretamente a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro. A dificuldade de contratação durante os períodos mais intensos do calendário agrícola pode gerar atrasos operacionais e elevar custos de produção, impactando toda a cadeia de abastecimento.
Para a entidade, o fortalecimento do setor passa pela adoção de políticas que conciliem proteção social, geração de empregos e estímulo à produção de alimentos.
Entidade seguirá defendendo mudanças
Em nota oficial, a Faesp afirmou que continuará atuando em defesa de soluções que garantam segurança social aos trabalhadores rurais e, simultaneamente, ofereçam condições para que o agronegócio mantenha sua capacidade de produzir, gerar empregos e contribuir para o crescimento econômico do país.
A entidade considera que a derrubada do veto ou a construção de novas propostas legislativas poderão recolocar o tema em discussão, buscando alternativas para reduzir o déficit de mão de obra no campo e ampliar as oportunidades de trabalho formal no setor agropecuário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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