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Estado firma acordo e novo Viaduto do Orleans será construído pela Ecorodovias

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O Governo do Estado e o grupo Ecorodovias firmaram um acordo na Justiça Federal que vai resultar no investimento de R$ 45,2 milhões para construção do novo Viaduto do Orleans, em Curitiba, pondo fim há quase três décadas de impasses envolvendo os antigos contratos das concessões rodoviárias do Paraná. O acordo acaba com os litígios administrativos e judiciais das concessionárias Ecovia e Ecocataratas no antigo Anel de Integração, cujos contratos foram encerrados em 2021.

A proposta foi submetida ao Conselho Superior da Procuradoria-Geral do Estado do Paraná (PGE/PR), que desenhou o acordo entre o Estado, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), a Agência Reguladora do Paraná (Agepar), o Ministério Público Federal (MPF) e as concessionárias do grupo Ecorodovias. O acordo foi homologado pelos magistrados do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCON), da Justiça Federal da 4ª Região.

A proposta estruturada pela PGE contempla os valores devidos por desequilíbrio econômico-financeiro, pendências na época do encerramento dos contratos e multas contratuais. O valor somou R$ 613,3 milhões, dos quais R$ 568,1 milhões foram deduzidos no acordo, o que inclui também débitos já quitados anteriormente pelas empresas nos acordos de leniência.

Em vez de receber o saldo remanescente, de R$ 45,2 milhões, o Estado definiu que as concessionárias deverão executar a obra do Complexo Novo Viaduto do Orleans, sobre a rodovia BR-277, em Curitiba. A obra é prioritária para desafogar o trânsito de quem chega à Capital vindo do Interior do Estado.

A alternativa garante um benefício direto e imediato aos usuários, evitando que os recursos sejam destinados a outras ações, sem destinação específica para a malha rodoviária. “Além de finalizar um grande passivo judicial e administrativo, liquidando os antigos contratos, vamos resolver um gargalo histórico do trânsito de quem chega em Curitiba pela BR-277, por onde passam milhares de veículos diariamente”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.

“O Viaduto do Orleans é uma obra de grande porte, que conta ainda com a parceria da Prefeitura de Curitiba para implantação de um binário nas vias municipais, melhorando a vida dos usuários da rodovia e adequando as condições de fluidez e segurança do tráfego”, ressaltou Furiatti.

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A homologação do acordo e a execução da obra encerram os processos judiciais e administrativos relativos aos antigos contratos de concessão, 073/1997 e 076/1997, um entendimento que foi aceito por todos os juízes responsáveis pelas ações impetradas em anos anteriores, além de encerrar todos os pleitos das concessionárias.

OBRA – O grupo Ecovia será responsável pela contratação da empresa ou consórcio que ficará encarregado da elaboração dos estudos e projeto executivo de engenharia, que serão analisados e aprovados pelo DER/PR, e também pela execução da obra em si, que será fiscalizada pelo órgão, garantindo o correto uso dos recursos.

A previsão é utilizar como base um anteprojeto da Prefeitura de Curitiba, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). Um de cooperação será firmado nos próximos dias entre a prefeitura e o DER/PR, definindo as responsabilidades de cada ente na execução da obra.

Está prevista a construção de um segundo viaduto paralelo à estrutura existente, que faz ligação entre a Avenida Toaldo Túlio e a Rua Professor João Falarz, passando por cima da BR-277 e adequando as alças de acesso à rodovia. O novo viaduto dará continuidade à Rua Monsenhor Boleslau Falarz, com implantação de uma nova via municipal paralela à Avenida Toaldo Túlio, formando um binário.

O escopo da obra pode ser alterado durante a etapa de elaboração dos projetos, visando as melhores soluções possíveis para o tráfego no local, respeitando o orçamento disponível.

ACORDO – O acordo possui um escopo amplo, extinguindo dezenas de processos e ações civis públicas e populares contra as concessionárias, como as que envolvem os esquemas de corrupção investigados na Operação Integração, nulidade de aditivos e danos aos cofres públicos.

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O cálculo contempla a correção de distorções históricas nas tarifas de pedágio, como a cisão indevida da tarifa básica ocorrida no aditivo de 2000 e o chamado degrau de pista dupla da Ecocataratas, quando a concessionária aumentou o valor do pedágio com base em obras de duplicação que não foram executadas.

Também foram excluídos pleitos das próprias empresas, como os impactos da pandemia de Covid-19 na arrecadação dos pedágios e danos nas estradas por excesso de peso de veículos.

O acordo judicial foi a alternativa encontrada para evitar que as ações corressem por mais tempo sem conclusão ou sem que o Estado recebesse os valores devidos pelas concessionárias. Além disso, havia riscos reais de anulação de provas da Operação Integração, seguindo decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo blinda o Estado contra a possibilidade de improcedência total das ações por vícios processuais.

LENIÊNCIA – Por meio dos acordos de leniência já concluídos com a EcoCataratas e a Ecovia, foram realizadas as obras de implantação do Novo Trevo Cataratas e das alças do Viaduto Olindo Periolo, em Cascavel, as terceiras faixas na BR-277, entre Cascavel e Guarapuava, a duplicação da PR-407, em Pontal do Paraná, e duas passarelas na BR-277, em Paranaguá e em São José dos Pinhais.

A concessão da EcoCataratas terminou em 26 de novembro de 2021, após 24 anos administrando 458,94 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Centro-Sul, com cinco praças de pedágio.

A concessão da Ecovia terminou no dia seguinte, 27 de novembro de 2021. A concessionária administrava 175,1 quilômetros de rodovia no Litoral paranaense, além da ligação com Curitiba, com uma praça de pedágio.

Fonte: Governo PR

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1º Simpósio de Internacional de Migração do Paraná destaca ações do Estado

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O 1º Simpósio Internacional de Migração do Paraná, iniciativa do Governo do Estado que buscou ampliar o diálogo sobre mobilidade humana, integração e políticas públicas voltadas à população migrante reuniu mais de 500 pessoas. O evento contou com representantes da sociedade civil, gestores públicos municipais e estaduais, comunidade acadêmica, organismos internacionais, setor produtivo, conselhos de direitos, lideranças migrantes e demais interessados na temática.

Realizado pela Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju), por meio da Superintendência-Geral de Governança Migratória (SGGM), o evento ocorreu na quinta e na sexta-feira (12 e 13), em Curitiba.

No simpósio foram apresentados dados sobre os atendimentos à população migrante, destacando a Governança Migratória do Estado do Paraná como um modelo inovador de balcão único para atendimento e acolhimento.

De acordo com o superintendente-geral de Governança Migratória, Gil Souza, antes da criação da SGGM, em abril de 2025, eram realizados, em média, 525 atendimentos mensais pelo Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (CEIM). Com a implantação da Agência do Migrante, em novembro do mesmo ano, esse número saltou para 1.809 atendimentos por mês, em média, atingindo o pico em maio deste ano, com 2.694 registros.

“O Governo do Paraná tem um compromisso muito grande com a política pública migratória e isso é tratado com muita metodologia e governança. O que a gente observou é que a metodologia empregada na agência do migrante tem contribuído, de fato, com o aumento do número de atendimentos e da população que tem buscado esses serviços”, disse Souza.

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“Registramos quase 2,7 mil atendimentos no mês passado, um aumento expressivo que mostra que a população absorveu essa nova metodologia, essa nova governança, e que estamos contribuindo para acolher e atender às necessidades desse público da melhor forma possível”, ressaltou Gil Souza. “Curitiba tem sido um polo desse desenvolvimento, mas a gente quer atingir todo o Estado com essas boas práticas”, acrescentou.

O simpósio foi realizado em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o Sistema Fiep, a Sanepar, a Escola de Gestão do Paraná, Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC), Cerma e o Observatório das Migrações Internacionais (Obmigra), vinculado à Universidade de Brasília.

MODELO DE INOVAÇÃO – Mais do que ampliar atendimentos, o Paraná passou a chamar a atenção internacional ao estruturar um modelo inovador de governança migratória. O estudo intitulado “Políticas Migratórias e Governança Multinível no Estado do Paraná”, de Marco Zupi, presente no relatório internacional Focus Migrazioni 2026, apresenta o Paraná como referência em inovação institucional e integração migratória.

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Entre os principais pontos citados no documento está a criação da Superintendência-Geral de Governança Migratória (SGGM), apontada como um marco na consolidação de uma política pública permanente para a pauta migratória no Estado. Segundo o estudo, “a criação da SGGM marcou a transição da gestão emergencial para uma verdadeira política de Estado”.

Outro grande destaque é a Agência do Migrante, em Curitiba, descrita no relatório como “a primeira instituição pública no Brasil concebida como um balcão único para serviços ao migrante”.

O documento também ressalta que a Agência do Migrante atua na redução da burocracia, facilita o acesso à documentação, promove integração econômica e fortalece políticas públicas baseadas em dados e evidências. Além disso, destaca o papel do Paraná na construção de uma governança migratória multinível, envolvendo municípios, setor produtivo, sociedade civil e organismos internacionais.

A experiência paranaense é apresentada como um modelo capaz de inspirar outras regiões do Brasil e também contextos internacionais, especialmente pela capacidade de transformar acolhimento em desenvolvimento territorial, inclusão e dignidade.

Fonte: Governo PR

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