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Agro

Cooperativas movimentam R$ 184 bilhões e já representam 15,9% do PIB de Minas Gerais

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O cooperativismo mineiro consolidou sua posição como uma das principais forças econômicas do estado em 2025. As 788 cooperativas em atividade movimentaram R$ 184 bilhões ao longo do ano, valor equivalente a 15,9% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, além de gerar mais de 64 mil empregos diretos e recolher R$ 4,2 bilhões em tributos.

Os números foram apresentados durante o lançamento do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, estudo elaborado pelo Sistema Ocemg, entidade responsável pela representação das cooperativas no estado.

O desempenho reforça a expansão acelerada do setor. Entre 2024 e 2025, as cooperativas mineiras registraram crescimento de 16,6%, ritmo quase 12 vezes superior ao avanço real de 1,4% da economia estadual, estimada em R$ 1,1 trilhão pela Fundação João Pinheiro.

Além de superar a média da economia mineira, o cooperativismo apresentou resultado superior aos principais segmentos produtivos do estado, como agropecuária (3,2%), comércio (1,7%) e indústria (0,3%).

Cooperativismo praticamente dobrou de tamanho em cinco anos

O crescimento registrado em 2025 dá continuidade a uma trajetória consistente de expansão observada nos últimos anos.

Entre 2021 e 2025, a movimentação econômica das cooperativas mineiras saltou de R$ 93,5 bilhões para R$ 184 bilhões, acumulando alta de 97% no período.

Segundo o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, o cooperativismo vem ampliando sua relevância econômica e social em todas as regiões do estado.

“O cooperativismo se consolida cada vez mais como uma força econômica capaz de impulsionar o desenvolvimento regional, gerar oportunidades e promover inclusão social. Os resultados financeiros alcançados permitem ampliar investimentos nas pessoas e nas comunidades onde atuamos”, destacou.

Geração de empregos cresce e salários superam média do setor privado

O impacto das cooperativas também se reflete no mercado de trabalho.

Em 2025, o setor empregou 64,1 mil profissionais, crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior. Na prática, foram criados cerca de 2,8 mil novos postos de trabalho ao longo do ano, o equivalente a uma média de 231 vagas por mês.

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Além da expansão do emprego, o cooperativismo se destaca pela remuneração acima da média do mercado. O salário médio pago pelas cooperativas mineiras alcançou R$ 4.059,97, valor 36% superior ao registrado no setor privado, cuja média ficou em R$ 2.979.

Isso significa que os trabalhadores vinculados às cooperativas recebem, em média, R$ 1.080 a mais por mês do que os empregados de outros segmentos da economia.

Mulheres ampliam participação em cargos de liderança

A presença feminina também ganhou espaço dentro do sistema cooperativista.

As mulheres já representam 54,9% da força de trabalho das cooperativas mineiras e avançam gradativamente em posições estratégicas. Atualmente, mais de mil mulheres ocupam cargos de direção, correspondendo a 21,7% das lideranças do setor.

Para o Sistema Ocemg, o avanço demonstra que o cooperativismo vem associando crescimento econômico à inclusão e à valorização profissional.

Agronegócio mantém protagonismo das cooperativas

No campo, as cooperativas seguem exercendo papel fundamental nas principais cadeias produtivas de Minas Gerais.

O destaque continua sendo a cafeicultura. Em 2025, as cooperativas responderam por 63,3% da produção de café do estado, avanço expressivo em relação aos 53% registrados no ano anterior.

O crescimento da participação cooperativista ocorreu mesmo diante da redução da representatividade mineira na produção nacional. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais respondeu por 45,7% da produção brasileira de café em 2025, ante 51,8% em 2024.

Além do café, o cooperativismo mantém presença relevante em outras cadeias estratégicas do agronegócio mineiro, participando de:

  • 29,1% da produção de abacate;
  • 21,2% da produção de algodão;
  • 21% da produção de borracha natural;
  • 18,3% da produção estadual de leite;
  • 5,1% da produção nacional de leite.

Esses números reforçam o papel das cooperativas na organização da produção rural, na agregação de valor e na geração de renda para milhares de produtores.

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Cooperativas financeiras alcançam 3,5 milhões de mineiros

O sistema cooperativista também ampliou sua atuação no setor financeiro.

As 181 cooperativas de crédito que operam em Minas Gerais atendem atualmente cerca de 3,5 milhões de cooperados. Somente em 2025, aproximadamente 500 mil novos correntistas passaram a utilizar os serviços dessas instituições.

A expansão ocorre em um momento em que diversas instituições bancárias tradicionais reduzem sua presença física em municípios do interior.

Atualmente, as cooperativas de crédito são a única instituição financeira presente em 84 municípios mineiros, ampliando o acesso ao crédito, aos serviços bancários e à inclusão financeira.

Saúde cooperativista atende quase 4 milhões de pessoas

Outro segmento de destaque é a saúde cooperativista.

Cerca de 3,9 milhões de mineiros, entre titulares e dependentes, utilizam planos de saúde administrados por cooperativas.

A rede assistencial cooperativista reúne médicos, dentistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros e outros profissionais, formando uma das maiores estruturas privadas de atendimento do estado.

Em 2025, o sistema realizou 17,8 milhões de consultas e 82,9 milhões de exames, o equivalente a aproximadamente 49 mil consultas e 227 mil exames por dia.

Os números evidenciam a relevância do cooperativismo para a ampliação do acesso à saúde suplementar, especialmente nos municípios do interior, onde muitas vezes as cooperativas representam a principal alternativa de atendimento à população.

Setor reforça papel estratégico na economia mineira

Com participação crescente no agronegócio, na geração de empregos, no sistema financeiro e na saúde, o cooperativismo amplia sua influência no desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais.

Os resultados apresentados pelo Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026 mostram que o modelo cooperativista segue ganhando escala, fortalecendo cadeias produtivas, distribuindo renda e contribuindo para a interiorização do crescimento econômico em um dos estados mais importantes do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Exportações de carne de frango do Brasil crescem 29,6% e atingem 3º maior volume histórico em maio de 2026, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho misto em maio de 2026. Enquanto a carne de frango registrou forte crescimento e alcançou o terceiro maior volume da série histórica, o setor de ovos manteve retração no acumulado do ano, mas com destaque positivo para os produtos processados. Os dados são do Cepea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.

Exportações de frango crescem e alcançam 509,9 mil toneladas em maio

O Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio de 2026, volume que representa:

  • Alta de 4,8% em relação a abril
  • Crescimento expressivo de 29,6% frente a maio de 2025
  • Terceiro maior resultado da série histórica, iniciada em 1997

O desempenho confirma a manutenção de um ritmo aquecido das exportações ao longo de 2026, sustentado principalmente pela forte demanda internacional por proteína brasileira.

Entre os principais destinos, os países do Oriente Médio seguem ganhando protagonismo no comércio exterior do setor.

Oriente Médio impulsiona embarques brasileiros

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram significativamente suas compras em maio, com alta de 68,8% na comparação mensal, totalizando 32,3 mil toneladas.

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Já a Arábia Saudita importou 39 mil toneladas, avanço de 9% frente a abril.

Com isso, ambos os países reforçam sua posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira, ocupando respectivamente a quarta e a terceira colocação no ranking global de importadores.

Exportações de ovos recuam no ano, mas processados atingem melhor resultado desde 2006

O setor de ovos apresentou desempenho mais fraco no acumulado de 2026. Segundo o levantamento, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 18,36 mil toneladas.

Em maio, o volume exportado foi de 2,18 mil toneladas, recuo de:

  • 5,7% em relação a abril
  • 59% na comparação com maio de 2025

Apesar da retração geral, os ovos processados mostraram evolução relevante no acumulado do ano.

Processados ganham espaço nas exportações

Do total exportado em 2026, 3,99 mil toneladas foram de ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques brasileiros.

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Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações do setor, com a maior participação de processados para o período desde 2006.

Panorama do setor

O contraste entre os dois segmentos evidencia um cenário de:

  • Expansão consistente no mercado de carne de frango, sustentado pela demanda externa
  • Recuo nas exportações de ovos, ainda pressionadas no acumulado do ano
  • Relevância crescente dos produtos processados, especialmente no setor de ovos

O desempenho reforça a importância do comércio internacional como vetor de sustentação para a cadeia de proteínas animais do Brasil em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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