Paraná
Dia dos Namorados: PCPR alerta para golpes amorosos e orienta sobre formas de prevenção
Em função do Dia dos Namorados, celebrado nesta sexta-feira (12), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população sobre o estelionato sentimental, também conhecido como golpe do amor. O crime é praticado por meio de redes sociais, aplicativos de relacionamento e outras plataformas digitais, usadas pelos criminosos para criar vínculos afetivos com as vítimas para obter dinheiro ou outras vantagens.
Nesse tipo de golpe, os autores utilizam perfis falsos para se aproximar das vítimas, estabelecendo contato frequente e construindo uma relação de confiança ao longo de semanas ou meses. Após conquistar a confiança da pessoa, passam a apresentar situações que envolvem supostas dificuldades financeiras, emergências médicas, problemas em viagens ou outras histórias com o objetivo de solicitar transferências bancárias, pagamentos ou empréstimos.
De acordo com o delegado José Barreto, responsável pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), a vergonha e o receio ainda fazem com que muitas vítimas deixem de procurar ajuda. “A culpa nunca é da vítima, por isso não tenha vergonha de denunciar. Guarde o máximo de informações possíveis: URLs, números de telefone, nomes de perfis, nicknames e e-mails, e confie na Polícia Civil. Nós temos expertise técnica para chegar aos autores, por mais que eles se julguem invisíveis”, afirma.
COMO OS GOLPISTAS AGEM – Os criminosos costumam criar perfis utilizando fotografias de terceiros, imagens retiradas da internet ou conteúdos gerados artificialmente. Após iniciar o contato, demonstram interesse afetivo e mantêm conversas constantes para criar uma sensação de proximidade.
Em seguida, passam a apresentar justificativas para pedir dinheiro. Entre as alegações mais comuns estão despesas médicas, problemas financeiros, acidentes, passagens aéreas, cobranças alfandegárias ou dificuldades para retornar ao país de origem.
Também é comum que evitem encontros presenciais e apresentem desculpas para não realizar chamadas de vídeo ou para justificar informações inconsistentes em seus perfis.
DICAS DE PREVENÇÃO – Para reduzir o risco de se tornar vítima desse tipo de golpe, a PCPR orienta que os usuários mantenham cautela ao iniciar relacionamentos pela internet, especialmente quando a interação ocorre exclusivamente no ambiente virtual. É importante desconfiar de pedidos de dinheiro, independentemente da justificativa apresentada, e evitar fazer transferências ou empréstimos para pessoas conhecidas apenas por redes sociais ou aplicativos de relacionamento.
Também é recomendado não compartilhar documentos, dados bancários ou outras informações pessoais com desconhecidos. Antes de aprofundar qualquer relacionamento virtual, vale verificar a autenticidade do perfil, observando possíveis inconsistências nas informações.
Além disso, manter dispositivos e aplicativos atualizados, utilizar senhas fortes e diferentes para cada conta, revisar as configurações de privacidade das redes sociais e evitar clicar em links enviados por desconhecidos são medidas que ajudam a aumentar a segurança no ambiente digital.
COMO DENUNCIAR – Caso seja vítima ou suspeite de um golpe, a orientação é interromper imediatamente o contato com o criminoso e preservar todas as provas disponíveis, incluindo prints de conversas, links de perfis, endereços eletrônicos, números de telefone, comprovantes de transferências e demais registros relacionados ao caso.
O boletim de ocorrência pode ser registrado em uma delegacia da PCPR ou, nos casos permitidos, por meio da Delegacia Eletrônica da PCPR.
Em Curitiba, o atendimento especializado pode ser realizado pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), localizado na Rua Pedro Ivo, nº 672, Centro. Mais informações pelo telefone (41) 3304-6800.
“O registro da ocorrência é fundamental para a investigação e para a identificação dos autores dos crimes praticados no ambiente digital”, completa o delegado.
Alguns sinais podem indicar a utilização de perfis falsos:
– Contas criadas recentemente
– Grande quantidade de fotos publicadas em uma única data
– Imagens com baixa resolução ou retiradas de bancos de imagens
– Fotografias com possíveis falhas geradas por inteligência artificial
– Muitos seguidores, mas pouca interação real nas publicações
– Resistência em fazer chamadas de vídeo ou encontros presenciais
Outra medida recomendada é utilizar a busca reversa de imagens em sites de busca para verificar se a fotografia do perfil está associada a outra pessoa ou aparece em diferentes sites da internet.
Fonte: Governo PR
Paraná
Polícia Científica do Paraná incorpora tecnologia capaz de ampliar imagens em 100 mil vezes
Partículas invisíveis a olho nu podem guardar informações decisivas para uma investigação criminal. Para ampliar a capacidade de identificar e analisar esses vestígios, a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) passou a contar com um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), equipamento que permite observar materiais em escala microscópica com nível de detalhamento muito superior ao alcançado por métodos convencionais.
“O MEV diferencia-se do microscópio óptico tradicional principalmente pela forma de obtenção da imagem. Enquanto o microscópio óptico utiliza luz visível e lentes ópticas, o MEV utiliza um feixe de elétrons para varrer a superfície da amostra. Isso permite alcançar níveis muito superiores de ampliação, resolução e profundidade de campo, possibilitando a observação detalhada da morfologia e composição de materiais em escala microscópica e até nanométrica”, afirma o diretor da Academia de Ciências Forenses (ACF) da PCIPR, Alexandre Lara.
A tecnologia permite ampliações de até 100 mil vezes, enquanto microscópios ópticos tradicionais alcançam cerca de 2 mil vezes. Com isso, os peritos conseguem visualizar estruturas, partículas e características superficiais que passariam despercebidas em análises convencionais.
Além da visualização detalhada das amostras, o equipamento também permite a caracterização química dos materiais analisados. Assim, a combinação entre imagem de alta resolução e identificação da composição dos vestígios amplia significativamente as possibilidades de análise em exames periciais.
APLICAÇÕES – O equipamento permite a análise de uma ampla variedade de materiais, como fragmentos metálicos, partículas minerais, fibras têxteis, tintas automotivas, polímeros, vidros, resíduos provenientes de incêndios e explosivos. A capacidade de observar a morfologia e a composição química desses vestígios em escala microscópica fornece informações que podem auxiliar na identificação da origem dos materiais e na reconstrução de eventos investigados.
Na área forense, uma das principais aplicações é a análise de resíduos de disparo de arma de fogo. O microscópio é capaz de localizar partículas microscópicas e identificar sua composição química, permitindo caracterizar resíduos formados por elementos como chumbo, bário e antimônio, frequentemente associados aos disparos. A tecnologia oferece maior precisão na identificação desses vestígios e fortalece a produção da prova técnico-científica.
Em análises de resíduos de disparo, por exemplo, é possível identificar partículas características pela forma e composição química, algo que muitas vezes não seria perceptível em análises ópticas convencionais. Também é possível identificar microfraturas, deformações, marcas de fabricação e alterações térmicas invisíveis a olho nu.
“O MEV permite observar a morfologia, textura, composição superficial e microestrutura de partículas e materiais em níveis extremamente detalhados. Em análises de resíduos de disparo, por exemplo, é possível identificar partículas características que muitas vezes não seriam perceptíveis em análises ópticas convencionais,” destaca o diretor da ACF.
O tempo necessário para a realização dos exames varia de acordo com a complexidade da análise, o tipo de vestígio e a quantidade de amostras avaliadas. O processo pode envolver etapas de preparação do material, calibração do equipamento, aquisição de imagens e análises químicas complementares, podendo durar de algumas horas a períodos mais extensos em casos de maior complexidade.
PIONEIRISMO NO ESTADO – A aquisição do equipamento representa um marco para a Polícia Científica do Paraná. Esta é a primeira unidade de Microscópio Eletrônico de Varredura incorporada à instituição, ampliando a capacidade técnica dos laboratórios forenses do Estado e possibilitando a realização de análises especializadas com maior precisão e detalhamento.
Embora a tecnologia já seja utilizada em instituições de pesquisa, universidades e órgãos periciais de referência no Brasil, como a Polícia Federal, sua incorporação à estrutura da PCIPR fortalece as ciências forenses no Estado e amplia o suporte técnico às investigações criminais.
Fonte: Governo PR
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