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Programa ARPA Comunidades recebe R$ 370 milhões para fortalecer comunidades extrativistas e conservação de 23 milhões de hectares na Amazônia

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O Governo do Brasil anunciou nesta quarta-feira (10/6) a captação de R$ 370 milhões em doações internacionais para o Programa ARPA Comunidades, iniciativa lançada durante a COP30, em Belém (PA), e instituída pelo Decreto nº 12.484/2025. Os recursos serão destinados ao fortalecimento das cadeias da sociobioeconomia e ao desenvolvimento sustentável de comunidades extrativistas que vivem em unidades de conservação da Amazônia. 

A iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar os serviços ambientais prestados pelas populações tradicionais que atuam diariamente na conservação da floresta. O programa busca fortalecer a gestão territorial, ampliar oportunidades de geração de renda e promover melhores condições de vida para as comunidades que vivem e protegem os territórios amazônicos. 

Desde seu lançamento, o ARPA Comunidades já mobilizou compromissos de aproximadamente US$ 70 milhões em doações. Com negociações e captações em andamento, a expectativa é alcançar cerca de US$ 120 milhões nos próximos anos, consolidando uma das maiores iniciativas de apoio às populações tradicionais voltadas à conservação ambiental no mundo. 

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O programa prevê ações em 60 Unidades de Conservação de Uso Sustentável, entre Reservas Extrativistas (Resex) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), contribuindo para a conservação de cerca de 23 milhões de hectares de floresta amazônica. A estratégia parte do reconhecimento de que a proteção da floresta está diretamente associada ao fortalecimento das comunidades que nela vivem e dependem dos recursos naturais para sua subsistência. 

Inspirado no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), criado em 2002, o ARPA Comunidades direciona investimentos para os povos e comunidades tradicionais responsáveis pela manutenção da floresta em pé. A estratégia integra o movimento Enduring Earth (Terra Duradoura, em tradução livre), que estabelece parcerias entre países e comunidades para acelerar os esforços de conservação, combater a perda de biodiversidade, garantir financiamento duradouro e melhorar o desenvolvimento econômico usando o modelo de Financiamento de Projetos para a Permanência.   

A mobilização de recursos conta com o apoio de governos e organizações internacionais comprometidos com a conservação da Amazônia e o desenvolvimento sustentável da região. Entre os apoiadores está o governo da Alemanha, por meio do banco de desenvolvimento KfW, que aprovou aporte de 22 milhões de euros. Organizações da sociedade civil, como WWF e Funbio, e doadores da filantropia internacional também já manifestaram apoio à iniciativa, reforçando a confiança da comunidade internacional na estratégia brasileira de conservação baseada no protagonismo das populações locais. 

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Ao integrar conservação ambiental, inclusão social e geração de renda, o ARPA Comunidades representa um novo modelo de investimento em proteção florestal, reconhecendo que o fortalecimento das comunidades tradicionais é condição fundamental para garantir a preservação da Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

Sob liderança brasileira, ONU Turismo aprova grupo de trabalho para criação de Espaços de Paz no mundo

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Sob a Presidência do Brasil, a ONU Turismo aprovou, nesta quinta-feira (11), durante sua 126ª reunião do Conselho Executivo, em Toledo, na Espanha, a criação de um grupo de trabalho que irá desenvolver uma proposta internacional para os chamados Espaços de Paz, que são locais marcados por conflitos no passado e poderão ganhar novo significado por meio do turismo.

A ideia dos Espaços de Paz nasceu na Colômbia, onde áreas antes associadas à violência passaram a ser ressignificadas. Agora, a proposta avança para uma dimensão global. O Brasil foi o primeiro país a aderir ao grupo e auxiliou a vizinha Colômbia na articulação. Espanha e Emirados Árabes Unidos vieram em seguida.

“Essa iniciativa vai contribuir muito com o turismo e com a paz. Ao marcar espaços que antes foram palcos de tragédias, revisitamos o passado para conscientizar de que guerras, disputas e violência não podem mais acontecer no mundo. Precisamos de paz e convivência harmoniosa entre todos, e o turismo pode ser esse instrumento de transformação”, disse o ministro do Turismo do Brasil, Gustavo Feliciano.

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A missão do GT será elaborar uma metodologia que sirva de referência para a identificação, criação e reconhecimento desses espaços em diferentes partes do mundo.

Os trabalhos na Presidência do Conselho Executivo da ONU foram conduzidos pela secretária-executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat. “O turismo tem a capacidade de transformar memórias difíceis em oportunidades de desenvolvimento, inclusão e diálogo. Os Espaços de Paz representam uma forma de valorizar histórias de superação e construir novos caminhos para as comunidades”, afirmou ela.

No Brasil, a Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, desponta como candidata para um Espaço de Paz reconhecido pela ONU Turismo. Nos últimos meses, a comunidade ganhou destaque na imprensa internacional em razão de vídeos compartilhados nas redes sociais. Reportagens publicadas por dois dos principais jornais britânicos, o The Telegraph e o The Guardian, ressaltam o crescimento da visitação turística impulsionada pelos vídeos produzidos com drones.

Mais ações

Ainda na reunião do Conselho Executivo em Toledo, na Espanha, os países integrantes aprovaram a implementação de dois escritórios da ONU Turismo na Ásia, sendo um na China e outro no Japão.

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Também foram aprovadas as próximas reuniões do colegiado. Para encerrar 2026, o último encontro do ano será nos Emirados Árabes Unidos. Em 2027, os encontros ocorrerão no Peru, no primeiro semestre, e na República Dominicana, no segundo semestre.

A Presidência brasileira do Conselho Executivo da ONU Turismo teve início em 2025 e será concluída no fim deste ano. Foi a primeira vez na história das reuniões do colegiado que os três principais postos de liderança foram ocupados por mulheres: a secretária-geral, com Shaikha Al Nuwais; a Presidência do Conselho Executivo, exercida pelo Brasil por meio de Fernanda Norat; e a primeira vice-presidência, representada pela eslovena Dubravka Kalin.

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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