Educação
MEC dialoga com estudantes da CPOP
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, recebeu nesta quarta-feira, 10 de junho, no Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF), um grupo de estudantes e coordenadores que participam da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), em cursos voltados especialmente a pessoas negras, indígenas e quilombolas.
Os estudantes presentes foram beneficiados pelos editais da CPOP deste ano. Em 2026, a rede ampliou o apoio técnico e financeiro a cursinhos populares em 299%: de 384 cursinhos apoiados (2025) para 1.532 (2026). Os investimentos também cresceram 291%, de R$ 74 milhões (2025) para R$ 290 milhões (2026). Em 2026, serão mais de 50 mil estudantes com bolsas de R$ 200 reais por mês para a permanência nos estudos.
No encontro, Barchini parabenizou os estudantes pela resiliência e persistência em buscar uma vaga em universidades públicas. Segundo o ministro, durante anos, as políticas de democratização do acesso à educação superior, como as cotas, enfrentaram enorme resistência, inclusive nas próprias instituições internamente.
“Há mais de 30 anos, havia algo em torno de 80 mil vagas nas universidades federais, e este número, atualmente, chega a 350 mil. Hoje, nós temos mais de 50% de estudantes das universidades federais egressos de escolas públicas. Nós temos cotistas negros, quilombolas, indígenas, e, agora, a universidade, graças a Deus, é muito mais de vocês do que era lá atrás. E ainda vamos avançar mais”, declarou o ministro.
A reunião teve também a presença do secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral, e da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo. “É muito importante ouvir a percepção desses estudantes sobre como é que a política está chegando no quilombo, como é que está chegando no Baixo Amazonas dos indígenas, como é que está chegando dentro das comunidades periféricas que militam pelo povo negro”, disse Zara, ao explicar o propósito do encontro.
Daniela Kaingang, professora indígena e integrante do Instituto Sãpe, contou que, no ano passado, com o apoio da CPOP, a instituição ofertou a primeira turma de cursinho pré-vestibular indígena do Brasil. “Daquela primeira turma de 17 alunos, 12 foram aprovados em universidades federais. No novo edital, o Instituto Sãpe apresentou sete propostas e, agora, nós estamos no Brasil inteiro”, comemorou.
Tricampeã brasileira de kickboxing e ex-estudante do cursinho Pré da Lage, no bairro carioca de São Gonçalo, Caroline Vitória Lessa, contou que a bolsa a ajudou a continuar a treinar. Ela passou em terceiro lugar no vestibular para biologia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “A educação popular mudou minha vida, assim como o esporte. O esporte me mostrou a possibilidade de ser atleta, e a Laje abriu minha visão para o mundo da universidade e para tudo o que seria possível graças à educação”, afirmou.
Para Esther Carvalho, estudante do Pré-Vestibular Cidadão (PVC) e ativista do Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP-VR), as histórias compartilhadas comprovam a força da organização popular e a importância do apoio do Estado a elas. “Eu enxergo os cursinhos populares como uma forma de resistência da população pobre, que por si própria busca acessar direitos que, infelizmente, pela nossa estrutura social, não são garantidos. As universidades federais ainda são muito elitizadas”, considerou.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Resolução regulamenta bolsas e atividades de residentes
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), regulamentou a participação de residentes de programas de saúde em cursos de pós-graduação e o recebimento de bolsas adicionais. A medida consta na Resolução CNRMS nº 2, de 11 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 12 de agosto.
A resolução estabelece regras para o regime de dedicação exclusiva dos Programas de Residência em Área Profissional da Saúde (PRAPS). O texto estabelece que o cumprimento da carga horária de dedicação exclusiva não impede a participação do residente em ofertas educacionais, aperfeiçoamentos ou programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, desde que haja compatibilidade de horários e com o projeto pedagógico do programa.
A norma também estabelece critérios para o recebimento cumulativo de bolsas de ensino, pesquisa e extensão ou auxílios de apoio financeiro, permitindo o acúmulo de rendimentos quando vinculados a projetos de desenvolvimento acadêmico, científico ou tecnológico na área da saúde. A participação deve ser previamente acompanhada pela Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) de cada instituição credenciada.
Segundo o regramento institucional, as regras visam assegurar o desenvolvimento integral das competências profissionais, a qualificação do atendimento prestado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento do ensino integrado à prática assistencial nas unidades de saúde do país.
É importante ressaltar que, mesmo com as alterações promovidas pela nova regra, os estudantes seguem impedidos de acumular empregos ou atividades que inviabilizem a carga horária da residência. Além disso, a participação em cursos e projetos externos deve ser sempre compatível com os objetivos pedagógicos do PRAPS. O descumprimento das regras pode acarretar sanções administrativas e perda de benefícios.
Pró-Residência — O Programa Nacional de Bolsas para Residências em Área Profissional da Saúde (Pró-Residência) é uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o MEC e o Ministério da Saúde. O programa tem como objetivo incentivar a formação de especialistas em modalidades multiprofissionais e uniprofissionais, prioritariamente em regiões e especialidades estratégicas para o atendimento público de saúde, mediante a concessão de bolsas de estudo e apoio às instituições de ensino e saúde do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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