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Agro

Preço da ureia acumula queda de 25% e mercado de fertilizantes sente enfraquecimento da demanda global

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O mercado internacional de fertilizantes nitrogenados continua pressionado pela fraqueza da demanda. Os preços da ureia no Brasil registraram a sexta semana consecutiva de queda, refletindo um cenário global marcado pela cautela dos compradores e pela redução do ritmo das negociações.

Segundo análise da StoneX, a retração acumulada das cotações nos portos brasileiros já alcança cerca de 25% nas últimas semanas, com negócios sendo registrados na faixa de US$ 600 por tonelada. O movimento acompanha a tendência observada em importantes mercados produtores e consumidores, como Estados Unidos, China, Egito e Rússia.

Apesar da queda recente, o mercado segue atento aos riscos relacionados à oferta global, especialmente diante dos impactos provocados pelos conflitos no Oriente Médio sobre importantes rotas logísticas internacionais.

Compradores reduzem ritmo de negociações

A combinação de preços ainda elevados e relações de troca consideradas pouco atrativas tem levado produtores e distribuidores a adotarem uma postura mais conservadora na aquisição de fertilizantes.

A expectativa de novas correções nos preços e as incertezas relacionadas ao cenário geopolítico global fazem com que muitos compradores optem por adiar negociações, reduzindo a liquidez do mercado.

Esse comportamento tem sido um dos principais fatores responsáveis pela pressão baixista observada nas cotações internacionais da ureia.

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Conflito no Oriente Médio continua sustentando preços

Embora a demanda esteja enfraquecida, os preços da ureia permanecem acima dos níveis registrados antes do início dos conflitos no Oriente Médio.

De acordo com especialistas da StoneX, a principal razão para essa sustentação está nas restrições logísticas que continuam afetando o comércio global de fertilizantes.

A navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de nitrogenados, segue comprometida desde o início das tensões na região. O cenário dificulta o escoamento de produtos provenientes de importantes países exportadores.

A limitação afeta diretamente o fluxo internacional de ureia, amônia e enxofre, insumos fundamentais para a produção agrícola mundial.

Oferta restrita impede quedas mais acentuadas

Mesmo diante da desaceleração das compras, o mercado ainda encontra suporte na oferta restrita. Analistas destacam que a redução da disponibilidade global tem evitado correções mais profundas nas cotações.

Essa combinação de demanda enfraquecida e oferta limitada tem mantido o mercado em um cenário de elevada volatilidade, exigindo atenção redobrada por parte dos produtores rurais e das empresas ligadas ao agronegócio.

Para o agricultor brasileiro, o comportamento dos fertilizantes segue sendo um dos principais fatores de atenção para o planejamento da próxima safra, já que os insumos representam parcela significativa dos custos de produção.

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Licitação da Índia não altera tendência de baixa

Tradicionalmente, as compras da Índia costumam influenciar o mercado global de ureia devido ao elevado volume demandado pelo país.

No entanto, nem mesmo o anúncio de uma nova licitação indiana foi capaz de mudar o sentimento predominante entre os agentes do setor.

A ausência de reação mais forte do mercado reforça a percepção de que a demanda global permanece fragilizada, mantendo o viés baixista para os preços no curto prazo.

Agronegócio monitora oportunidades de compra

Para produtores brasileiros, o momento é de acompanhamento constante do mercado. A queda das cotações pode abrir oportunidades para aquisição de fertilizantes a custos mais competitivos, especialmente para as culturas que já iniciam o planejamento da próxima temporada.

No entanto, especialistas alertam que os riscos geopolíticos continuam elevados e podem provocar mudanças rápidas no cenário de oferta global, influenciando novamente os preços dos nitrogenados.

Enquanto a demanda segue enfraquecida, a logística internacional e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio permanecem como os principais fatores capazes de alterar a direção do mercado de fertilizantes nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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