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Projeto Captura apoia prisão de foragido da Justiça no Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro, 3/6/2026 – Com apoio do Projeto Captura, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagraram, nesta quarta-feira (3), uma operação para cumprir mandados judiciais contra suspeitos ligados a um grupo criminoso com atuação no estado.

Durante a ação, foi preso no Rio de Janeiro Ramom Vasconcelos Oliveira, conhecido como “Talismã”. Foragido da Justiça, ele é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Alagoas. O alvo vinha sendo monitorado pelas equipes da Polícia Civil alagoana havia aproximadamente oito meses.

O investigado é indiciado por crimes relacionados à associação criminosa, tráfico de drogas e outras infrações penais. A prisão reforça os resultados da atuação integrada entre forças de segurança estaduais e federais no combate às organizações criminosas.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e desarticular a estrutura do grupo.

Projeto Captura

O programa foi concebido como uma ação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco em operações integradas entre as polícias civis, militares e as unidades de inteligência estaduais e federais. Em página institucional do MJSP, está disponível a lista de foragidos considerados de alta periculosidade.

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A iniciativa permite que os órgãos de segurança de todo o País identifiquem os alvos prioritários de outras unidades da Federação. Isso facilita operações conjuntas, agiliza diligências e fortalece a captura interestadual de foragidos.

O cadastro pode ser atualizado semestralmente ou, em casos excepcionais devidamente justificados, a qualquer tempo. Essa flexibilidade assegura que o banco de alvos estratégicos permaneça alinhado à dinâmica criminal em constante evolução.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Em 20 dias, Programa Brasil Contra o Crime Organizado apreende 67 toneladas de drogas, 639 armas e prende 473 pessoas

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Brasília, 6/6/2026 — Três semanas depois do lançamento, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado apresenta seus primeiros números: mais de 67 toneladas de drogas apreendidas, 639 armas, 26.875 munições, 1.013 veículos e 473 pessoas presas. Ao todo, 9.204 profissionais de segurança pública participaram de 11 operações integradas em todo o país desde 12 de maio.

O programa foi lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com previsão de R$ 11,1 bilhões e atua em quatro frentes: cortar o dinheiro das facções, recuperar o controle dos presídios, melhorar a investigação de homicídios e desmontar o mercado ilegal de armas. A ideia central é reunir União, estados e municípios numa resposta coordenada — e os primeiros resultados mostram esse modelo funcionando.

Os primeiros 20 dias

Os dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) mostram que os R$ 30,4 milhões gastos no período geraram R$ 361,3 milhões em prejuízo estimado ao crime — quase R$ 12 de dano às facções para cada R$ 1 investido. O número supera em 251% tudo o que estava previsto para os primeiros 90 dias do programa.

No acumulado de abril e maio, as ações da SENASP e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) resultaram em 2.182 prisões em flagrante, além das apreensões de drogas, armas e veículos. O prejuízo econômico ao crime, sem contar o valor das drogas, chegou a R$ 223,54 milhões. As Operações Narke e Renocrim conseguiram o bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos.

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Presídios

A 11ª fase da Operação Mute entrou em 124 presídios com 4.042 policiais penais. Foram 3.728 celas revistadas e 680 celulares apreendidos — aparelhos usados por líderes de facções para dar ordens de dentro da cadeia. Desde que a operação começou, em 2023, já saíram das prisões brasileiras 8.646 celulares, com participação de mais de 38 mil policiais penais e mais de 37 mil celas revistadas.

Polícia Federal

Só em abril, a Polícia Federal homologou 128 operações, prendeu 849 pessoas em flagrante e efetuou 1.371 capturas pelos Grupos de Capturas. Foram cumpridos 295 mandados de busca e apreensão. O prejuízo financeiro ao crime chegou a R$ 272 milhões em descapitalização. A PF apreendeu ainda 160 armas, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha no período.

Fronteiras e Amazônia

As operações de fronteira chegaram às 27 unidades da Federação — em 2025, atuavam em apenas sete estados. O programa avançou também pela Amazônia, com foco em sete regiões prioritárias e 42 municípios de seis estados: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.

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Cooperação internacional

Em Assunção, o ministro Wellington César Lima e Silva se reuniu com Jalil Rachid, titular da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), para reforçar a parceria no combate ao tráfico nas regiões de fronteira. A Operação Nova Aliança, em andamento desde 2012 em conjunto com a Polícia Federal, acumula a destruição de 1.218 acampamentos de cultivo, a eliminação de 11,2 milhões de quilos de maconha e R$ 1,6 bilhão em prejuízo direto às organizações criminosas.

Wellington Lima participou também da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do bloco (RMJ), onde apresentou o programa como contribuição do Brasil à segurança regional. “Quanto mais forte a capacidade de cada Estado-Parte, mais resiliente será nossa região frente às ameaças comuns”, disse o ministro.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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