Paraná
Projeto Pátios leva dança para mais de 2.600 pessoas no primeiro semestre de 2026
O projeto Pátios, da Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG), avançou no primeiro semestre de 2026 ao apresentar espetáculos gratuitos em escolas públicas de Curitiba e Região Metropolitana, alcançando aproximadamente 2.600 pessoas entre alunos, professores, funcionários e familiares. Na tarde desta terça-feira (02), aconteceu a última apresentação didática do semestre na quadra da escola estadual Padre Colbachini, no bairro Butiatuvinha, na Capital, que se transformou em palco e deixou cerca de 200 espectadores encantados.
Desenvolvido dentro do programa Guaíra para Todos — iniciativa do Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG) e da Secretaria de Estado da Cultura —, o Pátios leva dança para as quadras de escolas públicas, com a missão de descentralizar o acesso às artes em todo o Paraná. A seleção das escolas beneficiadas é realizada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed).
Neste semestre, quatro das apresentações tiveram o caráter didático e contaram com o apoio da Sanepar, que trouxe ao Pátios um cenário especial, incluindo dois paineis de LED. “ A Sanepar tem muito orgulho de patrocinar as ações do Teatro Guaíra. A empresa apoia a Orquestra Sinfônica e o Balé Teatro Guaíra e, no ano passado, recebemos este projeto lindo que leva o balé às escolas, promovendo o acesso à arte. Apoiar iniciativas como essas é parte do do compromisso da Sanepar com o desenvolvimento do Paraná, incluindo a cultura, com mais de 300 projetos, que são motivo de grande orgulho para nós”, disse Melissa Ferreira, diretora adjunta de Comunicação e Marketing da Sanepar.
A apresentação didática também contou com uma explicação sobre conceitos, termos e curiosidades da dança conduzida pela coordenadora da EDTG, Larissa Pansera. Para muitos alunos, o contato com o espetáculo representou também o primeiro encontro direto com a dança e teve impacto aberto nas respostas da plateia. “ É bem interessante trazer essas informações aos alunos das escolas, e eu explico um pouco da dinâmica deste universo, como tudo começa, quando o grupo é formado, quando começam os ensaios, como é feita a parte técnica, dos figurinos de conceitos básicos da dança”, explica Pansera.
Para a coordenadora da EDTG, cada apresentação é a construção de um novo aprendizado, não só para quem assiste, mas também para os alunos que se apresentam. “A gente vê na carinha das crianças como esta experiência é transformadora: como eles entendem e sentem , cada colégio e cada plateia é diferente. Hoje um professor veio e nos agradeceu muito, porque tem crianças aqui nesta escola que são de uma comunidade bem carente próxima a escola e esta foi a primeira vez que tiveram contato com um espetáculo de dança. E essa é uma transformação pra gente também, porque todo mundo aprende algo de alguma maneira”, comentou Larissa.
O projeto funciona também como laboratório de formação para os próprios alunos da EDTG. As apresentações fora do ambiente convencional de um teatro exigem adaptação, foco e capacidade de lidar com imprevistos, competências habilidades para jovens em formação . “É sempre uma alegria e é importante para o artista levar a sua arte e mostrar um pouco como é a vida de um bailarino” comentou a aluna do EDTG, Evelina Guiz de Araújo, que participa pela quarta vez do projeto Pátios.
Além de proporcionar um momento de fruição artística aos estudantes, a apresentação é também um impulso para o trabalho de professores em sala de aula. “A apresentação foi incrível, foi maravilhoso ter os alunos da Escola de Dança Teatro Guaíra aqui no colégio. Eu tenho muita dificuldade de apresentar nas aulas de arte os conceitos de dança aos alunos e vai me facilitar muito o trabalho de repassar este conteúdo após esta apresentação”, disse o professor de artes Lian Scremin. “Momentos assim são raros e é preciso estimular e trazer arte para nossa vida cotidiana, é um privilégio trazer este espetáculo para a escola” comentou a diretora da escola, Rosângela Vanzela.
SOBRE O PROJETO – Criado em 2016, o projeto Guaíra para Todos reúne apresentações dos quatro corpos artísticos do CCTG — Orquestra Sinfônica do Paraná, Balé Teatro Guaíra, G2 Cia. de Dança e Escola de Dança Teatro Guaíra — e tem como objetivo quebrar a barreira do teatro como espaço inacessível. Para Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do CCTG, a iniciativa cumpre esse compromisso: “Temos o compromisso de aproximar a cultura de todos os paranaenses. E o Guaíra para Todos cumpre esse papel de forma brilhante, democratizando o acesso às ações culturais e formando novas plateias.”
PRÓXIMOS PASSOS- Encerrada a série de apresentações do semestre, os alunos da EDTG voltam seu foco para a estreia do novo espetáculo da escola, que também celebrará os 70 anos da instituição. O espetáculo será uma celebração a toda trajetória da Escola de Dança, construída pelas pessoas que passaram pela EDTG ao longo dos anos: alunos, professores, pais e funcionários. As apresentações acontecem nos dias 3 e 4 de julho.
Fonte: Governo PR
Paraná
Planejamento e integração marcam preparação do Paraná para temporada de incêndios
O combate aos incêndios florestais começa muito antes do surgimento das primeiras ocorrências. A preparação das equipes, o monitoramento das condições climáticas, o alinhamento entre instituições e a definição de estratégias de resposta foram alguns dos temas debatidos durante o 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), realizado terça (2), em Curitiba.
Responsável pela coordenação operacional da Operação de Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, apresentou o planejamento da corporação para 2026, além de um panorama das ações realizadas nos últimos ciclos operacionais. Segundo ele, a atuação integrada entre os órgãos começa antes mesmo das ocorrências.
“Estamos em um momento de normalidade, em que trabalhamos a prevenção, a preparação e a integração, como estamos fazendo neste simpósio. Quando ocorre uma situação de anormalidade, em que os eventos extrapolam a capacidade de resposta rotineira, precisamos estar prontos para uma atuação integrada e coordenada”, afirmou. “Esse alinhamento prévio entre as instituições é fundamental para antecipar riscos, direcionar esforços preventivos e garantir uma resposta cada vez mais eficiente durante o período de maior incidência de incêndios florestais”, ressaltou.
PLANEJAMENTO – O coronel Emmanuel detalhou as fases da OPCIF 2026. A fase inicial da operação, voltada à instrução, prevenção e preparação, ocorre entre 24 de maio e 1º de julho. Já a fase de combate se estende de 15 de junho a 30 de outubro, período em que os recursos operacionais permanecem mobilizados para resposta escalonada conforme a demanda.
Entre as ações programadas está uma capacitação voltada ao efetivo do CBMPR com especialistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), abordando o cenário climático esperado para os próximos meses e seus reflexos sobre o comportamento dos incêndios florestais.
No simpósio, o Simepar também apresentou prognósticos que apontam para uma alta probabilidade de confirmação do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o cenário se confirme, a expectativa é de índices de chuva acima da média para a região Sul do Brasil, o que pode contribuir para uma redução das ocorrências, situação semelhante à observada em 2025, quando houve uma redução de mais de 45% nos incêndios florestais registrados em comparação com a OPCIF 2024.
INTEGRAÇÃO OPERACIONAL – O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais, federais e entidades parceiras que atuam na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Além de apresentar suas ações para 2026, as instituições compartilharam experiências e iniciativas que poderão ser incorporadas ao planejamento operacional da corporação.
Entre os destaques estiveram os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) relacionados ao manejo integrado do fogo. As apresentações abordaram técnicas como a construção de aceiros e a realização de queimas prescritas para reduzir a carga de material combustível disponível, contribuindo para prevenir incêndios de grande intensidade em áreas naturais.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou a atuação de suas brigadas especializadas em diferentes regiões do País, enquanto a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) destacou campanhas educativas voltadas à conscientização da população sobre os riscos dos incêndios em vegetação.
Já a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil apresentou investimentos de R$ 51,7 milhões destinados ao fortalecimento da estrutura de resposta a incêndios florestais. Entre os recursos estão novos veículos 4×4, equipamentos de proteção individual, motobombas, tanques flexíveis para armazenamento de água, além de robôs de combate a incêndio e aeronaves que poderão ser empregados em ocorrências de grande porte.
TREINAMENTO CONJUNTO – Outro destaque da programação apresentada pelo CBMPR foi a realização de exercícios integrados com os Corpos de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A iniciativa segue diretrizes do grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e busca fortalecer a interoperabilidade entre as corporações da região Sul.
Um dos treinamentos ocorrerá em agosto, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e será voltado ao combate a incêndios florestais. A atividade envolverá uma queima previamente planejada e controlada, permitindo o treinamento das equipes e, ao mesmo tempo, a execução de ações de manejo do material combustível, contribuindo para a prevenção de incêndios de grandes proporções.
Segundo o coronel Emmanuel, a integração construída durante o simpósio é fundamental para que as instituições estejam preparadas para atuar de forma coordenada quando necessário. “A prevenção e a preparação acontecem agora. Quando o incidente ocorre, a integração já precisa estar consolidada para que a resposta seja rápida, eficiente e segura para todos os envolvidos”, concluiu.
Fonte: Governo PR
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