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Na China, Paraná busca alternativas de voos para trazer mais turistas ao Estado

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A agenda do Estado do Paraná na China teve uma reunião estratégica de aproximação com companhias aéreas nesta semana. A comitiva do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR) – se reuniu nesta sexta-feira (29) com profissionais e diretores de aeroportos e companhias aéreas chinesas em Xiamen, na província de Fujian, no sudeste do país. 

Um dos encontros foi com a Xiamen Airlines, uma companhia aérea com base na cidade, que possui uma frota de 140 aeronaves ao redor do país. Outro foi com equipes do Aeroporto Internacional de Xiamen Gaoqi, um dos principais da região e entre os 16 aeroportos chineses mais movimentados, entre cerca de 480 existentes. Destes, mais da metade são aeroportos civis certificados para voos comerciais regulares.

O diretor de Operações do Viaje Paraná, Marcelo Martini, disse que o Paraná tem muito interesse em atrair turistas chineses, já que o país possui uma média de emissão de 150 milhões de viajantes por ano pelo mundo, com um dos maiores tickets médios de gastos por pessoa. A China é responsável pela injeção de cerca de U$ 20 milhões na economia do Paraná somente no ano passado.

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“Conhecemos toda a estrutura do aeroporto e conversamos sobre a possibilidade da atração de um voo de Xiamen para Foz do Iguaçu. Outro ponto da reunião foi que solicitamos para nos passarem as operadoras de turismo que trabalham com eles, no aeroporto, para que a gente entre em contato e converse sobre a possibilidade de promoverem voos chartes para o Paraná, que é um serviço de aviação que permite a locação de aeronaves para uso exclusivo”, disse. 

O diretor apresentou as opções de aeroportos com capacidade para voos intercontinentais, como o Afonso Pena e o de Foz do Iguaçu. A agenda com as Companhias Aéreas faz parte de uma ação de aproximação com o mercado turístico chinês. Ainda nesta semana, o Paraná apresentou o potencial do turismo paranaense no estande da Embratur na ITB Xangai e também na 11ª Feira Internacional de Turismo e Lazer de Xiamen.

Fonte: Governo PR

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Em Curitiba, Ministério Público do Paraná obtém condenação de técnico de enfermagem denunciado por estupros ao pagamento de danos morais coletivos

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A partir de recurso apresentado ao Tribunal de Justiça do Paraná, o Ministério Público do Paraná obteve a condenação de um técnico de enfermagem ao pagamento de dano moral coletivo no valor de 300 salários mínimos. Ele havia sido denunciado pelo Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves) do MPPR por abusar sexualmente de pacientes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba e condenado a 44 anos e 3 meses de prisão em regime fechado e a 2 anos, 7 meses e 4 dias de detenção em regime semiaberto. Entretanto, a decisão de primeira instância negou a condenação por danos morais coletivos, o que motivou o recurso do Ministério Público.

Áudio da Promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira

A 4ª Câmara Criminal do TJPR acolheu por unanimidade o pedido do órgão ministerial para condenar o ex-técnico em enfermagem ao pagamento a título de danos morais coletivos, revertendo assim o entendimento da sentença de primeiro grau, que havia afastado a indenização sob a justificativa de que os prejuízos de ordem coletiva não podiam ser mensurados na fase de instrução.

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Insegurança – Nas razões recursais formuladas pelo Naves, o MPPR argumentou que o impacto das condutas criminosas do réu superava largamente a esfera individual das vítimas identificadas, alcançando de maneira consistente a credibilidade do próprio sistema de saúde pública. A conduta de um profissional da saúde que pratica violência sexual em face de pacientes sedados e sob seus cuidados em unidades públicas e hospitais viola diretamente o direito constitucional à saúde, alegou o MPPR, e tal prática gerou descrédito no aparato estatal e quebrou a legítima expectativa de segurança que a população deposita no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério Público destacou que os crimes, amplamente divulgados em veículos jornalísticos de alcance nacional, propagaram um sentimento de insegurança entre as pessoas de Curitiba que necessitam de atendimento médico emergencial ou hospitalar.

O valor indenizatório de 300 salários mínimos requerido pelo MPPR foi considerado proporcional e pedagógico pelo TJPR, por atuar de maneira combinada para proporcionar uma reparação indireta à sociedade, sancionar o ofensor e inibir futuras infrações de mesma natureza. O montante deverá ser destinado ao fundo público de reconstituição de bens lesados, previsto na Lei da Ação Civil Pública (art. 13 da Lei 7.347/1985).

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Com essa atuação, o Ministério Público do Paraná consolida um precedente histórico no estado sobre a viabilidade e a necessidade de se fixarem condenações por danos morais coletivos diretamente na esfera do processo penal, garantindo que violações massivas aos sentimentos e valores da comunidade recebam a devida punição institucional.

Matéria anterior:

18/08/2025 – Em Curitiba, técnico de enfermagem que abusou de pacientes sedados e registrou crimes em vídeo é condenado a 44 anos e 3 meses de prisão em regime fechado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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