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Secretário de ferrovias defende união entre setor público e privado para impulsionar as ferrovias no Brasil

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O secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, destacou a importância da articulação entre o poder público e a iniciativa privada para ampliar os investimentos e acelerar o desenvolvimento ferroviário no Brasil. A declaração foi feita durante o Maranhão Day 2026, realizado nesta quarta-feira (28), em Brasília, evento que reuniu lideranças políticas, representantes do setor produtivo e especialistas para discutir infraestrutura, logística e o potencial estratégico do Maranhão para a economia nacional.

Segundo Ribeiro, o Brasil precisa construir um ambiente de estabilidade e segurança jurídica capaz de estimular investimentos de longo prazo no setor ferroviário. Para ele, o fortalecimento das ferrovias depende de uma atuação coordenada entre orçamento público, mercado financeiro e iniciativa privada.

“As finanças, incluindo o orçamento público, precisam estar conectadas para garantir a segurança necessária aos investimentos. Precisamos de uma concertação política, com visão de futuro, para consolidar as ferrovias como um vetor fundamental do desenvolvimento do país”, afirmou.

O secretário ressaltou ainda a relevância dos projetos estruturantes em andamento no Maranhão e na região do Arco Norte, considerados estratégicos para ampliar a competitividade logística brasileira. Entre os empreendimentos citados estão a extensão da Ferrovia Norte-Sul (FNS|), ligando Açailândia (MA) a Barcarena (PA), a renovação da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) e o Porto do Itaqui.

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Para Leonardo Ribeiro, o Arco Norte representa uma nova fronteira de crescimento para o setor de infraestrutura nacional.

“Considero o Arco Norte o pré-sal do setor portuário e ferroviário brasileiro. Os números mostram isso. Precisamos estar unidos, articulando com lideranças políticas e com o setor privado políticas públicas voltadas ao desenvolvimento logístico do país. Esse tema precisa ser tratado como uma política de Estado”, destacou.

Debate sobre infraestrutura

O Maranhão Day reuniu autoridades governamentais, parlamentares, representantes do setor produtivo e especialistas para debater o papel estratégico do Maranhão no desenvolvimento logístico e econômico do Brasil.

O encontro, promovido pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) em parceria com a Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos, também abordou temas relacionados à infraestrutura portuária, sustentabilidade e integração logística, reforçando o potencial do estado como um dos principais corredores de exportação do país.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Em ação inédita, Ministério da Saúde leva prontuário eletrônico à Saúde Indígena do Ceará

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O Ministério da Saúde disponibilizou, nesta sexta-feira (12), o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS) para uso nas unidades básicas de saúde indígenas contempladas no Polo Base Maracanaú, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará. Segundo território-piloto beneficiado com a iniciativa, o Ceará passa a contar com a ferramenta em mais uma etapa da ação inédita do Governo do Brasil para fortalecer a saúde digital nos territórios indígenas, qualificar o cuidado ofertado à população indígena e ampliar a integração das informações com as bases nacionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a medida representa a informatização dos registros e qualificação do cuidado na saúde indígena. “Com o PEC e-SUS APS, os profissionais passam a contar com informações organizadas em um único ambiente digital, incluindo histórico de atendimentos, evolução clínica, exames e demais registros de saúde. Além de reduzir retrabalho, a iniciativa garante continuidade da assistência e o acompanhamento individual dos usuários indígenas”, pontuou. 

Para o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, a implantação do prontuário eletrônico qualifica a organização da Atenção Primária nos territórios indígenas. “O prontuário eletrônico fortalece a gestão do cuidado ao integrar as informações às bases nacionais do SUS. Essa é uma ferramenta estratégica que vai promover ainda mais a Atenção Primária. Na saúde indígena, esse avanço significa resolutividade adequada à realidade de cada comunidade e monitoramento dos indicadores”, destacou.

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A chegada da ferramenta ao DSEI Ceará dá continuidade ao projeto piloto iniciado na Casa de Saúde Indígena (Casai) Brasília, onde a implantação ocorreu em maio. O sistema já está disponível para as unidades contempladas nesta fase, e o uso pelas equipes será ampliado conforme o avanço das capacitações presenciais, que já estão em andamento.

No DSEI Ceará, as equipes lotadas no Polo base Maracanaú e nas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) Dona Joaquina Vieira, e Pajé Barbosa, foram as primeiras a receberem treinamento no estado. 

 Sistema adaptado  

Atualmente, a Sesai utiliza como ferramenta oficial o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), uma plataforma que contém dados demográficos e epidemiológicos. Com a ampliação do PEC e-SUS APS, a expectativa é que haja a integração entre os mecanismos, além do reforço da confiabilidade e consistência das informações. Entre outros pontos, o prontuário eletrônico recebeu adequações específicas para a realidade dos povos originários como, por exemplo, inclusão do nome tradicional, informações sobre o DSEI, Polo Base, aldeia de referência, períodos de ausência do território indígena, entre outras informações relevantes para o acompanhamento da saúde dessa população.  

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Capacitação e expansão 

A expansão e utilização do prontuário está condicionada à realização de treinamentos coordenados por equipes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps). Até o momento, mais de 100 profissionais já foram qualificados para operar a ferramenta nas unidades consideradas piloto. 

A previsão é que o PEC e-SUS APS seja gradualmente implantado nos 34 Distritos Sanitários, respeitando as especificidades locais de infraestrutura tecnológica, conectividade, organização dos serviços e diálogo permanente com os povos indígenas. Na próxima etapa, a expectativa é que ação chegue ao DSEI Yanomami, distrito estratégico responsável pelas populações indígenas dos estados brasileiros do Amazonas e de Roraima. 

Leidiane Souza 
Raiane Azevedo

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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