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Mercado do cavalo Crioulo cresce com novas modalidades e maior participação de proprietários

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O mercado do cavalo Crioulo segue em trajetória de crescimento no Brasil e em outros países da América Latina, impulsionado principalmente pela ampliação das modalidades esportivas e pela maior participação de proprietários nas competições da raça.

A avaliação é do leiloeiro Marcelo Silva, diretor da Trajano Silva Remates, que observa uma expansão consistente do setor, ainda que em ritmo mais moderado nos próximos anos devido ao cenário econômico e político.

Novas modalidades ampliam participação no cavalo Crioulo

Segundo Silva, provas como Freio do Proprietário, Freio Jovem e outras modalidades voltadas a diferentes perfis de competidores têm desempenhado papel importante na expansão do mercado.

Na avaliação do leiloeiro, a diversificação das disputas permitiu maior aproximação de criadores, investidores e apaixonados pela raça, ampliando a base de participantes e fortalecendo toda a cadeia econômica ligada ao cavalo Crioulo.

“As provas mais voltadas aos proprietários fizeram com que a raça tivesse uma pulverização muito importante. Isso aproxima mais pessoas, aumenta o envolvimento com os animais e amplia o mercado em torno da raça”, afirma Marcelo Silva.

Internacionalização amplia oportunidades de negócios

O crescimento também é percebido fora do Brasil. Durante a realização da FICCC, em Montevidéu, Silva observou maior presença de participantes de países como Chile, Paraguai, Argentina, México e Brasil, além dos tradicionais criadores uruguaios.

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Segundo ele, o mercado do cavalo Crioulo deixou de estar concentrado apenas nos três principais polos históricos da raça — Brasil, Argentina e Uruguai — e passou a despertar interesse em novos mercados internacionais.

“Hoje já vemos negócios com o Paraguai e interesse de outros países. A raça não está mais limitada apenas a Uruguai, Argentina e Brasil. Esse é um sinal claro de que o mercado ganhou outra dimensão”, destaca.

Cenário econômico pode desacelerar ritmo de crescimento

Apesar do cenário positivo, Marcelo Silva avalia que fatores econômicos e políticos podem reduzir temporariamente a velocidade dos negócios até meados de 2027.

Entre os pontos de atenção estão o ambiente macroeconômico, o calendário eleitoral e a proximidade de grandes eventos esportivos internacionais, fatores que podem influenciar decisões de compra e investimentos no curto prazo.

“A raça continua e continuará crescendo. Talvez em um ritmo um pouco mais lento, principalmente até meados de 2027, por causa do ambiente econômico, das eleições e de outros fatores que acabam interferindo nas decisões de compra”, explica.

Calendário de eventos fortalece mercado e liquidez

Outro fator apontado como decisivo para o fortalecimento do setor é a ampliação do calendário de eventos ligados ao cavalo Crioulo.

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Segundo Silva, o mercado passou por forte descentralização nos últimos anos. Antes, os principais negócios estavam concentrados em cidades tradicionais como Bagé, Uruguaiana, Jaguarão, Pelotas e na Expointer.

Hoje, a multiplicação de provas, exposições e remates contribui para aumentar a circulação de animais, criadores e investidores em diferentes regiões, ampliando as oportunidades comerciais.

“A associação vem fazendo uma gestão muito positiva, e a multiplicação dos eventos ajudou a dar mais movimento ao mercado. Antes eram poucos pontos de concentração. Agora, a raça anda em um ritmo muito mais amplo”, ressalta.

Esporte e negócios sustentam expansão da raça

Nos próximos meses, a agenda de leilões e competições deve seguir aquecendo o mercado do cavalo Crioulo. Para o setor, a combinação entre esporte, internacionalização, calendário de eventos e liquidez em pista continuará sendo o principal motor de crescimento da raça nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita de arroz termina no Rio Grande do Sul e mercado enfrenta baixa liquidez com pressão nos preços

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Com o encerramento oficial da colheita da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, o mercado brasileiro de arroz em casca entrou em uma nova fase, marcada por baixa liquidez, cautela nas negociações e pressão sobre os preços pagos ao produtor. O cenário foi destacado em análise do Cepea, que aponta mudança no foco dos agentes do setor, agora concentrados nas estratégias de comercialização e nas perspectivas para os próximos meses.

Sem a urgência das operações de campo, produtores e compradores passaram a atuar de forma mais seletiva. Segundo o levantamento, parte dos orizicultores intensificou a oferta do cereal com o objetivo de gerar caixa e cumprir compromissos financeiros de curto prazo. Em contrapartida, outro grupo prefere segurar os estoques, avaliando que os preços atuais ainda não cobrem adequadamente os custos de produção.

A postura mais retraída de parte dos produtores limita o ritmo dos negócios, contribuindo para um ambiente de baixa movimentação no mercado físico.

Indústrias adotam cautela nas compras

Do lado comprador, a cautela também predomina. Conforme análise do Cepea, embora haja interesse na aquisição do arroz, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados aos produtores em razão do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado no mercado interno.

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Outro fator que influencia o comportamento das empresas é a priorização do uso de estoques já armazenados em suas unidades, reduzindo a necessidade imediata de novas aquisições no mercado spot.

Esse cenário mantém o mercado pressionado e dificulta uma recuperação mais consistente das cotações no curto prazo.

Mercado monitora próximos movimentos

Com a colheita encerrada no principal estado produtor do país, o setor agora acompanha fatores como ritmo da demanda doméstica, comportamento das exportações e capacidade de retenção dos produtores para avaliar os próximos movimentos do mercado de arroz.

Analistas destacam que a sustentação dos preços dependerá principalmente da retomada da demanda e da postura dos vendedores nas próximas semanas, em um ambiente ainda marcado por margens apertadas e elevada sensibilidade aos custos de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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