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Corpo de Bombeiros reforça presença no Centro-Sul com reativação de posto em Entre Rios

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O posto do Corpo de Bombeiros do distrito de Entre Rios, em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, voltou a funcionar. O governador Carlos Massa Ratinho Junior reativou nesta quinta-feira (21) o espaço que estava fechado há sete anos. A entrega marcou a retomada do atendimento operacional na região, além da apresentação dos 28 novos alunos-soldados destinados ao 12º Batalhão de Bombeiro Militar (12º BBM) e o avanço da implantação do canil setorial de Guarapuava.

“É mais um reforço para a região de Guarapuava, que há cerca de um ano também ganhou uma nova sede do Corpo de Bombeiros. Esta base foi revitalizada e recebe novos equipamentos, além de um aumento no efetivo”, ressaltou o governador. “Estamos formando quase 700 novos bombeiros para atuar em todo o Paraná, e Guarapuava e Entre Rios também vão receber esse reforço para prestar um atendimento rápido e de qualidade para a população”.

A unidade, que atende as colônias Samambaia, Vitória, Cachoeira, Socorro e Jordãozinho, que formam o distrito de Entre Rios, além da cidade de Pinhão, recebeu investimentos de R$ 2,5 milhões do Estado em viaturas, equipamentos e estrutura operacional, além de aproximadamente R$ 600 mil da Cooperativa Agrária Agroindustrial, destinados à revitalização completa do prédio e aquisição de mobiliário.

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O posto passa a contar com sete bombeiros militares, caminhão ABTR (Auto Bomba Tanque e Resgate), caminhonete ABS (Auto Busca e Salvamento), ambulância para atendimento pré-hospitalar, viatura administrativa e equipamentos especializados.

O comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Hiller, ressaltou que a corporação vive um processo de ampliação da atuação no Estado, fortalecido também pela chegada dos novos militares. “O Corpo de Bombeiros vive um momento importante de expansão operacional no Paraná, com novos investimentos, novas estruturas e reforço do efetivo. Na semana passada tivemos a posse de 698 novos alunos-soldados, e 28 deles foram destinados para a região de Guarapuava, fortalecendo ainda mais a capacidade de atendimento do 12º BBM e de toda a região Centro-Sul”, disse.

Localizado a cerca de 20 quilômetros da sede de Guarapuava, o distrito de Entre Rios possui forte relevância econômica para o Paraná, especialmente pela atividade agroindustrial desenvolvida na região e pela atuação da Cooperativa Agrária. Formado por cinco colônias de origem eslavo-germânica, o distrito concentra importantes ativos industriais, agrícolas e logísticos do Centro-Sul do Estado.

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O prefeito de Guarapuava, Denilson Baitala, ressaltou a importância da estrutura para a cidade. “Em uma emergência cada segundo conta. Por isso essa unidade perto da população de Entre Rios é fundamental para garantir um atendimento rápido para a população”, afirmou.

ENTRE RIOS POSTO BOMBEIRO MILITAR

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

REATIVAÇÃO — Inaugurada em 1992, a unidade teve o atendimento descontinuado em 2019, quando as ocorrências passaram a ser atendidas pelo quartel central de Guarapuava. A retomada do serviço ocorreu após demandas apresentadas pela comunidade, o que levou o CBMPR a desenvolver estudos de viabilidade para reativação da unidade.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, destacou que a reativação do posto representa a aproximação cada vez maior das forças de segurança com as necessidades da população paranaense. “A segurança pública precisa estar presente onde as pessoas vivem, trabalham e produzem. Esse retorno do Corpo de Bombeiros para Entre Rios demonstra justamente esse compromisso do Estado em ouvir a comunidade, compreender as demandas regionais e fortalecer o atendimento à população em todas as regiões do Paraná”, afirmou.

O novo posto foi estruturado para atuar em diferentes tipos de ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. Além das viaturas, a unidade recebeu equipamentos especializados para operações de incêndio, salvamento e resgate.

Segundo o comandante do 12º BBM, tenente-coronel Jorge Augusto Ramos, a estrutura amplia significativamente a capacidade operacional da corporação na região. “O posto foi preparado para atender toda a gama de ocorrências do Corpo de Bombeiros. Além das viaturas, contamos com desencarceradores para resgates veiculares, equipamentos de proteção respiratória, materiais para resgate em estruturas colapsadas, salvamento vertical, salvamento aquático e mergulho, permitindo uma resposta muito mais rápida e eficiente para a população”, explicou.

ENTRE RIOS POSTO BOMBEIRO MILITAR

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

REGIÃO ESTRATÉGICA — O retorno do atendimento local deve reduzir significativamente o tempo-resposta para as ocorrências nas colônias de Entre Rios e em áreas próximas, reforçando a proteção da população e dos ativos econômicos da região.

O tenente-coronel Jorge destacou que a reinauguração do posto representa um marco estratégico para o fortalecimento do atendimento operacional no Centro-Sul do Estado. “Estamos falando de uma região extremamente importante para a economia do Paraná, com grande atividade agroindustrial e logística. A retomada deste posto, a chegada dos novos alunos-soldados e o avanço da implantação do canil setorial de Guarapuava representam um fortalecimento histórico da capacidade operacional do Corpo de Bombeiros na região”, afirmou.

O presidente da Cooperativa Agrária, Adam Stammer, ressaltou que, além de agilizar o atendimento na região, a estrutura também dá mais tranquilidade aos produtores rurais. “Estamos longe de Guarapuava, então é importante ter uma estrutura próxima para atender rapidamente as ocorrências”, disse. “Também é importante para a própria cooperativa, que é a maior unidade industrial de Guarapuava, porque a presença do Corpo de Bombeiros ajuda, inclusive, a diminuir o prêmio do seguro rural dos nossos cooperados”.

PRESENÇAS – Também acompanharam o evento o vice-governador Darci Piana; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os secretários estaduais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; e da Comunicação, Cleber Mata; os deputados federais Sandro Alex, Beto Preto e Leandre Dal Ponte; os deputados estaduais Marcio Nunes e Artagão Júnior; e demais autoridades locais.

Fonte: Governo PR

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Programa de irrigação no Noroeste do Paraná avança com a compra de torres de fluxo

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O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), deu um novo passo nesta quinta-feira (21). Em uma reunião no Gabinete de Gestão e Informações do Palácio Iguaçu, foi anunciada a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.

Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para a compra das torres passa de R$ 10 milhões, recursos da Fundação Araucária, também viabilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). 

O diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, Richard Golba, destacou o trabalho realizado para a criação da Lei de Segurança Hídrica, feita em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo. Vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do governador Ratinho Junior, que tem cobrado para que isso vá a campo”, ressaltou. 

O projeto iniciou em 2024 envolvendo a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, que seguem colaborando com o projeto. O IrrigaSIM é um apoio tecnológico ao Irriga Paraná. O projeto envolve sensoriamento remoto e modelos para a evapotranspiração de culturas. As partes se comprometem a trocar informações científicas, organizar missões, seminários e workshops, e apoiar atividades de pesquisa e inovação.

“Esse é mais um passo importante dado pelo Governo do Estado para que, com o apoio da tecnologia, possamos ter mais conhecimento e, assim, tomar as decisões certas em relação ao uso da água. Esse modelo de irrigação terá impacto direto na produção paranaense, beneficiando toda a população do Estado”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Agora a pasta vai ajudar com os dados coletados durante o projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná, que é a região que mais sofre com a seca.

“Esse projeto foi concebido para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade do Estado na agricultura continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressaltou Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial.

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“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso Estado”, complementou Jean Rafael Puchetti Ferreira, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.

Desde a época da pandemia, quando esteve pessoalmente no Nebrasca conhecendo os sistemas de irrigação da região, o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, aprendeu sobre as tecnologias e trouxe todas as informações para as articulações dentro do Governo do Paraná.

“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressaltou Tarso.

ETAPAS – Os estudos vão fazer a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por 14 pesquisadores do Simepar, dois pós-doutores, sete doutores e cinco mestres.

Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.

Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter via imagens de drones o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo.

A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no Estado.

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Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro / novembro – colheita março / abril; cultura março / abril – colheita julho / agosto; e cultura julho / agosto – colheita outubro / novembro. Os resultados dos estudos apontam redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.

“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explicou Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho. 

Com uma população de 1,9 milhão de pessoas, o Nebrasca, localizado na região central dos Estados Unidos, investiu cerca de US$ 6,8 bilhões para a instalação de 96 mil poços utilizados nos atuais sistemas de irrigação. A medida foi necessária devido às grandes variações de precipitação de chuva e das diferenças de solo nas diferentes regiões do estado americano.

O aquífero do Nebrasca é mais preservado do que o de outros estados americanos, como o Texas, por exemplo. Isso se deve justamente ao fato dos investimentos feitos nos atuais sistemas de irrigação, que utilizam os recursos hídricos de forma mais sustentável, reduzindo o impacto no meio ambiente.

WORKSHOP – Na tarde desta quinta-feira aconteceu, no auditório do Simepar, o Workshop Águas Subterrâneas no Paraná, que apresentou detalhes do IrrigaSIM e trouxe debates sobre a importância do monitoramento das águas subterrâneas e da modelagem aplicada à gestão de aquíferos, além de outorga e regularização.

O evento contou com apresentações dos pesquisadores do Simepar e do professor Christopher Neale, envolvidos no IrrigaSIM, além de palestras do professor Gustavo Athaide, da UFPR, do professor Glauco Zely da Silva Eger, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e de Nizara Sanches, do Instituto Água e Terra (IAT). As atividades encerraram com uma mesa-redonda, para debater os desafios do setor.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes na reunião o professor João Carlos Bespalhok Filho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto; e Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.

Fonte: Governo PR

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