Connect with us


Agro

Exportações de proteína animal ganham força na Ásia e podem gerar US$ 45,5 milhões após a Sial China 2026

Publicado em

A participação brasileira na Sial China 2026 terminou com perspectivas positivas para o setor de proteína animal. A ação coordenada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), deverá gerar cerca de US$ 45,5 milhões em negócios ao longo dos próximos 12 meses, consolidando o avanço da proteína animal brasileira no mercado asiático.

Realizada entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai, a Sial China 2026 é considerada uma das principais plataformas globais do setor de alimentos e bebidas na Ásia. O evento reúne importadores, distribuidores, varejistas e operadores de food service de diversos países, funcionando como vitrine estratégica para fornecedores internacionais.

Segundo levantamento consolidado pela ABPA junto às empresas participantes, apenas durante os três dias de feira foram efetivados US$ 3,25 milhões em negócios imediatos. O volume reforça a demanda internacional por carnes e proteínas produzidas no Brasil, especialmente em um momento de maior preocupação global com segurança alimentar e estabilidade no abastecimento.

Leia mais:  Plataforma Agro Brasil + Sustentável disponibiliza serviço de habilitação de área de produção para exportação
Mercado asiático amplia demanda por proteína animal brasileira

A estrutura montada pela ABPA contou com um estande de 72 metros quadrados, dedicado à promoção institucional, reuniões comerciais e fortalecimento da imagem da proteína animal brasileira no exterior.

Participaram da missão comercial as empresas Alibem, Aurora Coop, Bello Alimentos, Somave e Vibra Foods.

De acordo com a entidade, a edição deste ano foi marcada pelo fortalecimento das negociações com compradores asiáticos e pelo interesse crescente em fornecedores capazes de garantir previsibilidade logística, regularidade de entrega e elevados padrões sanitários.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou a importância estratégica do mercado asiático para as exportações brasileiras.

“A China e o mercado asiático seguem entre os principais polos de crescimento para a proteína animal brasileira. A Sial é uma plataforma estratégica para ampliar negócios, consolidar relacionamentos comerciais e reforçar o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável e competitivo para a segurança alimentar global”, afirmou.

China segue como mercado prioritário para o agro brasileiro

A agenda da ABPA na China continua após o encerramento da feira. A entidade realiza nesta quarta-feira (21), em Pequim, o Road Show Beijing, iniciativa voltada ao fortalecimento institucional e comercial da proteína animal brasileira junto a autoridades, importadores e demais stakeholders chineses.

Leia mais:  Alta Mogiana vê etanol de milho como vetor de previsibilidade e pede segurança jurídica no RenovaBio

O movimento ocorre em um cenário de expansão das exportações brasileiras de carnes e de crescente protagonismo do Brasil no fornecimento global de alimentos. A China permanece como um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras, especialmente de carne de frango e carne suína, segmentos nos quais o país ocupa posição de destaque no comércio internacional.

Com a ampliação das relações comerciais e a consolidação de acordos sanitários e logísticos, o setor exportador brasileiro vê na Ásia um dos mercados mais estratégicos para sustentação do crescimento das vendas externas nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Safra de café 2026 divide mercado: produtores descartam novo recorde e exportações travam no Brasil

Published

on

A safra brasileira de café 2026 começou sob forte expectativa de recorde, mas produtores e cooperativas de Minas Gerais demonstram cautela quanto ao real potencial produtivo do ciclo atual. Enquanto consultorias e parte do mercado projetam uma colheita superior a 70 milhões de sacas no Brasil, lideranças do setor afirmam que a produção de café arábica ainda está distante do desempenho histórico registrado em 2020.

Além das dúvidas sobre o tamanho efetivo da safra, o mercado enfrenta outro desafio: a forte diferença entre os preços pedidos pelos produtores e os valores ofertados pelos compradores internacionais, cenário que vem travando os negócios de exportação.

Cooperativas descartam safra superior à de 2020

Representantes das principais cooperativas do Sul de Minas e do Cerrado Mineiro afirmam que os primeiros resultados da colheita confirmam uma boa produção, mas insuficiente para superar o recorde de 2020, considerado pelo setor como o melhor ciclo da cafeicultura brasileira nos últimos anos.

Segundo Jacques Miari, presidente da Cocatrel, cooperativa sediada em Três Pontas (MG), a safra atual deve ficar mais próxima dos volumes registrados em 2023 e 2024.

De acordo com o dirigente, o ciclo de 2020 reuniu uma combinação excepcional de fatores positivos, como clima favorável, manejo adequado das lavouras e efeito da bienalidade positiva do café arábica.

“Ano como 2020 foi fabuloso. Tudo aconteceu de forma favorável para a produção”, destacou o executivo durante o Seminário Internacional do Café, realizado em Santos (SP).

A mesma avaliação é compartilhada pela Coocacer, cooperativa do Cerrado Mineiro. Para Joaquim Frezza, gestor comercial da entidade, a produção atual deve se aproximar da safra histórica, mas sem ultrapassá-la.

Leia mais:  Mercado Financeiro Global e Ibovespa Mantêm Alta com Impacto no Agronegócio

Na Cooxupé, maior cooperativa e exportadora de café do Brasil, a percepção também é de cautela. O superintendente comercial Luiz Fernando dos Reis afirmou que os números recordes projetados pelo mercado consideram o somatório entre café arábica e robusta.

“No arábica, isoladamente, ainda não enxergamos produção acima de 2020”, afirmou.

Cooxupé projeta alta no recebimento, mas queda nas exportações

Mesmo mantendo expectativa de crescimento no recebimento de café em 2026, a Cooxupé ainda trabalha com projeções conservadoras para as exportações.

A cooperativa estima embarques de 4,4 milhões de sacas neste ano, volume cerca de 500 mil sacas inferior ao registrado em 2025. Segundo a entidade, os embarques mais fortes esperados para o segundo semestre não devem compensar a retração observada no início do ano, período marcado por estoques reduzidos.

Já o recebimento de café pela cooperativa pode alcançar 6,8 milhões de sacas, crescimento aproximado de 800 mil sacas frente ao ano anterior.

Ainda assim, a Cooxupé prefere manter prudência enquanto a colheita segue em andamento. Em 2020, a cooperativa chegou a receber cerca de 8 milhões de sacas.

Diferença de preços trava negócios de exportação

Além da incerteza sobre o tamanho da safra, o mercado cafeeiro enfrenta um impasse comercial que vem reduzindo o ritmo das negociações externas.

Leia mais:  Exportações de café do Brasil somam 3,1 milhões de sacas em abril, mas receita cai 17,7%

Segundo representantes das cooperativas, produtores seguem retraídos nas vendas após terem comercializado café a preços historicamente elevados nos últimos anos.

Hoje, compradores internacionais oferecem valores muito abaixo do que os cafeicultores consideram adequado para fechar novos contratos.

Na avaliação da Cocatrel, o mercado de exportação está praticamente travado, enquanto o foco das negociações migra para o consumo interno.

O gerente de comercialização da cooperativa, Chico Pereira, explicou que os diferenciais de preço entre a Bolsa de Nova York e os valores exigidos pelos produtores estão excessivamente distantes.

De acordo com ele, os exportadores precisariam vender café com diferenciais acima de 60 centavos de dólar por libra-peso para garantir margens mínimas de operação, enquanto compradores internacionais trabalham com ofertas muito inferiores, próximas de 5 a 10 centavos.

Sem alinhamento entre oferta e demanda, os negócios acabam paralisados.

Produtor capitalizado segura vendas

Outro fator que contribui para o ritmo lento das negociações é a situação financeira mais confortável de parte dos cafeicultores brasileiros.

Após anos de preços recordes, muitos produtores conseguiram capitalização suficiente para evitar vendas imediatas, aguardando melhores oportunidades de mercado.

Esse comportamento reduz a pressão de oferta mesmo diante da expectativa de uma safra robusta, mantendo o mercado internacional em compasso de espera nas primeiras semanas da colheita brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262