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Agro

Boi gordo: mercado trava negócios, frigoríficos pressionam preços e arroba segue perto de R$ 350

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O mercado do boi gordo opera em ritmo lento nesta terça-feira, com negociações travadas em diversas regiões do país e pressão baixista sobre a arroba. A combinação entre escalas de abate mais confortáveis, menor apetite dos frigoríficos e enfraquecimento do consumo interno na segunda quinzena do mês mantém o setor cauteloso.

Nas principais praças pecuárias, os frigoríficos seguem atuando de maneira seletiva nas compras, tentando alongar as escalas e reduzir os preços ofertados aos pecuaristas. Em contrapartida, parte dos produtores resiste às ofertas abaixo das referências consideradas ideais, o que reduz a fluidez dos negócios.

Em São Paulo, o boi gordo comum segue negociado ao redor de R$ 348/@ a prazo, enquanto o chamado “boi China” alcança até R$ 353/@ em negócios pontuais destinados à exportação. Dados do indicador Cepea/Esalq apontam média paulista próxima de R$ 349,17/@ a prazo.

Já em Minas Gerais, as referências giram em torno de R$ 330/@, enquanto a novilha gorda varia entre R$ 300/@ na região de Belo Horizonte e R$ 315/@ no Triângulo Mineiro.

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Mercado futuro do boi gordo na B3 mantém viés de cautela

Na B3, os contratos futuros do boi gordo seguem oscilando com viés de baixa no curto prazo, refletindo o cenário mais pressionado do mercado físico. Os vencimentos de maio e junho operam próximos de R$ 337/@, enquanto os contratos para outubro permanecem acima de R$ 350/@, indicando expectativa de melhora no segundo semestre.

Segundo analistas do setor, a volatilidade segue elevada tanto no físico quanto na bolsa, especialmente diante das incertezas envolvendo consumo doméstico, exportações e comportamento da oferta de animais terminados.

Consumo enfraquecido limita repasses no atacado

No mercado atacadista, a carne bovina enfrenta maior dificuldade de escoamento. O enfraquecimento do poder de compra da população no fim do mês reduz a demanda no varejo e limita reajustes ao longo da cadeia produtiva.

Com isso, frigoríficos mantêm postura defensiva nas compras de gado, priorizando operações mais curtas e evitando formação excessiva de estoques.

Apesar da pressão no curto prazo, agentes do setor seguem atentos ao desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que continuam sustentando parte importante da demanda. O mercado também monitora as condições climáticas e a capacidade de retenção dos animais nas propriedades, fatores que podem alterar o equilíbrio entre oferta e procura nas próximas semanas.

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O Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 fechou a última atualização próximo de R$ 345,30/@ à vista, enquanto a média paulista a prazo permaneceu acima de R$ 349/@.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil amplia safra de grãos, mas risco climático pressiona produtividade no campo

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O Brasil deve alcançar mais um recorde na produção de grãos na safra 2025/26, com estimativa de 356,3 milhões de toneladas, volume 1,2% superior ao registrado no ciclo anterior, segundo dados do 7º levantamento da Conab. Apesar do avanço, o crescimento da produção ocorre em meio ao aumento dos riscos climáticos, especialmente relacionados à irregularidade das chuvas e à redução da umidade do solo em importantes regiões agrícolas do país.

O cenário reforça uma mudança no perfil da produção agrícola brasileira: além de ampliar volume, o produtor busca agora maior previsibilidade e estabilidade produtiva diante das oscilações climáticas.

A área plantada nacional deve atingir 83,3 milhões de hectares, crescimento de 2% em relação à safra passada. No entanto, especialistas alertam que o desempenho das lavouras depende cada vez mais da eficiência no manejo hídrico e da adoção de tecnologias capazes de reduzir perdas provocadas por períodos de estiagem ou má distribuição das precipitações.

Minas Gerais registra avanço produtivo e amplia atenção ao manejo hídrico

Em Minas Gerais, a expectativa é de crescimento próximo de 3% na produção de grãos, impulsionado pela expansão da área cultivada e pelo avanço moderado da produtividade. No Alto Paranaíba, uma das principais regiões produtoras do estado, as condições climáticas foram favoráveis durante boa parte do ciclo, mas o uso racional da água e a preservação da umidade do solo passaram a ocupar papel central nas estratégias de manejo.

A preocupação é maior principalmente nas fases mais sensíveis das culturas, quando oscilações hídricas podem comprometer diretamente o potencial produtivo das lavouras.

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Nesse contexto, cresce a utilização de tecnologias voltadas à retenção de água no solo e à melhoria da eficiência operacional no campo. Soluções como géis superabsorventes aplicados à irrigação, entre eles HB 10 PLUS e HB 10 DRIP, vêm sendo utilizadas para reduzir perdas por percolação e ampliar a disponibilidade hídrica às plantas.

Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, o foco atual do produtor está na redução de riscos produtivos.

“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir com mais previsibilidade. Em regiões como o Alto Paranaíba, onde o nível tecnológico é elevado, o produtor busca reduzir variáveis que possam comprometer o resultado final”, afirma.

Redução das chuvas no inverno preocupa produtores do Sudeste

O boletim da Conab aponta que os volumes de chuva superaram 120 milímetros em grande parte do Sudeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Ainda assim, a aproximação do inverno e a tendência de diminuição das precipitações já acendem o alerta para possíveis impactos sobre a umidade do solo.

A preocupação aumenta diante da necessidade de manter o desenvolvimento das culturas mesmo em períodos de menor disponibilidade hídrica, exigindo maior precisão no manejo agronômico e no planejamento das operações agrícolas.

Norte Fluminense enfrenta maior variabilidade climática

No Norte Fluminense, no Rio de Janeiro, o cenário climático é considerado mais desafiador. Embora o estado tenha menor participação na produção nacional de grãos, os dados indicam leve aumento de produtividade mesmo com redução da área cultivada.

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A região enfrenta maior irregularidade das chuvas, exigindo ajustes constantes no manejo agrícola e maior atenção ao equilíbrio fisiológico das plantas para minimizar perdas causadas por estresses ambientais.

Nesse ambiente, ganham espaço tecnologias voltadas à eficiência produtiva e à resistência das culturas. Produtos utilizados no manejo de psilídeos, como Liin e Narã, além de soluções de retenção hídrica como o HYB10 DRIP, têm sido incorporados às estratégias de produção para aumentar a estabilidade das lavouras.

“Em regiões com maior instabilidade climática, o produtor precisa de ferramentas que ajudem a planta a atravessar períodos críticos sem perda significativa de desempenho. O foco está em eficiência, não apenas em volume”, destaca Carvalho.

Agricultura brasileira avança com foco em eficiência e redução de riscos

Mesmo com o crescimento da produção agrícola brasileira, o avanço da instabilidade climática tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à sustentabilidade produtiva e ao uso mais eficiente dos recursos naturais.

O próprio levantamento da Conab reforça que, apesar dos elevados volumes de chuva registrados em parte do país, diversas áreas apresentam distribuição irregular das precipitações e tendência de redução da umidade do solo nos próximos meses.

Com isso, a agricultura nacional entra em uma nova fase, marcada não apenas pela expansão da produção, mas também pela necessidade crescente de resiliência climática, previsibilidade operacional e maior eficiência no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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